Dilson Lages Monteiro Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
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Debaixo do tamarindo

               No tempo de meu Pai, sob estes galhos, 
               Como uma vela fúnebre de cera, 
               Chorei bilhões de vezes com a canseira 
               De inexorabilíssimos trabalhos! 

               Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos, 
               Guarda, como uma caixa derradeira, 
               O passado da Flora Brasileira 
               E a paleontologia dos Carvalhos! 

               Quando pararem todos os relógios  
               De minha vida e a voz dos necrológios  
               Gritar nos noticiários que eu morri, 

               Voltando à pátria da homogeneidade,  
               Abraçada com a própria Eternidade  
               A minha sombra há de ficar aqui!

 

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