TODAS AS ARTES
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Evaldo Ferreira, editor – evaldo.am@hotmail.com
Manaus – Amazonas – BRASIL, sexta-feira, 2 de abril de 2010
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No Tempo dos Seringais e Maria Menina,
de Evaldo Ferreira
À venda para o Brasil e o exterior na Estante Virtual
www.estantevirtual.com.br/acervos/sebooalienista
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Poesia
A Máscara de Cristo
Rogel Samuel, (rogelsamuel@hotmail.com)
Ele parecia a máscara de Cristo.
Não a máscara sofredora, como no Gólgota.
Mas a face bela, altiva e majestosa face de Cristo.
Ele era um mendigo que morava na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro.
Eu o assistia, todos os dias.
Pois ele sempre por ali estava, em qualquer canto e ângulo da velha e decadente praça.
Às vezes eu o via caminhando para algum lugar... do nada para nenhum lugar.
Caminhava por ali, sem rumo, sem saber, sem olhar, apenas se movia, como flutuasse.
Mas ele era tão belo quanto a figura do Cristo de Fra Angelico.
Deixava um rastro fétido no ar. Mistura de sujeira, fezes, suor e urina ressecada, de quem nunca tomou um banho. Por isso, quando eu passava eu o evitava, fazia uma curva no caminho, evitando-o. Vestia calças sobrepostas, camisas de mangas muito compridas, e em farrapos, tinha o pudor do corpo escondido.
Quem era? De onde viera? Impossível era saber se era moreno como um palestino, ou se pintado daquela sujeira cinza, de fuligem, sedimentada na pele escamosa, e nos cabelos e barbas sujos, longos.
Quem seria? Pois se nos olhos escuros ele tinha a profundidade e a loucura místicas... Como compreendê-lo?
Eu o alimentava diariamente.
Ele não aceitava dinheiro.
Quando se lhe dava dinheiro, aquilo permanecia lá, sem valia, sem valor, sem serventia, que o vento levava pelo chão.
Ele bebia? Nunca pude saber.
Quando eu lhe trazia comida, ele estendia ambas as trêmulas mãos, grunhia algo em desconhecida linguagem, talvez fosse uma bênção, talvez fossem uma língua arcaica, talvez aramaico.
Mas de alguma forma me olhava com amizade.
O que eu sempre desejei fazer era sentar-me ali, com ele, conversar com ele, partilhar de sua companhia.
Mas nunca tive coragem, como em outra época fiz com menino de rua, que levei para casa. Agora os tempos eram outros, a Praça tinha grande movimento, muitos olhares desconfiados, principalmente agora, cercada pela grade que a protegia de nós, pedestres.
Mas todos os dias, quando eu passava para almoçar, eu dava uma volta para vê-lo, e para que me visse. Havia um pacto, entre nós.
Outras vezes, eu voltara para ver se ele tinha comido.
* * *
Na última vez que o vi estava transtornado.
Era a máscara da morte, pálido.
Parecia ter sido atacado por uma matilha de cães.
As roupas estavam rasgadas e abertas, e deixavam aparecer o corpo ferido de estocadas, ferida.
Parecia mortalmente doente, e eu sabia que ele voltara ali apenas para a última ceia.
Nada comeu.
A marmita permaneceu no chão ao lado, esquecida.
* * *
Um súbito relâmpago quebrou o céu por cima de nós em grandes estilhaços de vidro e aço, como se rasgasse uma cortina gigantesca e o céu rugiu de par em par.
Abri o guarda-chuva.
As pessoas começaram a correr, aflitas, fugindo da chuva.
Então Ele se levantou lentamente.
Era Ele, e irradiava luz.
E, levantado, começou a andar, lento.
A chuva escorria por suas vestes.
Andava devagar, muito devagar, sob a chuva.
No meio da praça, voltou-se para mim e, pela primeira vez, sorriu, acenando com sua mão.
Então eu pude ver claramente a ferida do cravo na palma de sua mão.
E desapareceu na esquina. Tudo se escureceu.
Chovia mansamente.
Sobre sonhos
Mauro Marques, mauromarx@click21.com.br
Considero
os filmes e poesias
como sonhos
que falam de sonhos
de pessoas que sonham
e
de
quem
não
aprendeu
a
sonhar
Porém,
como
sonhar?
sem comida
sem casa
sem escola…
Esses,
só conseguem sonhar
com comida
com casa
com escola…
Pena que sejam apenas sonhos
Sonhos de quem não consegue sonhar"
Crônica
O construtor de batelões
Elza Souza, (ellzasouza@yahoo.com.br)
Sem alternativa para sobreviver, o construtor de batelões de Nova Ayrão, Antonio Carlos Queiroz da Silva, conhecido como comandante Queiroz que além de fabricar comandava seus barcos pelos beiradões sem fim da Amazônia, sofre com depressão e problemas cardíacos. Tinha apenas 13 anos quando aprendeu o ofício de construir esses barcos tradicionais nos rios amazônicos e que sem eles ficaria inviável qualquer atividade humana na região. Essas embarcações transportam de tudo. Gente (muitas vezes demais num barco só), mercadorias de todo tipo, animais, alimentos. Sem os barcos as pessoas ficariam isoladas em suas comunidades, pois os rios caudalosos são as estradas da Amazônia. Sem nenhuma pressa eles cumprem o papel social que lhes cabe desde as primeiras canoas de nossos índios. Noventa por cento do transporte de cargas e pessoas na região é feito nesse tipo de embarcação.
