[Flávio Bittencourt]

Rio Sonho: poema do Professor Feijó

Escrito em 1965, recebeu um upgrade que o deixou ainda melhor, embora o Rio tenha piorado, principalmente por causa do tráfico de entorpecentes, entre outras razões, como o aumento populacional descontrolado e a corrupção deslavada.

 

 

(http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/?p=66939)

 

 

 

 

 

 

"Álvaro Lins (político do Rio de Janeiro)

 

 
 

Álvaro Lins (João Pessoa4 de julho de 1967[1]) é um ex-policial civil e ex-político brasileiro.

Começou sua carreira na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, e no governo de Marcello Alencar, quando ainda major, esteve envolvido em denúncias de ligação com o jogo do bicho, durante a chamada "Operação Mãos Limpas Tupiniquim", promovida pelo Ministério Público estadual, em 1994.

Mais tarde, fez concurso para a polícia civil. Foi aprovado com uma boa colocação nas provas intelectuais, mas foi reprovado na fase de investigação social, realizada na Academia de Polícia em1996, por não ter sido considerado com uma boa vida pregressa, justamente porque tramitava ainda o processo contra ele. Recorrendo ao Poder Judiciário, obteve medida liminar que determinou a sua nomeação para o cargo inicial da carreira de delegado de polícia.

Escolhido para a chefia da polícia civil nos governos de Anthony Garotinho e de sua mulher, Rosinha Garotinho, foi candidato a deputado estadual em 2006, sendo eleito com cerca de 108.000 votos, após denúncias de compra de votos[2].

Em 2008 foi preso [3] em flagrante pela polícia federal, acusado de crime continuado pois, segundo esta, teria recebido suborno do crime organizado e, com este dinheiro, comprou um apartamento onde vivia, possibilitando, desta forma, o flagrante.

Um dia após a sua prisão, a ALERJ, após consulta a seus membros, revogou a sua prisão.[4].

No dia 12 de agosto de 2008, a Assembléia Legislativa, em sessão especialmente convocada para julgar o parecer da sua Comissão de Ética, que recomendava a cassação do mandato parlamentar do deputado, por 36 votos a favor e 24 contra, decidiu, em votação secreta do plenário, pelo seu afastamento definitivo da Casa Legislativa, por quebra do decoro parlamentar. [5]

Ainda pendem contra o ex-deputado processos criminais. Um processo administrativo disciplinar na Comissão de Inquérito Administrativo da Polícia Civil, resultou na sua demissão "a bem do serviço público" do cargo de Delegado de Polícia, em 11 de março de 2009[6] Ficou recolhido ao presídio de segurança máxima Bangu 8, em RDD - Regime Disciplinar Diferenciado, aguardando a decisão nos processos criminais a que responde.[7] Em 27 de maio 2009 conseguiu liberdade provisória, passando a responder em liberdade.[1] Em outubro de 2010 foi lançado o filme Tropa de Elite 2. Nele, o secretário de segurança do RJ, depois eleito deputado federal, é apontado por muitos como sendo inspirado no ex chefe de polícia e ex deputado estadual, Álvaro Lins.

Referências

[editar]Ligações externas

[http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvaro_Lins_(pol%C3%ADtico_do_Rio_de_Janeiro)] 

 

 

 

 

 

 

AGOSTO DE 2010,

PORTAL TERRA:

 

  atualizado às 17h59

Justiça Federal condena Garotinho e Álvaro Lins por corrupção

 

 

 

 

 

 

Apesar das investigações, Garotinho segue fazendo campanha para deputado federal Foto: Divulgação
Apesar das investigações, Garotinho segue fazendo campanha para deputado federal
Foto: Divulgação

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou os políticos Anthony Garotinho e Álvaro Lins por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, informou em nota, nesta terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF). Outros oito integrantes também foram considerados culpados de utilizar a Polícia Civil do Rio para cometer crimes de corrupção.

O MPF propôs a denúncia à 4ª Vara Federal Criminal, em maio de 2008. O ex-deputado estadual Álvaro Lins foi condenado a 28 anos de prisão (por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens). O ex-governador Anthony Garotinho, que tenta se eleger deputado federal pelo PR, foi condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha (convertidos a serviços à comunidade e suspensão de direitos). Todos os réus poderão apelar do julgamento em liberdade.

