[Flávio Bittencourt]

Resumo de ensaio monográfico de Roland Barthes

L'aventure Sémiologique (1991).

 

 

 

 

 


2.4.2013 - L'aventure Sémiologique (1991) - Resumo de ensaio monográfico de Roland Barthes.  F. A. L. Bittencourt ([email protected])

 

 

  • "Auteur : Roland Barthes
  • Editeur : Seuil
  • Collection : Points Essais
  • Parution : 01/02/1991
  • Nombre de pages : 359
  • Nombre de livres : 1
  • Dimensions : 18.10 x 10.80 x 1.70

Résumé :
Roland Barthes a été aussi un chercheur au plein sens du terme, un de ceux qui, après Saussure et Greimas, ont fondé la sémiologie. Ce sont les travaux où il pose les assises de cette discipline nouvelle qui sont ici réunis, et notamment Elements de sémiologie, l'Ancienne Rhétorique, Introduction à l'analyse structurale des récits. Autant de textes proprement fondateurs et auxquels toute recherche doit désormais s'adosser. On trouvera, à côté d'eux, une série de projets sur ce que pourrait être l'enquête sémiologique méthodique dans des domaines aussi divers que la réflexion sur l'objet, la publicité, l'ethnologie, l'urbanisme, la médecine. Enfin, la mise en oeuvre de l'analyse structurale sur deux fragments de la Bible et sur un conte de Poe.

Il y eut, chez Roland Barthes, un bonheur de la science ; il y eut aussi l'anxiété de la dépasser, de ne pas laisser se refermer le sens. Et c'est ce double mouvement qu'on verra ici à l'oeuvre."

(http://www.priceminister.com/mfp/104536/l-aventure-semiologique-roland-barthes#pid=217584&scroll=prd_information)

 

 

 

 

 

 

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"25 março 2010

Trinta anos sem Roland Barthes

 

Há 30 anos morria o semiólogo francês Roland Barthes (12/11/1915 - 26/3/1980). Teórico da ciência dos signos e símbolos elaborada com base em Ferdinand de Saussure, estudioso da estrutura da linguagem. Crítico francês da corrente estruturalista, influenciado pelo linguista Saussure, fez uso da análise semiótica exercitando-se em revelar qual mensagem política/ideológica se ocultava por detrás dos símbolos presentes na mídia (principalmente na escrita).


 

Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. O primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão.

 

 

Barthes nasceu em 12 de novembro de 1915, em Paris. Escritor, sociólogo, filósofo, crítico literário, semiólogo e um dos teóricos da escola estruturalista. Formado em Letras Clássicas, Gramática e Filosofia, tornou-se um crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses na década de 1950. De 1952 a 1959 trabalha no Centro Nacional de Pesquisa Científica francês. Em 1953 lança o primeiro livro, O Grau Zero da Escritura, em que se manifesta contra a crítica literária tradicional e os valores da sociedade burguesa e sobre as arbitrariedades da construção da linguagem. "O texto não é a expressão da personalidade de um autor, mas um sistema de signos interpretáveis", escreve em A Torre Eiffel (1964). Segundo Francisco Bosco ”a escrita barthesiana está sempre se movendo no intervalo sutil entre o texto de vanguarda (que retarda a fluência da leitura, impondo sobre ela seu próprio e apropriado ritmo) e o texto ’clássico’ (que mantém um compromisso com uma prática confortável da leitura)”.


 

“A linguagem é como uma pele: com ela eu entro em contato com os outros”(Roland Barthes)


 

A sua obra, ampla e variada, caracteriza-se inicialmente pela reflexão sobre a condição histórica da linguagem literária. Em diversos livros tenta demonstrar a pluralidade significativa de um texto literário e a sobrevalorização do texto em vez do signo. Como sociólogo pertence à corrente estruturalista que caracterizou uma boa parte da intelectualidade francesa. Um de seus livros, Roland Barthes por Roland Barthes (1975 na França, 1977 no Brasil), acabou sendo definido pelo que não era: nem uma autobiografia nem um livro de “confissões” (embora com muitos elementos de um e de outro).

 


 

Noutro livro, Mitologias (1957), disseca os mitos e seus signos ideológicos na sociedade de massa. Um livro essencial para o entendimento da mitologia. Em Fragmentos de um discurso amoroso (1977) elabora um sofisticado estudo linguístico sobre o sentimentalismo. Além de teórico, mantinha intensa atividade como crítico literário, criador da revista Théâtre Populaire, animador do movimento Nova Crítica, diretor da École Pratique des Hautes Études. Principais obras: O grau zero da escrita (1953); O sistema da moda (1967); S/Z (1970); A câmara clara (1980).

 


 

Na década de 70, seu trabalho sofre influência de Jacques Lacan, Michel Foucault e Jacques Derrida e é estudado não só na França, mas ainda na Europa e nos Estados Unidos. No entanto, é apenas com seus dois últimos livros que consegue reconhecimento não só como crítico, mas também como escritor: em 1975, com a autobiografia Roland Barthes por Roland Barthes, e, em 1977, com Fragmentos de um Discurso Amoroso, obra popular que vende mais de 60 mil exemplares na França e que comenta as dores de amor. Ferido num atropelamento, morre em Paris (26 de março de 1980). Seus trabalhos póstumos são publicados pela crítica e escritora Susan Sontag em 1982

 

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2 Comentários:

At 12:42 AM, Anonymous Cathy said...

Adoro Barthes meu amigo... Mitologias é uma de suas obras preferidas por mim. Deixo-te uma frase dele que gosto muito: "Saber é sabor..."

Um beijo, com sabor de saber...

At 7:29 AM, Blogger Gutemberg said...

Cathy,

E sabor é saber ter você
tão perto e tão longe
nesse meu horizonte
de inferno em fim
Guto"

(http://blogdogutemberg.blogspot.com.br/2010/03/trinta-anos-sem-roland-barthes.html)

 

 


"AUTOR DO ARTIGO:

 

 

 

Jornalista profissional formado pela Escola de Biblioteconomia e Comunicação da UFBa em 1979. Registro Profissional DRT-BA 761. Atuou nos jornais Tribuna da Bahia, Diário de Notícias, Correio da Bahia, A Tarde e Bahia Hoje como repórter, redator e Editor de Cultura. Atuou ainda na Rádio Cruzeiro da Bahia (repórter), Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (gerente de produção), TV Itapuã (produtor) e rádios Piatã e Bandeirantes (produtor de programas). Atualmente exerce a função de Coordenador de Comunicação na União dos Municípios da Bahia."

(http://www.blogger.com/profile/07016163038336290961)