Há seis anos o Ibama proibiu a derrubada de qualquer árvore na área de preservação ambiental que se transformou o município localizado nas proximidades de Manaus, às margens do majestoso rio Negro. Os tradicionais estaleiros que faziam os belos e utilitários barcos regionais fecharam as portas, deixando muitas famílias a “ver navios” só na imaginação.
A tristeza que se apossou do comandante Queiroz ao ser obrigado a encerrar o seu ofício que há décadas vinha fazendo com dedicação, o abalou. O coração não agüentou. Os prejuízos foram grandes. Ele não podia sequer mudar de profissão já que não sabia fazer outra coisa. O apoio da família que procurou outros caminhos para sobreviver, foi essencial. Mas o experiente mestre que levantava sua obra sem plantas mas com as medidas aprumadas na cabeça, estava irremediavelmente baqueado.
Segundo Queiroz os barcos que construiu eram feitos de madeiras consideradas nobres como a itaúba, o louro aritú e o cedrinho, mas eram retiradas da floresta com sustentabilidade e não de maneira a degradar o meio ambiente. O que derrubou o mestre foi ver que suas obras de arte feitas à mão estavam com os dias contados. O tempo de vida útil de um batelão desse tipo é de vinte anos. Não é um produto feito em série, descartável. Agora nem canoa, nem piroga, nem xaveco, nem batelão. Hoje tudo isso é ecologicamente incorreto já que derruba árvores. Mesmo que pessoas fiquem desvalidas, abandonadas, o ofício de construir um barco ficou fora de moda. Essa é uma das atividades mais antigas da humanidade pois graças a construção desses meios de transporte é que aconteceram os grandes descobrimentos. O tempo agora é do iate, voadeira, balsa, navio e outros feitos de ferro para enferrujar e atulhar no ambiente que tanto querem preservar. E mais uma vez os beneficiados são aqueles para quem o que vale é o lucro e não desenvolver um ofício onde prevaleça a arte. @
Eunice Arruda, poetaeunicearruda@bol.com.br
www.poetaeunicearruda.blogspot.com
O Imortal Jorge Tufic
Cidadão do Amazonas
O escritor, poeta e membro da Academia Amazonense de Letras Jorge Tufic Alaúzo recebeu o título de Cidadão do Amazonas, em sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado.
A proposta da sessão partiu do deputado Sinésio Campos, líder do PT no Amazonas, e contou com a presença de representantes dos governos estadual, municipal, Forças Armadas e da Academia Amazonense de Letras.
Além de receber o título das mãos do presidente da ALE, Belarmino Lins, Tufic foi homenageado com a declamação de poemas pelo grupo de teatro Metáfora e a execução do Hino do Amazonas, cuja letra é de sua autoria, pelo Coral do Amazonas, sob a regência do maestro Zacarias Fernandes.
Acreano, de Sena Madureira, Jorge Tufic viveu 46 anos em Manaus, sendo um dos fundadores do Clube da Madrugada. Atualmente vive em Fortaleza (jornal A Crítica). @
Papelzinho no Varal
Ricardo Cabús, papelnovaral@gmail.com
http://cacosinconexos.blogspot.com
Para quem tiver interesse em saber mais sobre o Papelzinho no Varal, ocorrido no Parque Municipal de Maceió:
http://cacosinconexos.blogspot.com/2010/03/confesso-que-quando-recebi-o-convite.html
Abaixo dois links para fotos do Papelzinho no Varal.
Em breve teremos imagens no youtube.
Pode deixar comentários nas fotos, nomes das pessoas identificadas, etc. Quem tiver fotos e quiser compartilhar também pode colocar no album, ou nos enviar.
História
Mestres que formavam mestres
Início de ano letivo, uma boa indicação de leitura para alunos e professores é o livro “A Escola Normal da Província do Amazonas – 1880/1890”, da professora Assislene Barros da Mota (assislene_mota@hotmail.com), por sinal, com bastante propriedade para escrever sobre educação, pois ministra aulas para alunos do ensino médio, superior e pós-graduação. “Sem falar que este é o meu terceiro livro sobre o assunto. Os outros foram “O Significado Sócio-Histórico do Handebol Escolar Masculino na Cidade de Manaus”, de 1998. Poucos sabem que o handebol é o esporte coletivo praticado em Manais que mais enviou atletas amazonenses para a seleção brasileira; e “Preâmbulo da História e Memória da Educação na Cidade de Manaus”, de 2005.