Conforme o MPF, a Justiça condenou ainda os policiais civis Alcides Campos Sodré Ferreira, Daniel Goulart, Fábio Menezes de Leão, Mario Franklin Leite de Carvalho e Ricardo Hallak por participação no esquema. Suas penas variam de dois anos de reclusão (Goulart) a 11 anos e três meses de prisão (Carvalho). Quatro outros réus investigados na Operação Segurança Pública foram absolvidos.

O processo resultou da continuidade de apurações da Operação Gladiador, desencadeada pelo MPF e Polícia Federal, e pela quebra de sigilo fiscal de Álvaro Lins. A Justiça atestou a prática de crimes como facilitação de contrabando (a exploração de caça-níqueis pelo grupo de Rogério Andrade não era reprimida) e corrupção ativa e passiva.

"O MPF já recorreu, entre outras coisas, para aumentar a pena de alguns dos condenados, entre eles o ex-governador Antony Garotinho", afirmou o procurador da República Leonardo Cardoso de Freitas.

Respostas
O ex-governador classificou a decisão da Justiça Federal de "mais uma perseguição", em seu blog. "É de se estranhar o fato de ela ser anunciada justamente no período eleitoral, a 41 dias das eleições no País", disse o candidato a deputado. "Além da afirmação do Ministério Público Federal de que eu sabia das supostas atividades do ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, não há, nos autos, rigorosamente, nenhuma acusação ou prova formais contra mim", disse ele.

"Evidentemente que vou recorrer com todos os instrumentos jurídicos que a lei disponibiliza, por se tratar de uma decisão absurda, sem amparo legal, e com a qual não me conformo", afirmou Garotinho.

O escritório dos advogados de Álvaro Lins, Eduardo Mayr e Renata Nazario, informou que a defesa está "inconformada" com a decisão e que vai recorrer da sentença da Justiça Federal.

 

Redação Terra
 
"
(http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/justica-federal-condena-garotinho-e-alvaro-lins-por-corrupcao,e06c63fc8940b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Garotinho e Álvaro Lins sao condenados por corrupção,

Youtube:

 

  

 

 

 

 

"São Tomé (ou Tomás) foi um dos doze apóstolos originalmente escolhidos por Jesus, segundo os Evangelhos sinóticos e os Atos dos apóstolos (Mateus 10:3Marcos 3:18Lucas 6:15) havendo pouco registro além. Ainda existe a hipótese de ser filho de Jesus, pois segundo Simcha Jacobovici e Charles Pellegrino em seu livro a tumba da família de Jesus, existia a preocupação, da parte de Jesus, que o seu filho fosse morto depois de sua morte. A grande questão era a de que o Império Romano tinha um especial cuidado em perseguir a prole de qualquer um que representasse ameaça para a soberania do império e isso significava dizer que poderia ser morto filho, esposa e neto, entretanto irmão não entrava nessa lista e isso fez com que o nome gêmeo fosse acrescentado ao de Juda(s) para que não houvesse a suspeita sobre o mesmo ser filho. No evangelho de Tomé dito 11 Jesus diz a ele "Quando éreis um, vos tornaste dois", criando o entendimento de que Jesus estava na verdade indicando que Juda e Tomé eram a mesma pessoa, uma vez que Tomé não era propriamente um nome, mas uma tradução que indicava "gêmeo".

(...)

[editar]América

Durante os primeiros séculos da colonização na América, vicejou-se a lenda de que São Tomé teria miraculosamente vindo ao novo continente e estabelecido contato com os indígenas. Novamente, como "prova" da passagem do santo, diversos sinais tidos como pegadas seriam atribuídos a Tomé. Basicamente, a figura da mitologia indígena Sumé (um homem branco que teria visitado em tempos pré-colombianos) foi identificada e fundida com São Tomé.

Segundo Sérgio Buarque de Holanda, em seu Visões do Paraíso, essa seria uma das poucas crenças relacionadas à América cuja origem se dá entre os portugueses, ao passo que os espanhóis teriam mitificado a América com a edenização, criando diversas lendas para "corroborar" essa ideia, como a terra das amazonas e a fonte da juventude (Juventia). Para o autor, isso denotaria o caráter religioso da missão portuguesa e o caráter civilizatório da espanhola. Ainda segundo Holanda, a suposta falta de mitos relacionados à nova terra entre a população portuguesa denotaria sua falta de interesse pela América, mais interessada em extrair recursos das costas e concentrar esforços em benfeitorias mais lucrativas, na Índia e na África. (...)"

