[Flávio Bittencourt]

O massacre dos huguenotes em Paris, em agosto de 1572

Para o massacre da Noite de São Bartolomeu, tanto não-nobres, quanto a fina flor da nobreza protestante francesa tinha sido atraída com o convite do casamento de Henrique de Bourbon, huguenote, rei de Navarra, e Marguerite de Valois, princesa da França.

 

 

 

 

 

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                                      OBRIGADO PELO SEU BRILHANTE RESUMO,

                                      PALMIRA SILVA!

 

 

 

15.1.2013 - Nos horrendos eventos de agosto de 1572, dezenas de milhares de protestantes foram covardemente massacrados - O pavoroso genocídio da Noite de São Bartolomeu.  F. A. L. Bittencourt ([email protected])

 

"O massacre de São Bartolomeu

por Palmira F. Silva, em 24.08.10

Na madrugada de 24 de Agosto de 1572 os sinos da catedral de Saint Germain-l’Auxerrois* anunciaram o dia do apóstolo Bartolomeu, supostamente martirizado nesse dia. Com o repique dos sinos, ouviram-se igualmente os gritos dos milhares de protestantes, entre 3 e 10 mil huguenotes [PROTESTANTES],  assassinados na capital francesa e atraídos a Paris para um casamento real que supostamente poria um fim às guerras que se travavam ao longo de duas décadas entre católicos e protestantes.


Milhares de huguenotes de todo o país, entre eles a fina flor da nobreza protestante francesa, tinham sido atraídos para a chacina com um convite para participar no casamento de Henrique de Bourbon, o huguenote rei de Navarra, e Marguerite de Valois, princesa da França, filha de Catarina de Médicis e irmã do rei Carlos IX. Foram mortos no massacre entre 30 e 100 mil protestantes franceses** e, com o assassínio dos seus principais líderes, o protestantismo francês foi decapitado nesse dia.

 

Quando soube das notícias, o papa Gregório XIII enviou ao rei francês uma Rosa de Ouro, fez cantar um Te Deum à Santa Maria e conduziu uma cerimónia de acção de graças a São Luís, um santo francês, nos dias 5 e 8 de Setembro de 1572, para agradecer a Deus o massacre da São Bartolomeu. Gregório ordenou a Vasari que pintasse frescos no Vaticano, reproduzidos ao lado, representando cenas comemorativas da vitória de  Lepanto e do triunfo do «rei mais cristão» sobre os huguenotes. Ordenou ainda a cunhagem de uma medalha comemorativa com a inscrição Hugonottorum strages representando um anjo exterminando os huguenotes com uma espada. E, «numa bula do dia 11 de Setembro do mesmo ano, ordenou um jubileu para obter a mesma graça da destruição dos huguenotes e o desaparecimento da heresia em França»***.

*  Janine Estebe, Tocsin pour um massacre: la saison des Saint-Barthélemy. (Éditions du Centurion, 1968).

** Em 1661, na obra Vie de Henry IV, Pèrefixe, o cardeal preceptor de Luís XIV,  indica que foram assassinados 100 mil huguenotes; ainda no século XVI, o protestante duque de Sully, que conseguiu escapar ao massacre, indicou 70 mil mortos; Michelet e o historiador de Thou apontam 30 mil; La Popelinière indica pelo menos 20 mil vitímas. Uma vez que só na cidade de Paris há registos no Hôtel de Ville do pagamento da recolha e enterro de 1100 corpos arrastados pelo Sena, parece muito pouco credível a estimativa, no século XVIII, do abade de Caveirac que na sua Dissertation sur la journée de la Saint-Barthélemy afirma que apenas morreram 2 mil huguenottes no massacre. Assim, o número correcto deve ser significativamente maior do que os historiadores católicos posteriores tentam demonstrar e deve ser certamente menor do que os cálculos feitos com influência protestante.

** Carter Lindberg: The European Reformations (Blackwell, 1996) p. 295"

 

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