Fascinada pela história da educação, “A Escola Normal...” é o resultado da dissertação de mestrado de Assislene. “É fantástica a história dessa Escola, no Amazonas, principalmente porque era uma instituição de mestres que formavam mestres, cujo começo se deu exatamente com início da província, em 1852. Nota-se o interesse do primeiro presidente da província, Tenreiro Aranha, em educar a população, de umas cinco mil pessoas, que governaria. Infelizmente, como ocorre até os nossos dias, as boas ideias nem sempre são concretizadas de imediato e foram necessários 28 anos para que a Escola Normal fosse efetivada”, disse.
O livro está dividido em três capítulos e, apesar de cobrir um pequeno período de dez anos, levou três anos para ser concluído. “Pesquisei em anais, leis, decretos, portarias, anuários, jornais, notas oficiais, periódicos, Constituição Federal do Brasil, revistas, resoluções, regimentos, relatórios de diretores da Escola Normal, regulamento geral da instrução pública da Província, falas, mensagens e relatórios dos presidentes da província, além de algum material iconográfico. A lista é extensa, mas o material é bastante escasso e de difícil acesso, por isso deixei para um segundo esforço o restante da história, até os últimos momentos da Escola Normal, já denominada Instituto de Educação”.
Lista de curiosidades
Entre as curiosidades encontradas por Assislene ao longo de sua pesquisa, uma acabou por se tornar a mais surpreendente de todas. Trata-se de um modelo de carta de nomeação de professor. “Folheava um jornal de 1888 quando deparei com a carta guardada, sabe lá há quantas décadas, entre as páginas do jornal. Ela não estava preenchida, mas encontrar, por acaso, um documento raríssimo sobre o assunto que eu estava pesquisando foi realmente emocionante”, lembra.
A lista de curiosidades segue com a tabela, de 1881, dos vencimentos do diretor (3.600 contos de reis), professores (2.400) e funcionários da Escola Normal, cujo salário mais baixo era o do Correio (1.000), segundo Assislene, uma espécie de office boy.
Entre as matérias ministradas aos futuros professores: latim, gramática, pedagogia, aritmética, álgebra, filosofia, francês, inglês, alemão, italiano, ginástica (para os homens) e prendas domésticas ou trabalhos com agulhas (para as mulheres), apenas para citar algumas. O professor de ciências naturais e físicas era o farmacêutico Francisco Antônio Monteiro, que acabou sendo designado o primeiro diretor da Escola (ainda Instituto Normal Superior).
Desde a sua criação, a Escola Normal ocupou alguns prédios até hoje existentes na cidade. Primeiro foi o Hotel Cassina (ou Cabaré Chinelo), numa edificação anterior ao Hotel. Depois foi transferida para o segundo pavimento do Lyceu (atual Colégio Amazonense D. Pedro II), em seguida o Palacete Provincial e finalmente, a partir de 1940, o IEA (Instituto de Educação do Amazonas) num período em que as alunas do magistério (as futuras mestras) eram conhecidas como normalistas. “Mas eu encontrei, no porão da Biblioteca Arthur Reis, a planta baixa do prédio, que seria especialmente construído para abrigar a Escola Normal. A planta, elaborada em Zurich, na Suíça, é assinada por Crusf Bechler, datada de 30 de julho de 1908 e paga pelo Governo do Amazonas. Trata-se de um esboço de prédio identificado como Escola Normal, mas a obra não foi levada a termo, talvez por causa da crise econômica que se seguiu no Estado”, acredita.
Agora Assislene pretende concluir a história da Escola Normal até a exigência do diploma de nível superior para o magistério, a partir de 2007, quando a instituição, agora transformada em Instituto de Educação, perdeu a vez para as faculdades. @
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Alessandra Karla, alessandrakarla@gmail.com
http://alessandrakarla.blogspot.com/
Livro Lançamento
Árabes no Brasil – História e sabor
As editoras Gaia e Boccato (www.globaleditora.com.br) acabam de lançar Árabes no Brasil: história e sabor, do historiador Ricardo Maranhão. Obra ricamente ilustrada a partir de uma prestimosa pesquisa iconográfica e com fotografias produzidas pelo Estúdio Paladar.
O brasileiro consegue facilmente associar a cultura árabe com situações de seu dia a dia. O lado glamouroso fica por conta de seus representantes que se destacam na medicina, na política, na educação. O lado, digamos, trivial é lembrado quando se pensa no comércio da nacionalmente conhecida rua 25 de Março e também nos sabores e nas cores da deliciosa culinária dos povos do Oriente Médio, que agrada nove entre dez brasileiros de todos os cantos do país.
Afinal, o que vem a ser essa “comida árabe” da qual tanto gostamos?