[https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A9]

 

 

 

 

 

 

 

Viagens apostólicas e trabalhos de São Tomé, principalmente na Índia

(http://levandoamordedeus.blogspot.com.br/2010/08/o-apostolado-de-sao-tome.html)

 

 

 

 

 

 

PROFESSOR FEIJÓ /

CRÍTICA SOBRE UMA "FICÇÃO

DE PÉSSIMA QUALIDADE" -

28 DE FEVEREIRO DE 2013:

"UMA SANTA BOBAGEM

 

Os senhores responsáveis Pela Fundação Cultural de Balneário Camboriú e pela escolha do material literário a ser apresentado aos leitores desse município, nessa próxima sexta-feira, dia 1º de março de 2013, na Biblioteca Pública Municipal, Machado de Assis, deveriam ter mais cuidado na apreciação dessas obras lançadas, sob a chancela dessa entidade pública.
Creio que os responsáveis pelo lançamento do livro de Isaque de Borba Corrêa, São Tomé, a história do apóstolo de Jesus no continente americano, a ser lançado nesta sexta-feira, não leram nem uma linha ou página dessa obra (?) , pois a mesma, além de apresentar erros gravíssimos (ortografia, regência, concordância e colocação - para pouco citar - ) no emprego da Língua Portuguesa, desde a INTRODUÇÃO, não sustenta uma narrativa coerente e, quando a faz, a mesma se apresenta muito mal redigida e fundamentada. Se esta obra tinha o propósito de ser uma documentação histórica (?), leva, isso sim, o leitor incauto a aceitar uma ficção de péssima qualidade, como algo verdadeiro, pois o que é lenda se apresenta como verdade histórica. Uma bisonha BIBLIOGRAFIA  encerra o livro, sem citar os principais autores sérios que trataram desse assunto, como Sérgio Buarque de Holanda, em Visão do Paraíso: os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil, São Paulo, Civilização Brasileira, 1959. Foi a sua tese  de Livre Docência, para exercer a Cátedra de História da disciplina Civilização Brasileira, na Universidade de São Paulo, hoje USP. Todo o livro de Isaque de Borba Corrêa peca por um estilo insosso e de péssimo gosto, além de apresentar uma linguagem desprovida de  arroubos literários... Não se encontra nenhuma hipótese histórica, consubstanciada em métodos estruturalistas, nem compilações ou interpretações de textos, estabelecidos à luz da ecdótica, sobre o tema, o que poderia amenizar, de alguma forma, sua insipiente investigação (ou incipiente investigação, como queiram). Um desserviço à cultura e um acinte à inteligência do leitor. Jamais uma Fundação Cultural poderia acolher a apresentação pública de uma obra que envergonha a literatura de nosso Município.
 
ATÉ A PRÓXIMA
 

 (http://professorfeijo.blogspot.com.br/2013/02/uma-santa-bobagem.html)

 

 

 

 

 

 

"O ESTIMADO PROF. FEIJÓ SABE DIZER, QUANDO O LIVRO MERECE

SER ELOGIADO; MAS QUANDO ELE SE ENFURECE COM A INCOMPETÊNCIA DE

UM TRABALHO, SAIAMOS DE BAIXO..."

 

 (C R...)

 

 

 

 

 

 

 

(http://www.girafamania.com.br/africano/ilhastomeprincipe.html)

 

 

 

 

 

 

30.3.2013 -   F.

 

 

"RIO SONHO (poema de 1965, adaptado à data de hoje)

