Dilson Lages Monteiro Quarta-feira, 26 de abril de 2017
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Marcos Airton de Sousa Freitas

BIOGRAFIA

Marcos Freitas (Marcos Airton de Sousa Freitas, nascido em Teresina, Piauí, 1963). Engenheiro Civil. Professor Universitário. Pós-graduado em Recursos Hídricos. Servidor Público Federal. Especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas - ANA. Ex-diretor técnico-científico da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas - ASÁGUAS. Conselheiro da Associação Nacional dos Especialistas em Regulação - ANER. Ex-Diretor de Comunicação da Associação Cultural Amigos do Piauí - ACAMPI. Atual Diretor de Cultura da ACAMPI. Poeta. Contista. Tradutor. Letrista. Participa, em Brasília - DF, do Coletivo de Poetas. Estreou, em 2003, com o livro de poesia "A Vida Sente a Si Mesma". Tem poemas e contos publicados em diversas antologias, dentre elas, na Antologia de Poesias, Contos e Crônicas Livre Pensador, da Scortecci Editora, na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos nº4 e no Panorama Literário Brasileiro 2004/2005: As 100 Melhores Poesias de 2004 da Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE e da Geografia Poética do DF (org. Ronaldo Mousinho, 2007). Foi colaborador da Revista Eletrônica de Livrepensar A Confraria (Xenïa Antunes). Participa de diversos sítios de poesias na Internet. É editor da Revista Eletrônica "emverso&pros@" (http://www.emversoeprosa.blogspot.com). Participou de inúmeros projetos culturais, a exemplo do Poesia na Roda (Carlos Emílio B. C. Lima, Fortaleza, 1997), do Roda de Poesia e Tambores (Eli Ferreira, Teresina, 1999), da Tribo das Artes (Cacá, Taguatinga, 2004), da Poesia 10-10-10 (Nicolas Behr, Brasília, 2005), do Curto-Circuito de Poesia (Paco Cac e Luis Turiba, Brasília, 2006), dentre outros. Em 2004, lançou, na 23ª Feira do Livro de Brasília, "A Terceira Margem Sem Rio" (poesias). Em 2006, lançou no 4º Salão do Livro do Piauí - SALIPI o livro "Moro do Lado de Dentro" (poesias). Os livros "Quase um Dia" (poesias) e "Na Curva de um Rio, Mungubas" (prosa e poesia) foram lançados, em agosto de 2006, na 7ª Feira Internacional do Livro do Ceará e, em setembro de 2006, na 25ª Feira do Livro de Brasília e em junho de 2007, no 5º SALIPI. Inéditos os livros "Staub und Schotter" (poesias em inglês, português, espanhol, italiano, francês e alemão), "Urdidura de Sonhos: Poemas Escolhidos" (poesia), "Amores fora dos eixos" (romance) e Barrocão (romance). Premiado em Primeiro Lugar no 2º Concurso de Poesia do Terraço Shopping - Brasilia - DF, em 2005 e em Terceiro Lugar no Prêmio SESC Carlos Drummond de Andrade (SESC-DF, Brasília, 2006).


 LIVROS PUBLICADOS:

A VIDA SENTE A SI MESMA (poesia, Edição do Autor - Gráfica Ibiapina, Teresina, 1ª edição, 2003, esgotada);
* A TERCEIRA MARGEM SEM RIO (poesia, Edição do Autor - Gráfica Ibiapina, Teresina, 1ª edição, 2004, esgotada);
* MORO DO LADO DE DENTRO (poesia, Edição Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, Prefácio de Menezes y Morais, 1ª edição, 2006, esgotada);
* QUASE UM DIA (poesia, Edição Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, Ilustrações de Manoela Afonso, 1ª edição, 2006, esgotada);
* NA CURVA DE UM RIO, MUNGUBAS (prosa & poesia, Edição Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, Prefácio de Fred Maia, Ilustrações de Manoela Afonso, 1ª edição, 2006, esgotada);
 * RAIA-ME FUNDO O SONHO TUA FALA (poesia, Edição Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, Ilustrações de Manoela Afonso, 1ª edição, 2007).