Não são poucos os pratos da cozinha árabe que se consagraram em terras brasilis. Basta dar uma espiada num cardápio de um dos muitos pontos comerciais que oferecem comida de origem árabe e encontraremos: quibe, esfiha, homus, babaganoush, tabule, quibe cru, fattouch, falafel, michui, kafta, beirute, coalhada seca, charuto de folha de uva e de repolho, abobrinha recheada, arroz com lentilhas, arroz marroquino, berinjela recheada... São alguns nomes que, certamente, se tornaram absolutamente familiares ao brasileiro médio.
Em Árabes no Brasil: história e sabor, o autor, que é doutor em História e professor de História da Gastronomia, conta a saga e a influência desse povo do Mediterrâneo Oriental que, no século XIX, imigrou da Síria e do Líbano para reconstruir suas vidas e auxiliar no desenvolvimento do nosso país. O livro reúne, também, requintadas receitas de doces e salgados assinadas por renomados chefs – oito de São Paulo, um de Curitiba e um de Porto Alegre –, que sabem usar em suas receitas pitadas de magia e temperos de As mil e uma noites: Leila Youssef Kuczynski, do Arábia (SP); Myrian Abicair, do Spa Sete Voltas (Itatiba/SP); a brasileiríssima Morena Leite, do Capim Santo (SP); Marina Mattar, do Al Basha (SP); Aline Atala, do Almanara (SP); Maria de Lourdes Bolsonaro Ghanem, do Baalbek (Porto Alegre/RS); Rodrigo Libbos, do Kebab Salonu (SP); Samir Cauerk Moysés, do Folha de Uva (SP); Aida Oumairi, do Le Liban (Curitiba/PR); e Barbara Kerr, do Rulla Kebab (SP).
A obra mostra, enfim, que a contribuição dos levantinos em terras brasileiras está viva e pulsa não só na rua 25 de Março, no hospital Sírio Libanês, na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, mas também no sabor e na alma do brasileiro.
Sobre o autor:
Mestre em Ciências Sociais e Doutor em História pela USP, ex-professor da UNICAMP, atualmente professor da Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, Ricardo Maranhão é autor e/ou organizador de 19 livros publicados de História e de mais de 50 artigos em publicações especializadas nacionais e internacionais, além de palestrante em instituições e universidades do Canadá, da França, da Holanda, da Alemanha, de Cuba e do México. Tem diversos artigos e entrevistas sobre História da Gastronomia publicados em revistas especializadas, além de 3 livros sobre esse assunto:, “The Arab Influence in Brazilian Life” (premiado no Cookbook Awards de Paris, fev. 2010), “Churrasco Paixão Nacional”, em co-autoria com André Boccato e “História dos Restaurantes de São Paulo”, com Josimar Mello. Ricardo teve também participação direta na série da TV Cultura “Mesa Brasileira”. @
Roberto Mendonça, marlim1946@hotmail.com
http://catadordepapeis.blogspot.com
EDUA em abril
(Editora da Universidade Federal do Amazonas)
Lançamento e relançamento de livros sobre temática indígena
Onde: IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas)
Quando: 24 de abril (sábado)
Hora: a partir das 10 horas
Feira de livros na Jaqueira
Livros a R$ 2,00 – 5,00 – 10,00 – 20,00 e 50,00
Onde: Jaqueira (ex-Faculdade de Direito)
Feira de livros em Parintins
Onde: Campus da UFAM
Poesia
Cardápio
Mauro Marques, mauromarx@click21.com.br
Tem frango frito
Contra-filé
Carne assada
Peixe cozido
Pirarucu de casaca
Tudo, realmente,
Muito gostoso
Mas o melhor, mesmo
É olhar...
Para a
Bundinha da garçonete
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Zemaria Pinto, zemaria@prodamnet.com.br
http://palavradofingidor.blogspot.com
http://ofingidor2008.blogspot.com
Livro Lançamento
As asneiras que todo mundo diz
Fernando Tucori
Andréa Codorniz pode ter tido bastante trabalho para juntar as frases que compõem seu livro, Clube das Asneiras, mas pode ter certeza que a brincadeira rendeu boas risadas.
O livro, lançado pela editora Matrix, é um compêndio com frases impagáveis que pessoas famosas – ou não – proferiram durante toda sua vida. Tem gente que fala sem pensar, mas há também as pessoas que, mesmo pensando, continuam errando.
Minha cunhada, por exemplo. Ela é uma das pessoas mais inteligentes que conheço e, mesmo assim, já perpetrou uma dessas situações. Vai vendo. Ela é vegetariana e, logo que se mudou para São Paulo, minha esposa e eu a levamos em um restaurante vegetariano. Lá, ao fim da refeição, ela ficou encafifada com uma coisa: queria saber se as garçonetes do estabelecimento precisavam ser vegetarianas para trabalhar lá. Assim sendo, ela expôs sua dúvida para a menina que retirava os pratos da mesa. A menina respondeu que não, que a maioria das garçonetes não era vegetariana não, mas que elas, todas, gostavam da comida do lugar. Foi então que, sem pensar e sem dar conta do duplo sentido da frase que saía de sua boca, ela proferiu sua maior asneira.
