A solidão
010599
Depois, ao lado da morada, a casa. O quarto, quase. Malogro: amor não tranqüilo. Vem de uma alameda e plátanos, tremores e revés. Degrada a impossibilidade, uma trempe. O que deveria, sexo. A porra devora a palavra não dita. Pudera, pudera: ah! - sensação de abandono.
A solidão
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Depois, ao lado da morada, a casa. O quarto, quase. Malogro: amor não tranqüilo. Vem de uma alameda e plátanos, tremores e revés. Degrada a impossibilidade, uma trempe. O que deveria, sexo. A porra devora a palavra não dita. Pudera, pudera: ah! - sensação de abandono.
Manhã
Ontem
o canto
da cotovia
esta manhã
: canto
de pardal
respingo
verão
porta aberta
boas vindas
a quem custa
chegar
Quarto
1.
A flor
Flor em
beirada de
janela
Bela
alguém
gritou
Falsa
responderam
de lá
3.
A geometria
Ano bom
passando
pela porta
da frente,
ano ruim
indo embo-
ra. Janela
ao lado
esquerdo
da casa
2.
A insígnia
Aprender
o rio Elba
esquecer
a arte da
guerra
andar
nada a
dizer
4.
A pedra
Desta casa
vai ficar a
memória
embora seja
assim a
pedra
silêncio e
manhã
- Graça Vilhena
- Alberto de Oliveira
- Almeida Garrett
- Daise Castelo Branco
- Manuel Ricardo Lima
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