Os surdos terminaram na escola inclusiva, porque ouvem demais. Sua linguagem é supersônica no pátio vazio, nas salas preenchidas de aulas. Percorrem o ano letivo na mímica da era comum. Há o direito à surdez aos que continuam surdos. Eles soletram a vida com  olhos estúpidos e com dedos na manicure e com grito sem hálito e com paladar vindo à boca na campainha da fome, onde cortaram seus ouvidos.