- Aposto que você deve chegar na sua casa SECA pra botar uma linguiça na boca.
Foi vergonhoso sim e ela se arrepende disso até hoje, mas é por causa desta frase específica que ela é lembrada.
Codorniz, que é psicóloga, sabe melhor que ninguém que falar besteira é parte da natureza humana e, assim, fez uma compilação deliciosa de se ler.
Acompanhe abaixo algumas patacoadas que fazem parte de Clube das Asneiras.
- Cada pessoa é uma pessoa. Se cada pessoa não fosse uma pessoa, seriam pessoas diferentes. (Ruth Cardoso, antropóloga e ex-primeira dama do Brasil respondendo se achava Laura Bush mais simpática que Hillary Clinton).
- Quando um grande número de pessoas não consegue encontrar emprego, o resultado disso é o desemprego. (Calvin Coolidge, ex-presidente dos EUA).
- Estou muito satisfeito de estar junto aos brasileiros amigos. (Jacques Chirac, então presidente da França, ao desembarcar no Uruguai).
- Eu dupliquei em uma vez e meia o número de crianças matriculadas em creches. (de Luiz Paulo Conde, então prefeito do Rio de Janeiro, em debate na TV).
- Elas estão na cozinha, preparando a comida. (Fidel Castro explicando porque não havia mulheres na delegação que Cuba enviou à conferência da Organização Mundial do Comércio).
- A grande maioria das nossas importações vêm de fora do país. (do então presidente dos EUA, George W. Bush).
- Minha mãe era uma mulher que nasceu analfabeta. (Luiz Inácio Lula da Silva em discurso pelo Dia Internacional da Mulher, em 2004).
- Se está com desejo sexual, estupra, mas não mata. (Paulo Maluf, em campanha presidencial, em 1989).
- O cachorro é um ser humano como outro qualquer. (de Antônio Rogério Magri, então Ministro do Trabalho do governo Collor, ao ser pego levando sua cachorra ao veterinário em um carro oficial).
- A C&A estava por trás desses atentados contra Fidel Castro. (Edmilson Valentim, deputado brasileiro, trocando a Central de Inteligência Americana, a CIA, pela loja de departamentos C&A).
No livro tem mais. Muito mais. @
Livro Lançamento
Florestan Fernandes
A Global Editora (www.globaleditora.com.br) compartilhando com a Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) o lançamento do conteúdo digital do “Fundo Florestan Fernandes” —, apresenta a obra Florestan Fernandes Leituras & Legados.
Em sua apresentação a professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, alerta o leitor que o livro, em uma primeira passada de olhos, pode parecer que se trata de uma compilação de escritos dispersos e de natureza diversa. Em sua maioria, são textos produzidos nas décadas de 1940 e 1950, que facultam ao leitor entender com clareza o essencial do pensamento de Florestan Fernandes.
A obra traz, em sua abertura, o texto introdutório que o sociólogo escreveu, com apenas 26 anos, para a tradução de A contribuição à crítica da Economia Política, de Karl Marx. Na sequencia é possível ler ensaios que tratam do folclore à guerra, da cultura popular à economia indígena, sempre com a linearidade das ideias características do professor Florestan Fernandes.
Na segunda parte, quando são explanados os legados, deparamos com um texto de 1956 em que o autor analisa a sociologia no Brasil; depois, o contundente ensaio publicado sob o título: “A educação como problema social”, de 1960, e o texto da palestra “Reflexão sobre o socialismo e a autoemancipação dos trabalhadores”, proferido no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em 1991. Duas preciosidades completam a trajetória de vida, pensamento e ação do grande sociólogo: a transcrição de sua entrevista concedida no programa Roda Vida da TV Cultura de São Paulo, um ano antes de sua morte, e O jovem Florestan, assinado pelo professor Antonio Candido para o livro Florestan Fernandes, publicado em fevereiro de 2001, pela Fundação Perseu Abramo.
Enfim, Florestan Fernandes Leituras & Legados mostrará ao leitor, iniciado ou não, no pensamento de Florestan Fernandes, que para ele o conhecimento científico só tinha razão de ser quando em conexão com o compromisso social, exposto, por sua vez, por meio de sua ação política. @
Conto
Engatilhando um sono
Sindri Nathanael, hamunathronathanael@hotmail.com
Já havia tomado banho, pois a noite estava quente, preparava-se pra dormir. Enxugou os pés, em torno de cada dedo e calcanhares. Depois se perfumou com suavidade, penteou os cabelos molhados como de costume, em um ritual todo humano. Olhou para o espelho, em surpresa, como se não conhece o próprio rosto, demoradamente fitou os próprios olhos, e quanta dor existiam neles: era a própria dor. Recusou-se instantaneamente em continuar a olhar, não podia suportar tanto descontentamento. Deitou-se, ajeitou o corpo lentamente, procurando a melhor posição na cama ortopédica, para que não sentisse dor física, pois sabia que a dor em sua alma o afligiria pela noite toda e não precisava de uma agonia extra. Sentia o vento bater em seus pés, em sensação de água evaporando, era fato que não havia enxugado os pés direito. Uma sensação agradável o possuía, ficou contente em sentir.