O Gigante Adormecido da Barra da Tijuca
engoliu o sol dos cariocas.
Anoiteceu na Guanabara.
A vida faiscou nos vales
nas montanhas
nas favelas
nas praças
ruas 
e boates.
Acenderam-se velas nas encruzilhadas
e as praias refletiram coloridos.
O Cristo fechou os olhos
e adormeceu.
Seu sono divino abençoou
a cidade do Corcovado.
A natureza zelou o seu repouso.
As ondas cantaram cantigas de roda
dos tempos da corte portuguesa.
Fez-se silêncio de Largo do Boticário...
E o Rio de Matacavalos
da rua da vala
do Largo do Paço
dos negros nas ruas
do caxangá
vencia os séculos
Crescia, crescia, crescia...
Buzinas longínquas
soavam
como
sinos
da Glória que olhavam
o mar acimentado.
E o vento soprou da entrada da barra
assoviando no Pão de Açúcar.
No meio da noite
ligeiro ligeiro
o morro desceu
desceu pra sambar
sambou a favela
cuíca pandeiro
mulata dengosa
garota cheirosa
mexendo ligeiro
o corpo faceiro
queimado todinho
pelo sol que já vem.
Voaram andorinhas sonolentas
que moram na Catedral.
Roncou o motor
chegou do subúrbio um trem da Central.
Apitou o navio
nas águas que viram caravelas.
Caravelas de Portugal.
Marcharam os soldados
de Estácio de Sá.
Fragatas guerreiras
canoas de índios
Tamoios Tupis de olhos azuis.
E o Rio reinou
reinou e sonhou
foi majestade
foi imperador.
Danço nos salões
iluminados da corte.
Ao som da metralha
fez história
com glória
para o porvir.
Escreveu seu nome no livro da liberdade
e amou.
Cresceu com o amor
libertou os escravos
e cantou a marcha triunfal
das grandes nações.
Dos índios das praias
aos bravos soldados
dos campos da Europa
se orgulha
do filho forte.
Na ponta de terra
banhada por mar
alteia-se a tribo
dos nobres guerreiros
da forte nação.
-Eu te abençoo, pedaço de terra
esverdeada
em campo de areia.
Surja com o sol de cada dia
a tua felicidade, Rio-Cidade
Rio-Sonho
Sonho de um Deus petrificado
no alto do monte
eternamente
pregando o Sermão
da Bem-aventurança...
O sol iluminou o mundo encantado
e o Cristo acordou feliz
porque sonhou 
quatrocentos e quarenta e oito anos
de Cidade Maravilhosa.

(Luiz Cesar Saraiva Feijó, in REMORRO, 1998)"

 

[http://professorfeijo.blogspot.com.br/2013/03/o-rio-de-janeiro-continua-lindo.html]

 

 

 

 

 

===

 

 

 

Garotinho monta esquema de dossiês e

cria sistema de corrupção na prefeitura de Campos,

Youtube:


 

 

Enviado em 28/02/2011  -   blogaceveda

blogaceveda·

Garotinho monta esquema de dossiês e cria sistema de corrupção na prefeitura de Campos administrada pela mulher Rosinha Garotinho

[comentário:]


  • wagnercanciod

    (...) Como que membros dessa família conseguem se eleger a algum cargo político nesse país ainda, gente?!

    Éh! Realmente este país não é um país sério!"

 

 

 

 

 

 

"Quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O APOSTOLADO DE SÃO TOMÉ

 


 

 

 

 

 

 

 

Viagens apostólicas e trabalhos de São Tomé, principalmente na Índia

Havia cerca de três anos depois da morte de Jesus, quando Tomé, com o Apóstolo Tadeu e quatro discípulos, partiu para o país dos Reis Magos. Batizou os dois reis, já muito idosos, Mensor e Teokeno e pouco a pouco foram batizados todos os habitantes do país.

Tomé enviou Tadeu, com uma carta, ao rei Abgar, para o curar; soubera, por uma revelação divina, da enfermidade do rei.

“Por todo o caminho, conta a piedosa Emmerich fazia Tomé grandes milagres, instituía catequistas e deixava também um discípulo. Continuou a viagem até a Báctria. Foi também ao extremo norte, além da China, onde começa o território da Rússia, entre tribos muito selvagens. Na Báctria e entre os povos que seguem a doutrina de Zoroastro, teve muito bom êxito. Chegou também ao Tibet.

Mais tarde vi São Tomé, não só na Índia, mas também numa ilha, entre gente de cor e também no Japão; ouvi-lhe também profecias sobre a sorte futura da religião nesse último país.

Tomé tinha pouca vontade de ir para a Índia. Antes de partir para lá, teve muitos sonhos, nos quais construía belos e grandes palácios na Índia. Não o compreendia a princípio, não dando importância a esses sonhos, porque nada sabia de arquitetura. Mas continuavam a repetir-se tais avisos interiores, de ir à Índia para converter muitos homens e ganhar muitas almas, porque isso significaria a construção dos grandes palácios. Aconselhou-se com Pedro, que o exortou a partir para a Índia. Então seguiu ao longo do Mar Vermelho e passou também pela Ilha de Socotora, onde ensinou, mas não por muito tempo.

