Rogel Samuel
Estou numa fase em que só leio Humberto de Campos. Li os dois volumes do DIÁRIO SECRETO, a suas MEMÓRIAS e agora estou nas MELHORES CRÔNICAS de HC, na seleção de Gilberto Araújo.
Deslumbrado.
Continuo achando (nós somos o achismo posto) um escritor de máximo vigor estilístico, moderno, criador. Se eu ainda desse aula usaria em sala de aula para demonstrar como se bem escreve.
Humberto, um ex-lavador de garrafas, dá uma demonstração de como usar a palavra precisa e inovadora na frase certa.
Só um exemplo: a se referir à eutanásia, à morte e à dor ele diz que é favorável e que conhece a Morte: “conheço-a, e a tenho aqui, agora mesmo, a meu lado, prendendo a pena na minha mão”.
E realmente morreu naquele ano.
Nos últimos meses li cinco livros de Humberto de Campos: "Reminiscências", "Perfis" I e II, "Sepultando os meus mortos" e a Antologia da Academia Brasileira de Letras", onde ele é organizador e um dos autores. Infelizmente nenhum desses livros - em sua maior parte, crônicas sobre personalidades da época, mortas ou vivas quando ele escrevia - é significativo na sua obra. Ainda estou para pegar as melhores obras de Humberto de Campos. Ele é um dos autores brasileiros que precisam ser mais lembrados, como Paulo Setúbal, Thales Andrade e Francisco Marins.
- Renato Pires Castello Branco
- Álvaro Pacheco
- Paulo Machado
- Martins Napoleão
- José Ribamar Garcia
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