Virou-se para o lado, com o braço direito em baixo da nuca sentindo os cabelos molhados tocar a pele seca, numa inútil tentativa de conforto. Era uma tortura encontrar sossego para descansar do dia atribulado e de tantas decepções que tivera. Por algum instante sentiu-se leve, tocava o rosto, sentia o atrito, e os ruídos que produziam, ouvia-os como uma melodia distante dentro do próprio corpo. Em eco. Aumentava o atrito intuitivamente, acelerando a música em ritmo estonteante. Experimentou esfregar os fios dos cabelos, destes brotaram um novo som, que misturado ao do ventilador e as batidas apreensivas do coração; estava compondo sonhos musicais para ninar o seu espírito inquieto e o corpo dolorido.
O que tanto lhe tirava o sono? Teria uma resposta em seu alcance, se sua mente não tivesse o turbilhão de pensamentos desorientados, esbarrando-se freneticamente, num liquidificador de idéias. Sentia os músculos enfraquecidos, e os dedos enrijecidos. Puxou uma a um, iniciando pela mão direita, na tentativa de libertá-los, e sabia que conseguira quando subitamente ouviam-se os estalos dos ossos. Que deleite.
Fechou os olhos, e com espanto abriu-os apressadamente. Medo do escuro? Não! Temor das luzes que vira como mandalas. Iluminadas e faiscantes no avesso de suas pálpebras. Várias, girando entre si, dançando e dançando, ao som dos ritmos que descobrira. Fechou os olhos novamente, agora sem medo, e para seu espanto sentiu-se todo comovido; adormecendo lentamente, acalentado dentro de uma barriga maternal, submerso em placenta. Estava todo feto. Aquecido e prematuro. Num berço de carne uterina. Dormiu enfim, sem está num barquinho de jornal naufragado em uma banheira de águas turbulentas. Era um botão de magnólia fechado, sem pressa para desabrochar. Uma lagarta no casulo do mais alto galho. Bem aventurados sejam os que dormem facilmente. Sem dor nas costas. @
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Valdeck Almeida de Jesus, valdeck2007@gmail.com
Conto
O Morro do Amor
Rogel Samuel, (rogelsamuel@hotmail.com)
http://literaturarogelsamuel.blogspot.com
No dia 23 de outubro, a PM ocupou Morro do Amor, no Lins.
Dois traficantes morrem.
E o Coro dos Justiceiros, diz, como em Coríntios, I, 13,18: 'Se eu falar as línguas de homens e anjos, mas não tiver amor, sou como bronze que soa ou tímpano que retine'.
No morro D. Cláudia entregou o filho de 16 anos à polícia.
Hierofante: 'E se eu possuir o dom da profecia, conhecer todos os mistérios e toda a ciência e tiver tanta fé que chegue a transportar montanhas, mas não tiver o amor, nada sou' (idem).
Diz o Coro das faveladas:
- Diz, ó Cláudia, para onde estás indo, com teu filho pelo braço?
- Estou indo a levar o meu filho para os policiais...
Na delegacia, o menor confessa que matou o empresário X, de 65 anos, na madrugada de quinta-feira, em Copacabana.
Coro dos Justiceiros: 'E se eu repartir todos os meus bens entre os pobres e entregar meu corpo ao fogo, mas não tiver amor, nada disso me aproveita' (ibidem).
Grita o Coro das Faveladas:
- Ó Claudia, mulher de dor esmagada, aonde estás indo? A quem estás levando?
- Levo, ó Amigas, o meu único filho para a condenação...
O garoto confessou o crime à mãe, após ler notícia na imprensa do dia seguinte.
Coro dos Justiceiros: 'O amor não é descortês, não é interesseiro, não se irrita, não guarda rancor; não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade'
(idem).
D. Cláudia, pobre, cansada, entregou o filho à polícia. Disse que tinha princípios. Disse que tinha, por princípio, a Justiça.
Coro dos Justiceiros: 'O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não é orgulhoso, não se envaidece' (idem).
D. Cláudia entregou o filho aos policiais. Disse que era assim que devia de ser.
'O amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta' (idem).
Mas os amantes já não sobem o Morro do Amor...
Digo: O empresário parou seu Mercedes na esquina de Bulhões de Carvalho com Rainha Elisabeth, em Copacabana, e foi abordado por dois rapazes armados.
Vocifera o Coro das Faveladas:
- Isso não poder ser, ó desgraçada mulher! A quem levais desta sorte?
- Sim, desgraçada sou eu, diz a Mãe, a quem a Justiça a tudo obriga.
- Porque 'o amor não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade', responde, em surdina, o Coro das Faveladas.
O Empresário fugiu da morte escura com seu carro fúnebre e por isso foi baleado na cabeça.
