Por Clarisse de Oliveira

Hoje, li o ultimo capítulo da história do Teatro Amazonas, em Manaus.

Fascinante e retém nossa atenção o tempo todo, pois Rogel Samuel intercala a narração com a descrição das personagens, sempre focalizando sua mixagem racial dos primeiros séculos de vida do Brasil.

Afora a mixagem racial, os atritos, livres das personalidades em seu desempenho na politica do Estado de Amazonas, surgindo da periferia da Mata Amazônica e se baseando nos reflexos que chegavam no Brasil, da Europa, principalmente de Paris, onde até a roupa mais fina era enviada para ser lavada lá.

A pintura ornamental de teto e paredes, de que herdei umas quatro aquarelas, me levavam a imaginar a beleza barroca da moldura do palco do Teatro.

Na minha infância, a mãe de meu padrinho Gaspare Cornazzani, que se chamava "Altiniana", mulher belíssima, sobre quem muitos diziam: "É um cromo", eu ouvia falar sempre:

- Ela chamava a atenção no Teatro Amazonas, em seu camarote, exibindo beleza física e luxo em vestimenta e jóias.

Assim, na embocadura de uma selva tropical, uma construção meio Paris e barroco italiano tem agora um livro com a história de sua construção narrada de maneira fascinante pelo escritor Rogel Samuel, natural de Manaus.
                                             

                                      

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