Eu já quis ser, no ardor da minha vida antiga, Cid Campeador, Roldão, Perceval, Dom Quixote! Já quis, do alto de um sonho e dentro da loriga, ver o mundo através das frestas do barbote... Sobre um urco alazão, que o xairel de aço abriga, quantas vezes, entregue ao corcovear do trote, julguei sentir, na confusão da horda inimiga, ranger a arma de Islam na tarja do mangote! Mas meu arnês foi um gibão de veludilho; minha arma, uma guitarra ardente e apaixonada e meu grito de guerra, um trêmulo estribilho... Porque eu nada mais fui que um pobre trovador, que andou cantando o sol de uma fronte dourada, pelo castelo no ar de um derradeiro amor!
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