- Mas ninguém foge dos Senhores da Morte... - reza em surdina o Coro dos Policiais.
Grita o Coro das Faveladas:
- Acorrei, Irmãs, que D. Cláudia leva seu filho para a desgraça...
Hierofonte: E os marginais do Morro do Amor em ataque incendeiam ônibus na resposta ao combate que a PM vinha fazendo ao tráfico de drogas.
Coro dos Justiceiros: Mas sem dinheiro, sem advogado, sozinha no mundo armado, D. Cláudia levava o filho pelo braço...
A Escola de Samba Unidos do Cabuçu no Morro do Amor calou seus tambores...
Pois no dia 23 de outubro a PM ocupou Morro do Amor.
Traficantes morreram e era 23 de outubro quando a PM ocupou Morro e as 'profecias terão fim; as línguas emudecerão; a ciência terminará; mas o amor jamais acabará'.
Porque D. Cláudia entregou o filho de 16 anos à polícia.
Era um garoto.@
Livros de Rogel Samuel : O Amante das Amazonas (à venda na Internet) e Novo Manual de Teoria Literária (Ed. Vozes).
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Eliane Ganem, elianeganem@elianeganem.com
Livro Lançamento
A Arte de Não Adoecer
Câncer não é doença, é um envenenamento de determinado órgão do corpo que ocorre ao longo de anos, principalmente por causa da má alimentação. É partindo dessa premissa que a psicóloga Angelita Albuquerque (angelita_amaz@hotmail.com) desenvolveu o enredo de seu livro A Arte de Não Adoecer. “Desde que meu sogro morreu há três anos, vitimado por um câncer, depois de sofrer por vários anos, resolvi começar a pesquisar aquele problema que, até então, eu achava ser uma doença. Foi então, que descobri que o câncer é o resultado de uma intoxicação, ou envenenamento, ocasionada pela má alimentação, poluição, maus hábitos como o fumo, por exemplo, e exposição em ambientes inadequados”.
Angelita se aprofundou em livros de especialistas canadenses, americanos, alemães e até brasileiros, que estão na linha de frente das pesquisas para o tratamento e cura desse mal e chegou à conclusão que uma pessoa ao ficar acometida de câncer não está na reta final de sua vida. Há muito o que se fazer, em termos de tratamento, para vencer o problema. Segundo Angelita, o principal, é mudar a alimentação e passar a ingerir produtos naturais que combatam, como soldados numa guerra, o inimigo.
Para a psicóloga, A Arte de Não Adoecer é um livro de texto fácil, escrito para qualquer leigo entender o problema e preservar a sua vida com saúde. “Procurei, primeiro, mostrar como o câncer atua e o que as pessoas devem fazer para evitá-lo, mas para aquelas que já estão com algum tipo deles, deixo claro que não é o fim do mundo e a situação, apesar de difícil, pode ser resolvido e a pessoa ficar totalmente curada. Não se trata de ilusão nem de milagres, mas de fatos comprovados de cura”, assegura.
A importância da saúde
A Arte de Não Adoecer faz um raio X sobre o que é o câncer, informando o leitor sobre todos os aspectos do mal, mostrando que, apesar de difícil de ser combatido, não é invencível. Nas 83 páginas do livro: a explicação do que é o câncer e o significado do palavreado técnico usado pelos médicos, o que pode causá-lo e em quantos tipos eles são classificados, quais mudanças de comportamento a pessoa sofre ao saber que está com câncer, como deve reagir e a importância da ajuda de um psicólogo nessas horas, os tipos de tratamento, mudanças no estilo de vida e o estresse como inimigo a ser vencido.
Para Angelita, os capítulos mais importantes do livro são exatamente os que mostram os tratamentos para o mal através dos alimentos. “Para se evitar o câncer: reduzir ou não ingerir alimentos muito salgados, condimentados, defumados, em conserva ou excessivamente quentes, além de refrigerantes. Diminuir os açúcares refinados, farinhas brancas e óleos vegetais”, disse.
Já a lista dos alimentos que ajudam a combater o câncer e podem até vencê-lo, é longa: abacate, abacaxi, chocolate, couve, gengibre, laranja, maçã, melancia, pimenta, repolho, tomate, apenas para citar alguns. “Mostro as propriedades desses alimentos e como eles atuam na guerra contra o câncer, alguns deles, como a pimenta, o gengibre e o açafrão, com grande poder de cura”.
