Entretextos registra com pesar o falecimento no último 17 de outubro do escritor, professor e crítico literário natural do Piaui Francisco Venceslau dos Santos. Ele pertencia à Academia Brasileira de Filologia e dirigia a Editora Caetés. Venceslau era aposentado como professor de Teoria Literária da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Além de se dedicar ao exercício da crítica literária, produzindo-a e divulgando-a, escreveu livros de poemas e romance. A mais recente obra literária publicada foi o romance Anos da Juventude, que teve lançamento também em Teresina e sobre o qual falou o escritor em entrevista ao Entretextos (ouça na seção áudios).

Traduzindo o momento da perda física de Venceslau, assim se manifestou o crítico literário Cunha e Silva Filho, também membro da Academia Brasileira de Filologia: "Perdemos um intelectual atualizado, fino crítico literário e notável ensaísta, além de Professor-Adjunto de teoria literária muito respeitado junto aos seus pares na UERJ.A par disso, foi poeta, ficcionista, exemplar editor e um incansável pesquisador na sua área específica. O Piauí perdeu um ilustre escritor.Os piauienses estamos de luto".

Francisco Venceslau dos Santos   nasceu em Francisco Santos, Piauí. Migrou para Teresina, e depois para o Rio de Janeiro, onde mora desde 1963. Professor Adjunto de Teoria da Literatura da UERJ (aposentado).  Nesta Universidade, atuou no Mestrado em Literatura Brasileira e Doutorado em Literatura Comparada. Foi membro efetivo da Academia Brasileira de Filologia, ex-parecerista do Ministério da Cultura. Autor de vários ensaios e artigos sobre literatura e cultura, principalmente contemporâneas.  Publicou, dentre outros, os livros: Autoritarismo e solidão (1990), Callado no lugar das ideias (1999 e 2004), Dessertões (poesias, 1999), Subjetividades da ficção brasileira contemporânea (2004).  Autor da peça A nova velha república (encenada com sucesso, em 1985).

Leia entrevista de Francisco Venceslau à Revista da Academia Brasileira de Filologia

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