| VIRAGENS |
Francisco Miguel de Moura*
Reverberações da frescura do ser,
Do direito de amar,
Da maior fração da vida bem
Vivida:
Os cegos vêem e Deus se extasia no que fez.
O poeta tira a palavra dicionária,
destrava a manhã.
O poema é o silêncio e o trovão,
Quando o raio da palavra espedaça o nada.
A manhã se clareia para que a nau/tureza
Trabalhe e acenda a vida no peito de cada.
A manhã é um poema que se desvirgina
Para que a vida e o movimento se declarem
Canção.
Estamos no Brasil, mas não conseguimos almoçar no Bar Brasil
Itamar, Cocal de Telha, Chico Anysio, Napoleão Azevedo e Oliveira Paulo
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