Dilson Lages Monteiro Quinta-feira, 25 de maio de 2017

Colméia de Concreto

CON-TATO

O coração
Pulsa
Em teu sol
Riso.


LUCIDEZ

No tédio da tarde
Escaldante da Teresina
O louco lapida o gigante
De ferro frio
E enfrenta a indiferença
Da Frei Serafim.


INCÊNDIO

Inconscientemente
Os caminhos cortam o campo.

A velocidade do vento
Varre o vasto vulto
Da ventania.

O passo do silêncio
Sentencia a real-idade
Da cidade em chamas.



PALHAÇO

Nada mais engraçado
Que o sorriso do espelho.


DESILUSÃO DO DEUS SEM TRONO

Na xícara de café
O débil degusta
A letargia da lucidez.

O gole desce
Pelas labaredas
Do sol em cinzas
E incendeia o celeiro
Das revoluções.

Mas há muito
O mundo mudou
A rota da tarde
E despediu o desejo
Do Deus sem trono.

 



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