Foi a segunda cidade da Índia onde Tomé chegou, encontrando o povo a preparar-se para uma grande festa. Ensinou e curou enfermos; o rei e muito povo o escutavam. Foram tantos os que lhe aderiram, que um jovem sacerdote dos falsos deuses lhe criou um profundo ódio e uma vez, durante o sermão, lhe bateu no rosto. Tomé, porém, permaneceu calmo e humilde e, agradecendo-lhe, ofereceu também a outra face. Vendo-o, o rei e todo o povo ficaram muito comovidos, estimando depois Tomé como um homem muito santo; o sacerdote idólatra converteu-se. A mão tinha-se-lhe coberto inteiramente de lepra. Tomé, porém, curou-a e o jovem convertido se tornou o mais fiel dos discípulos. 

Tomé converteu também a filha do rei e o marido, que era possesso de um demônio; depois saiu da região, continuando a viagem mais para leste. Tendo a filha do rei dado à luz um filho, ela e o marido fizeram voto de castidade, dando todos os bens aos pobres. O pai indignou-se muito e afirmou que Tomé era feiticeiro; mas a filha e o genro perseveraram no seu propósito e propagavam por toda a parte a doutrina singela de Jesus Cristo, como a tinham recebido, convertendo muitos. O próprio pai afinal ficou comovido e mandou um mensageiro a Tomé, pedindo-lhe para voltar. O Apóstolo voltou, pois, na despedida lhes dissera: “Em pouco tempo nos tornaremos a ver”. O rei e uma grande multidão de povo pediram o batismo e o próprio rei tornou-se mais tarde diácono e foi juntar-se aos seis Magos. Tendo ainda a lembrança vaga de que se tornou sacerdote e o filho construiu uma igreja.

Vi Tomé numa outra cidade, à beira do mar e notei que tencionava deixar a Índia; creio que não era longe da região, onde mais tarde pregou São Francisco Xavier. Apareceu-lhe, porém, Jesus, que o mandou viajar para o interior da Índia. Tomé não queria, por habitar ali um povo muito selvagem; então lhe apareceu Jesus, pela segunda vez, dizendo-lhe que lhe estava fugindo diante dos olhos, como Jonas; que fosse para lá, pois não o abandonaria; grandes prodígios se fariam por suas mãos. No dia do juízo Tomé havia de estar a seu lado, como testemunha de quanto Ele fizera pelos homens.

Vi São Tomé, caminhando com muito povo, curando enfermos, expulsando demônios e batizando numa fonte. Veio vê-lo também um homem muito distinto, douto e piedoso, que sempre estava estudando nos livros e se tornou zeloso discípulo do Apóstolo. Esse homem tinha uma sobrinha, casada com um parente do rei. Era extremamente bela e riquíssima. Tendo ouvido falar dos milagres de Tomé, sentia grande desejo de ouvir-lhe a doutrina. Passando através do povo, até chegar junto dele, prostrou-se-lhe aos pés e pediu-lhe que lhe ensinasse. Tomé ensinou-lhe e abençoou-a; a moça ficou muito comovida, chorava, rezava e jejuava dia e noite. O marido, que a amava muito, tornou-se muito triste e procurava distraí-la. Ela, porém, lhe pediu que a deixasse ainda algum tempo recolhida. Ia diariamente à doutrina de Tomé e tornou-se zelosa cristã. O marido, zangado, apresentou-se em vestes de luto ao rei, acusando Tomé. Tendo levado o Apóstolo amarrado ao rei, este o mandou açoitar e encarcerar. Foi o primeiro martírio de São Tomé, em todas as suas viagens; ele, porém, louvava a Deus.

A mulher convertida cortou o cabelo, chorava e rezava, deu tudo aos pobres e não usava mais enfeites. De noite, na ausência do marido, subornava os guardas e ia com outros ao cárcere, para ouvir a doutrina de Tomé. Levava consigo a ama de leite e pediram o batismo. Tomé mandou preparar tudo em casa para o batismo, e saindo do cárcere, foi à casa das recém-convertidas e batizou-as, com muitos outros. Os guardas dormiam, por efeito da Providência Divina e Tomé voltou ao cárcere.

Como, porém, até da família real alguns mudassem de vida e seguissem a doutrina do Apóstolo, mandou o rei trazê-lo à sua presença e como Tomé lhe explicasse a doutrina, sem que o rei quisesse crer, propôs-lhe o Apóstolo pedir a Deus um sinal de que ele dizia a verdade. Então mandou o rei colocar-lhe em frente lanças em brasas e Tomé andou sobre as mesmas sem se queimar; no lugar onde foram colocadas, nasceu uma fonte. Tomé narrou também ao rei o que anunciava em toda a parte; que tinha visto, durante três anos, os milagres feitos por Jesus e contudo tinha duvidado muitas vezes; que agora cria e era obrigado a propagar a verdade entre os infiéis. 

