Ana Maria Machado é uma das principais escritoras brasileiras, principalmente por sua obra voltada para o público infanto-juvenil. Com mais de 100 livros publicados no Brasil e em 17 países, já soma mais de sete milhões de exemplares vendidos.
Nasceu no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, no dia 24 de dezembro de 1941. Iniciou a carreira no campo das artes plásticas, tendo estudado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de Nova York. Afastou-se profissionalmente da pintura, passando a dar aulas em colégios e faculdades, traduzir textos e escrever artigos para a revista Realidade. Foi então perseguida pela ditadura, sendo presa e tendo também vários amigos detidos.
Partiu para o exílio na Europa, onde trabalhou no jornalismo da revista francesa Elle e na BBC de Londres. Tornou-se professora em Sorbonne e lá participou de um grupo de estudos cujo mestre era o teórico da literatura Roland Barthes, que a orientou em sua tese de doutorado. De volta ao Brasil na década de 70, publicou sob um pseudônimo o seu primeiro livro, História Meio ao Contrário, que ganhou o prêmio João de Barro. Na década de 80, abandonou definitivamente o jornalismo para se dedicar exclusivamente à literatura.
Tornou-se em 1994 hors-concours nos prêmios concedidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2000, foi a vencedora do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil; e, em 2001, ganhou pelo conjunto de sua obra o Prêmio Machado de Assis, o maior da literatura nacional, dado pela Academia Brasileira de Letras.
História meio ao contrário (literatura infanto-juvenil);
Era uma vez, três (1980);
Alice e Ulisses (romance);
Menina bonita do laço de fita (literatura infanto-juvenil);
Tropical sol da liberdade (romance);
Canteiros de Saturno (romance);
O mar nunca transborda (romance);
Esta força estranha (romance);
De fora da arca (literatura infanto-juvenil).
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