Poema control-cê-control-vedado duma rede de notícias infernéticas

 

No reino da macharada (que classe!),

a cio, não há filo entre machos;

nessa espécie de ordem animal,

há tanta posse sobre o sexo posto

que seu poder por fêmeas ainda é certo

indício de violenta guerra: macho oposto

mata macho fraco por elas – aposto!

 

“Mas eram homens das cavernas”,

escreve um cara numa Rede (post),

teclando ele mesmo esse crime

ao fazer atrito no Face (eita!),

uns comentários não aceitos

doutro cara, por uma mina.

Discussão em Rede, intrigas,

amigos inimigos de verdade;

tecla nenhuma virtualidade.

 

Não foram outros os comentários,

na velocidade do que é on-line.

No site oportunista, a postagem:

Comentário deleta comentário

depois da balada, em frente à boate.

 

É, difícil não dar em morte

esse velho poder de Xana,

                           de sexo.

De resto,

tudo isso são misteros

à macheza dos homens.

 

 

 

Poema confidencial & inibido

 

O anonimato é que é foda,

e este eu, que é anônimo Poeta,

que navega essa tal de WEB

com a mediocridade de poucos acessos,

não vai dizer que não se-incomoda

quando, em sítios, torpedos grátis,

e-mails ou msm desassinados,

le-enchem a paciência, o saco,

a escrever venenos com a língua morta,

viva de comentários falsos.

 

Tem ou não tem esse tal de fake

um maior valor do que o fuxico teve

numa comunidade armada em rede?

É ou não é aquela carta anônima

menos qu’essas mensagens eletrônicas,

que, velozes como todos os maus,

se-adiantam pra falar as intrigas

pra mostrar textos (a fotos & vídeos)

que são, pra endereços, o novo canal

da correspondência das gentes odiosa?

 

Casais que amaram a saída escondida

estão separados pelas imagens vazadas

do celular do amante irado da vítima.

As mensagens falsas no Face e no Twitter

são coladas às fotomontagens de inimigos

disfarçados, tipo esses virtuais amigos

que se-convidam a todos os sítios.

Os textos, então, teclados com fotos

são compartilhados em segundos

e  mal comentados por todo o mundo.

 

Todo o mundo é literal. (Outro comentário)