Acusava-se sempre de seu pecado. O rei mandou ainda aquecer uma sala de banho, para o fechar lá dentro e fazê-lo morrer pelo vapor quente; mas era impossível aquecê-la e havia dentro só ar. Depois quis forçá-lo a sacrificar aos ídolos e Tomé disse: “Se Jesus não quebrar os teus ídolos, então sacrificarei”. 

Então prepararam uma grande festa e dirigiram-se com pompa ao templo. O ídolo, colocado num carro, era todo de ouro. Mas, à oração de Tomé, caiu como fogo do céu, fundiu o ídolo e muitos outros ídolos caíram. Levantou-se um grande tumulto entre o povo e os sacerdotes dos ídolos e Tomé foi novamente lançado no cárcere.

Deste cárcere foi libertado como Pedro, dirigindo-se a uma ilha, onde ficou longo tempo. Deixou catequistas nesse país e partiu para o Japão, onde se demorou meio ano. Depois que voltou, converteram-se ainda muitas pessoas da família real. Os sacerdotes idolatras guardavam-lhe veemente ódio. Um deles tinha um filho enfermo e pediu a Tomé que o curasse; depois, porém, estrangulou o filho, acusando Tomé do assassínio. Este, entretanto, mandou trazer o cadáver e ordenou-lhe, em nome de Jesus, que dissesse quem o matara. O cadáver levantou-se e disse: “Foi meu pai”. Em conseqüência deste milagre se converteram ainda muitos.

Vi que Tomé costumava rezar fora da cidade, à grande distância do mar, ajoelhado sobre uma pedra, a qual conservava as impressões dos joelhos. Um dia predisse que, se o mar, que estava muito distante, chegasse até aquela pedra, viria um homem de uma terra longínqua, para pregar a doutrina de Jesus. Então eu não podia imaginar como o mar pudesse chegar até ali. Mas nesse lugar foi erigida uma cruz de pedras por Francisco Xavier, quando desembarcou.

Vi S. Tomé, de joelhos sobre essa pedra, rezando em êxtase; aproximaram-se traiçoeiramente sacerdotes idólatras, que o atravessaram com uma lança. O corpo do Apóstolo foi transportado para Odessa, onde ainda tenho visto celebrarem-lhe a festa. No lugar em que morreu, ficou-lhe, porém, uma costela e a lança que o transpassou. Ao lado da pedra havia uma oliveira, que foi salpicada com o sangue de Tomé e que exsudava óleo todos os anos, no dia do martírio do Santo e quando isso não acontecia, esperavam os habitantes da região um ano mau. 

Vi que os idólatras em vão tentavam desarraigar esse arbusto, que sempre de novo crescia; vi também ali uma Igreja e quando, na festa do Apóstolo, se rezava a Missa, o arbusto exsudava ainda óleo. A cidade tem o nome de Meliapur; agora a situação não é favorável, mas a fé cristã há de firmar-se ali de novo.

Foi-me dito que Tomé chegou à idade de noventa e três anos. Estava queimado pelo sol e muito magro; tinha o cabelo ruivo. Ao morrer, apareceu-lhe o Senhor, dizendo-lhe que ai sentir-se-lhe ao lado, no dia do juízo.

Se não me engano, na ordem de suas freqüentes viagens, depois da divisão dos apóstolos, foi primeiro ao Egito, depois à Arábia e, chegando ao deserto, mandou um discípulo ao Apóstolo Tadeu, para que visitasse o rei Abgar. Depois batizou os reis Magos e percorreu a Báctria, a China, o Tibet, e ao norte, o território russo, voltando dali a Éfeso, para assistir à morte de Maria; da Palestina partiu para a Itália, atravessando depois uma parte da Alemanha, Suíça e França, embarcou para a África e passando pela terra de Judit, pela Abissínia e Etiópia, foi à Socotora; dali foi à Índia e Meliapur, de onde, libertado do cárcere pelo Anjo, se dirigiu, por uma parte da China, ao extremo norte, que agora pertence à Rússia. Dali veio à ilha ao norte do Japão.

 

(http://levandoamordedeus.blogspot.com.br/2010/08/o-apostolado-de-sao-tome.html)

 

 

 

 

 

 

 

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