Dilson Lages Monteiro Quarta-feira, 19 de junho de 2013
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Manuel Ricardo Lima

AMOSTRAGEM

A solidão

010599

 

Depois, ao lado da morada, a casa. O quarto, quase. Malogro: amor não tranqüilo. Vem de uma alameda e plátanos, tremores e revés. Degrada a impossibilidade, uma trempe. O que deveria, sexo. A porra devora a palavra não dita. Pudera, pudera: ah! - sensação de abandono.

 

 

 

A solidão

010599

 

Depois, ao lado da morada, a casa. O quarto, quase. Malogro: amor não tranqüilo. Vem de uma alameda e plátanos, tremores e revés. Degrada a impossibilidade, uma trempe. O que deveria, sexo. A porra devora a palavra não dita. Pudera, pudera: ah! - sensação de abandono.

 

 

Manhã

 

Ontem

o canto

da cotovia

 

esta manhã

: canto

de pardal

 

respingo

verão

porta aberta

 

boas vindas

a quem custa

chegar

 

 

 

Quarto

 

1.

A flor

Flor em
beirada de
janela

Bela
alguém
gritou

Falsa
responderam
de lá 
 

3. 

A geometria

Ano bom
passando
pela porta

da frente,
ano ruim
indo embo-

ra. Janela
ao lado
esquerdo

da casa 

2. 

A insígnia

Aprender
o rio Elba

esquecer
a arte da
guerra

andar
nada a
dizer 
 

4. 

A pedra

Desta casa
vai ficar a
memória

embora seja
assim a
pedra

silêncio e
manhã 



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