Serpente negra, de aparência bela,
Do coração de Mapuá fluindo,
Desce o escuro Mapuá, na úmida tela,
Da água o verde das margens refletindo.
Tudo é alegre em redor. Nele, florindo,
Mira-se a parasita. E a árvore, a umbela,
Sobre ele aberta, as flores sacudindo,
A superfície plácida lhe estrela.
Entretanto, outra cena se desdobra,
Na água profunda: no saturno leito,
Movem-se o boto, e a pirara, e a cobra ...
Que o sombrio Mapuá, negro e profundo,
De face lisa, é um símbolo perfeito,
De muito coração que há neste mundo ...
- Hardi Filho
- Manuel Ricardo Lima
- Melquisedeque de Castro Viana
- José Coriolano de Sousa Lima
- Lima Barreto
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