O TAMBOR


Ninguém resiste ao tambor.
    Uns mais, outros menos.
    Qual o ritimo mais excitante, aquele que nos faria rodopiar
    marcando sua batida com os pés e soltando a cabeça
    dos ombros, a faríamos rodar com os cabelos como
    chamas do que ia dentro de nós?

    - a tal ponto que, perderíamos o controle sobre o próprio
    corpo e o entregaríamos completo, ao comando do tambor.

    - porque o rítmo, o que comanda, o que domina, nos pode
    levar à um paroxismo que nos faz executar o que vai além
    de nós mesmos.

    - e essa execução é uma satisfação total sobre tudo que
    existe no planeta.

    Sincronisando com o comando oculto do Mundo, temos
    um momento de euforia numa das varetas que 
    sustentam o "habitat" desfraudado da vida em si.

    O rítmo não cança e sustenta.
    Os soldados marcham ao rítmo.
    E o rítmo constrói e destrói se ele é feito sobre uma ponte,
    por exemplo, provocando o desmembramento desta, razão
    pela qual, um pelotão não pode atravessar uma ponte em
    tempo de marcha.

    No corpo humano, ele deve ser criativo.
    Sempre para uma exaltação do positivo-construtivo,
    como as danças sagradas das baiaderas hindús, e
    das sacerdotisas da deusa Isis, no Egito Antigo.

    Para os que no estado de seu corpo, não podem dançar,
    que sintam o rítmo, que em sua completa sensação,
muito pode ajudar no estado decadente em que se encontram.
É sempre uma benção