Dilson Lages Monteiro Sexta-feira, 12 de março de 2010
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Os Direitos Autorais de Empréstimos de livros

Os Direitos Autorais de Empréstimos de livros

Ivaldo Ribeiro Filho

Em grande parte da União Européia, além dos direitos autorais fruto dos 10% do valor de capa do livro, os escritores auferem outros direitos autorais.

Lá existe o Direito de Empréstimo Público nas Bibliotecas. O que isso vem a ser? Cada livro requisitado em uma biblioteca pública gera um valor em direitos autorais para o autor.

Geralmente, o valor por cada empréstimo do livro é ínfimo, mas no final, com vários empréstimos, pode melhorar a situação do escritor no Brasil.

Inglaterra, França já adotam esse sistema com enormes resultados. O direito de empréstimo nesses países foi resultado de uma luta histórica de décadas, por parte dos escritores.

Em Portugal, que está prestes a adotar o sistema, a questão tem sido a de onde virão os fundos do empréstimo. As bibliotecas não possuem condições para pagar tal direito, visto que quase não possuem recursos.

Na França, o Ministério da Cultura, contribui para o pagamento. Vale ressaltar que lá o Ministério da Cultura está intimamente ligado ao Ministério da Educação por desenvolverem políticas em conjunto.

Na Inglaterra, é o governo central que paga os empréstimos, através da análise das trinta principais bibliotecas públicas do país.

Nesse país, o empréstimo se dá apenas nos livros que foram requisitados sem pagamento nas bibliotecas públicas. Os autores registram seu livro com o arquivista do Direito de Empréstimo Público à medida que cada obra é publicada.
Através de uma amostragem dessas trinta maiores bibliotecas, que representam todas as regiões do país, eles avaliam os direitos de cada autor.

Creio que o sistema de amostragem não é bom, e que a computação e o desenvolvimento da informática possam dar dados mais realísticos, concretos, hoje em dia. A Inglaterra é um país pequeno, sem a diversidade e tamanho do Brasil.

No Brasil, é fato que o Ministério da Cultura possui parcos recursos, mas que estão aumentando, pois o governo compreende que a cultura alavanca a economia do país, gera maior quantidade de empregos que outros setores, além de proporcionar educação aos seus cidadãos.

Por outro lado, o Ministério da educação tem recursos suficientes para tal, principalmente se existir uma aliança com o Ministério da Cultura, como na França. E mais: se a União, os Estados e os Municípios atuarem em conjunto, já que isso compete às três esferas públicas, poderemos mudar não só a situação do escritor no país, mas irmos até mais longe, mudando a situação da leitura.

Ivaldo Ribeiro Filho é poeta, contista, letrista. Publicou os livros: O Chão visitado (2003), No intuito de nenhuma via (2005), Cruviana (2005), Quebranto (2007) e a reunião Poesia até Agora (2007). Tem textos e artigos publicados na internet. Vive em Teresina

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Comentários (1)

Achei interessante o pagamento por empréstimos de livros. Faz muito sentido em países de educação e massificação do uso de biliotecas mais elevados. Não sei se no Brasil isso faria sentido. Primeiro o baixo nível de leitura, pequena quantidade de bibliotecas e principalmente a corrupção. Algo me diz, sem sombra de dúvidas, que os brasileiros darão um jeito de brular o sistema fazendo com que o número de retiradas aumentem e assim o valor pago pelo governo também. Além do que, acredito que beneficiaria muito mais escritores internacionais do que nacionais. Ou escritores mortos (nossos clássicos, que são mais lembrados do que todos os autores vivos juntos). Como futuro autor adoraria receber pelos empréstimos..... ruim é ver o esquema vingar onde uma (esperada) minoria de corruptos sangra e mata propostas benéficas sem dó. De qualuer forma...parabéns pela matéria. Ficou bem legal! ^^

Dalton
postado:
08-02-2010 16:14:20

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