Nas olheiras da mulher deserta
o destemido desliza
os olhos de Deus.
As pálpebras deitam sobre a areia
e o criador cria a miragem
na imagem da retina.
O rei engole o olhar da mulher
e a brisa varre as curvas
da montanha despida.
Cai o sereno nas notas da noite
e o coração do sol se assombra.
Cai sobre a máscara do mar
e a face cega do amor
canta uma canção de despedida.
Cai sobre as pálpebras da boneca
despenteada pelo calor dos olhos.
Cai sobre as mãos
que acenam o adeus.
| Primeira | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | Última |
- Abílio Manuel Guerra Junqueira
- Adolfo Caminha
- Manuel Ricardo Lima
- Monsenhor Chaves
- Álvaro Pacheco
Ivan Teixeira analisa O alienista
A escrita paratática e pós-moderna de Esdras do Nascimento
LABORATÓRIO DE REDAÇÃO PROF. DÍLSON LAGES
Baloon Center, Av. Pedro Almeida nº 60, Loja 21 (primeiro piso) - São Cristóvão - Teresina - Piauí - Fone (86) 3233 9444
e-mail: dilsonlages[@]uol.com.br