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS:
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> * ANTOLOGIA DE POESIAS, CONTOS E CRONICAS LIVRE PENSADOR (Editora Scortecci, São Paulo, 2003);
> * ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS Nº 04 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2004);
> * PANORAMA LITERÁRIO BRASILEIRO 2004/2005: As 100 Melhores Poesias de 2004 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2004).
> * ANTOLOGIA DE CONTOS DE AUTORES CONTEMPORÂNEOS 13º VOLUME (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2005);
> * ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS Nº 24 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2006);
> * ANTOLOGIA DE POETAS PIAUIENSES, Wilson Carvalho Gonçalves (org.), Teresina, 2006;
> * ANTOLOGIA POÉTICA "OS DONOS DA VIDA" (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2006);
> * ANTOLOGIA POÉTICA "OS MAIS BELOS POEMAS DE AMOR" (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2006);
> * COLETÂNEA PRÊMIO SESC POESIA - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (SESC-DF, Brasília, 2006);
> * FOI LEGAL! LEMBRANÇAS DE EX-BOLSISTAS NA ALEMANHA - DAAD, Conto: Bicicletas de Göttingen, Rio de Janeiro, Setembro de 2006;
> * PANORAMA LITERÁRIO BRASILEIRO 2006/2007: As 100 Melhores Poesias de 2006 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBjE, Rio de Janeiro, 2006);
> * VIAGEM PICTÓRICA PELO RIO PARNAIBA, Ensaio fotográfico, Antologia Poética (Otoniel Fernandes), Brasília-DF, 2006;
> * ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS Nº 2 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2007);
> * GEOGRAFIA POÉTICA DO DF, (Org. Ronaldo Alves Mousinho), Editora Thesaurus, Brasília-DF, 2007;
> * ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS Nº 3 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2007);
> * LIVRO DE OURO DA POESIA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2007);
> * SACIEDADE DOS POETAS VIVOS, Digital, Volume 5 - Noites, Noturnos e Madrugadas (org. Leila Míccolis e Urhacy Faustino), Editora Blocos Online, 2007 (http://www.blocosonline.com);
> * COLETÂNEA PRÊMIO SESC POESIA - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (SESC-DF, Brasília, 2007);
> * ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS Nº 41 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2007);
> * ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS Nº 9 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2007);
> * ANTOLOGIA "OS MAIS BELOS TEXTOS DE NATAL" - Edição Especial (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE, Rio de Janeiro, 2007).
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> PREMIAÇÕES:
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> * PRIMEIRO LUGAR NO II CONCURSO DE POESIA DO TERRAÇO SHOPPING - BRASILIA - DF; Semana da Poesia, 14 a 18 de março de 2005;
> * TERCEIRO LUGAR NO PRÊMIO SESC CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (SESC-DF, Brasília, 2006);
> * FINALISTA NO PRÊMIO SESC CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (SESC-DF, Brasília, 2007).
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> VERBETE:
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>
> * Verbete no "Dicionário Biográfico Virtual de Escritores Piauienses", de Adrião Neto, 2004.
>

>
> INTERNET:
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>
> * http://emversoeprosa.blogspot.com <http://emversoeprosa.blogspot.com/>
> * http://www.camarabrasileira.com/marcosfreitas.htm
> * http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/obrasdigitais/saciedigpv/05/masfreitas01.php
> * http://gargantadaserpente.com.br/toca/poetas/marcosfreitas.php
> * http://antoniomiranda.com.br/marcosfreitas.htm
> * http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_escritores_mfreitas.html
> * http://overmundo.com.br/overblog/bicicletas-de-gottingen
>

>
> MÚSICA:
>

>
> * Entre 2000 e 2007 realizou várias parcerias com Rinaldo Barros, Sigga Glitz e Paulo Breno Silveira.
>

