Ariano Suassuna estará nas livrarias em julho com obras inéditas. Os inéditos Dom Pantero no palco dos pecadores e O jumento sedutor, produzidos por 30 anos, ganharão as mãos e a imaginação dos leitores.
 
Igor Gomes, que, a pedido do autor, escreveu prefácio às obras, diz que, nos novos livros, "está contida a mais profunda reflexão do grande escritor brasileiro sobre o destino do homem na terra, devastando o que há mais de singular e inquietante. O narrador ora é alguém contido e silencioso em meio a imagens e visões; ora um palhaço que solta sua voz para alertar a humanidade para os seus caminhos; ora é um poeta que recorre aos seus amigos-personagens para recitais, poemas, baladas, odes, visões".

O prefaciante diz que os leitores se surpreenderão diante dos inéditos e finaliza ao explicar que "o trabalho artístico de Ariano era ritualístico: acordar cedo, muito cedo e, depois do banho, trancava-se na biblioteca para escrever numa mesa grande, repleta de papéis e canetas coloridas". Escrevia uma cena e, em seguida, desenhava-a, quase sempre marcada de gotas de sangue, que era uma espécie de marca registrada de sua obra de artista plástico. Sempre vestido de branco, numa postura que lembrava muito Tolstói, um dos seus ícones literários. 

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