"Chove nos campos de Cachoeira", primeiro romance de Dalcídio Jurandir, é ambientado na vila de Cachoeira do Arari e gira em torno de dois protagonistas: o menino Alfredo e de seu irmão mais velho Eutanázio. Alfredo sonha em sair de Cachoeira e ter um futuro grandioso, porém enfrenta a falta de interesse do pai no futuro do filho e as dificuldades financeiras para que seus pais possam enviá-lo à capital (Belém) para estudar. Por outro lado, seu irmão Eutanázio (de 40 anos) é um sujeito destituído de sonhos e objetivos, frustrado, que não vê sentido em nada do que o mundo real lhe oferece. Para ele, tudo no mundo real é absurdo, sem sentido e sem valor. Seu niilismo , aliado à sua relação problemática com a jovem Irene que o despreza, fazem Eutanázio ser constantemente atormentado por angústias e perturbações extremas.

"Chove Nos Campos de Cachoeira" possui vários traços que podem ser associados à Geração de 30, como o uso de regionalismos, a ambientação em um local interiorano (a desconhecida vila de Cachoeira do Arari) e a forte crítica social, mostrando a pobreza e o extremo subdesenvolvimento que assola as áreas do Brasil distantes dos grandes centros. No entanto, a narrativa é mais densa do que a maioria das narrativas dos romances da Geração de 30.
 
Sua publicação, em 1941, veio por meio do 1° lugar obtido no Prêmio Dom Casmurro, organizado pela Vecchi Editora, que contava, com Jorge Amado e Oswald de Andrade, entre outros, na banca julgadora.
 
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