Prezado Rogel: Sua brevíssima e oportuníssima crônica, "Nós, os quase extintos", fala por todos nós que amamos a ativide da escrita literária em suas várias modalidades de expressão. V. bem resumiu o sentimento comum de nossa classe, muitas vezes tão dividida, tão cheia de susceptibilidades. O Brasil é muito injusto com os que se dedicam, de graça, à pena. É preciso que o leitor em geral valorize o nosso trabalho na literatura sobretudo. ´E preciso também que sejamos unidos entre nós mesmos. Que a vaidade não nos atrapalhe. Valorizemos os nosso colegas de pena. Sempre que possível,quando mereçam, que comentemos seus textos. Assim nossos colegas se sentirão estimulados. O leitor, da mesma forma, deve prestigiar nossa produção com palaavras de encorajamento ou crítica construtiva. Todo escritor gosta de ser lido e apreciado. não escrevmeos para as pedras, mas para os homens, as mulheres, a juventude, a sociedade em geral. Sua crônica, Rogel, posto que um tanto melancólica, merece ser meditada por todos, escritores, leitores, o público. Compartilho, pois, destas suas justas observações. Um abraço do Cunha e Silva Filho
- Alexandre Herculano
- José Expedito de Carvalho Rego
- Daise Castelo Branco
- Magalhães da Costa
- Almeida Garrett
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