>
> REVISTAS:
>

>
> * Info Goethe Institut, Göttingen (Alemanha), 1992.
> * Revista Unidiversidade, vol. 1, n. 1, Fortaleza, Ceará, 1999.
>

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Marcos Airton de Sousa Freitas
Especialista em Recursos Hidricos
Agencia Nacional de Aguas - ANA
61 2109-5348
61 8129-7116


AMOSTRAGEM

QUATRO TEMPOS

 

na madrugada fria

tua alada companhia

 

na manhã quente

novo desejo de repente

 

na tarde morosa

tua língua saborosa

 

na noite sem dança

apenas uma lembrança

 

 

NADA A VAU

 

recrio-lhe o lado meigo

enchendo-lhe de chamego

 

mordo-lhe o pé

e o que mais quiser

 

sugo-lhe a vulva

qual a uma uva

 

faço-lhe esquecer o mundo

fácil... indo-lhe bem fundo

 

 

Extraído de      QUASE UM DIA.  Rio de Janeiro: Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 2006.  95 p.

 
 

O POETA E O DESTINO


o poeta é um cretino
que ama sem destino
(o) certo

o poema é seu destino
apesar de cretino
o verso

existe porém
o verso certo
um ser cretino
e um destino?

 

 

QUADRO

hoje sim
quero te descrever
em cores
lambuzar-te de tintas

no lugar dos seios
riscos rápidos
no lugar dos braços
formas curvas
em perspectivas

no lugar das pernas
pingos, pingos e mais pingos
esparramar suave em ondas
teu ventre em chamas

hoje sim
adoraria borrar
todo esse quadro
com um jorro de tinta

 

 

PANO DE CHÃO

com que direito
o poeta invade sonhos

com que direito
o poeta causa danos

com que direito
o poeta tece palavras
como que pedaços de panos

 

AFLORAÇÕES

 

fuga de corrente?

quem sabe

meu coração

não tem voltímetro

 

súbito?

quem sabe

meu trapézio

não tem lona

 

chuva de maio?

quem sabe

meu querer

não tem ensaio

 

desvario?

quem sabe

minha calçada

não tem meio-fio

 

 

LEMBRANÇAS

nas barrancas do meu rio

habitam as lembranças

das garças brancas

 


                               ACIDENTE

 

                               não sei

                               se escapo

                               ileso

                               da batida

                               de teu

                               coração

 

 
NENHUMA CARTA EM MEU NOME
 

de soslaio

a memória de teu rosto

cravado na rocha da ausência: fotografia.

 

o vento quente sopra a cor do esquecimento:

sombria melancolia do dia-a-dia.

 

tentei entender teu nome e nossos minutos

como se houvera fruta na fruteira

de minha existência.

 

o domingo desabitado fareja o ronco do motor

de meu carro empoeirado.

nada, nada além de silêncio e pó.

 

há mais de um ano, nenhuma carta em meu nome.

 

 

NA TARDE QUE SE AVIZINHA
 

sejamos eternos, querida,

mesmo na plenitude de nossa ira.

 

chega de nossos discursos prontos,

não suportamos mais esperar o fim do verão.

 

estranhamos, em silêncio, conselhos dos mais velhos.

 

tentamos, inutilmente, reler os jornais passados;

o que buscamos nas páginas surradas?

 

a paisagem se adensa na geografia das ruas

de nossa cidade desconhecida.

 

mergulhemos no assombro de nosso desejo;

é sempre possível a palavra mais pura e límpida, querida,

mesmo fora de nosso dicionário.

 

o cheiro do feijão, em panela de ferro,

reacende o fogo de lenha da imaginação: o relógio da manhã.

 

herdeiros de nossa própria memória,

divisamos a rua de nossa fraqueza e ausência, na tarde que se avizinha.

 

o leito seco do rio aguarda a estação chuvosa nas cabeceiras;

depositemos, pois, iguarias e provisões na vazante de nossas horas.

 

sejamos eternos, querida,

mesmo na finitude de nosso dia.

 

 

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