Um capítulo de A Arte de Não Adoecer é dedicado à alimentação orgânica, hoje indicada não só para combater cânceres, mas vários outros tipos de doença. “A alimentação moderna tem conduzido não apenas a um desastre na saúde humana, mas também a uma série de problemas ambientais”, acrescenta Angelita. “Alimentos orgânicos são produtos plantados e cultivados sem uso de pesticidas convencionais, fertilizantes artificiais ou dejetos, por isso são os melhores para a nossa saúde, pois manterão nosso organismo em equilíbrio e ‘de portas fechadas’ para qualquer doença. Daí a pergunta na capa: o que pode ser mais importante que sua saúde?”. @
Música
É Pra Ela
Música & letra de Luiz Alberto Machado
É pra ela que eu dedico a poesia
Da luz de todo dia e o meu cantar
É pra ela que a vida brilha tanto
E eu faço o meu canto pra lhe dar
Eis que ela altaneira, fez-se tal porto seguro
Deu de si a vida inteira com o seu ventre maduro
Para a vida premiar
É de dia a companheira, na sua missão mulher
Quando é noite é verdadeira, ser pro que der e vier
E tudo compartilhar
Seu perfil é doação na magia do esplendor
No seio a concepção da ternura e do amor
Aonde quer que eu vá, vem seu resplendor freqüente
Ela é luz resiliente para tudo superar
É pra ela que eu dedico a poesia
Da luz de todo dia e o meu cantar
É pra ela que a vida brilha tanto
E eu faço o meu canto pra lhe dar
Ela é meu dia, ela é meu chão
Ela é alegria no meu coração
Ela é folia, ela é devoção
Ela é poesia na minha canção.
Esta a nossa homenagem porque todo dia é dia da mulher!!!!
30/04 - Dia Nacional da Mulher
Veja mais Canções de amor por ela:
e muito mais no YouTube e na Trama.
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Bruno Resende Ramos, brunoteenager@gmail.com
http://www.novacoletanea.blogspot.com
Lançamento
O Dicionário de Rimas Arrimo,
de Lóla Prata
outras informações pelo:
(011) 4035-2426
lola@pratagarcia.com
Revista TriploV de Artes, Religiões e Ciências
Direção: Maria Estela Guedes & Floriano Martins
http://www.triplov.com/revista/numero_05/index.html
Novo Manual
Rogel Samuel, (rogelsamuel@hotmail.com)
http://literaturarogelsamuel.blogspot.com
Saiu a 5a edição do Novo Manual de Teoria Literária, de Rogel Samuel, Editora Vozes.
O texto é o mesmo do da 4a edição, revista e ampliada. Esperamos que este manual continue a servir a todos que à literatura se dedicam.
8532626726
NOVO MANUAL DE TEORIA LITERÁRIA - edição revisada e ampliada
232 páginas
Manual básico de Teoria Literária, o qual apresenta os conceitos básicos e as modernas pesquisas feitas sobre os gêneros literários. Estuda também as teoria críticas, a literatura comparada e as teorias "pós-modernas".
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Renata Rimet, rimet2005@hotmail.com
http://vicioemversos.blogspot.com
http://vicioemversos.blogspot.com/2009/11/um-pouquinho.html#links
Novidade
Aplicativo vai transforma DS em e-reader
Depois da "porrada" do iPad, o Kindle pode ganhar um outro concorrente. Pior é que muita gente já tem o aparelho. Um novo aplicativo vai permitir que o Nintendo DS se torne um leitor de livros digitais.
O aplicativo deve se chamar "Classic Books", e trará obras de autores como Mark Twain e William Shakespeare em mais de 140 obras.
O aplicativo deve custar US$ 19,99, e o lançamento deve ser junto com o DSi Xl, que terá tela maior. É provável que esse seja só o início do uso do console como leitor digital, que pode ganhar novos aplicativos do tipo em breve.
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Antonio Sardenberg, saofideliscidadepoemarj@gmail.com
Outras artes – Música
“Quero ficar no seu coração…”
(DESEJO, música de Luiz Alberto Machado) (vídeo e mp3)
“Vem pra mim, meu coração requer você urgente sim...”
(SEDE, música de Cikó Macedo & Luiz Alberto Machado) (vídeo e mp3)
“Quando eu te vi assim de vez perdi o que havia em mim...”
(QUANDO TE VI, música de Luiz Alberto Machado) (vídeo e mp3)
“Toda vez que penso em ti vejo ouro, pois tu és a minha jóia rara...”
(ESTIGMA, música de Ozi dos Palmares & Luiz Alberto Machado) (vídeo & mp3)
“(...) Dê-me a sua mão. As minhas são suas. E faça delas duas a fonte que jamais secou. Faça delas a alegria da vitória e do vencedor. Faça assim no calor dos seus dias e de noite no feitiço do amor”.
(ENTREGA, música de Mazinho & Luiz Alberto Machado) (vídeo e mp3).
Veja mais:
Nitolino no Reino Encantado de Todas Coisas
Crença: pelo direito de viver e deixar viver
&
Pesquisa & Cia: Faça seu TCC sem traumas!
Tudo isso acessando:
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Carlos Vilarinho, c.vilarinho@yahoo.com.br
www.literaturabaiana.blogspot.com/
Outras artes – Cinema
UM Amazonas
A AMACINE Futuros Cineastas, com o apoio institucional da Associação de Cinema e Vídeo do Amazonas, Livraria Valer, Cinemark, Portal Amazônia, tendo o patrocínio do Guaraná Tuchaua e do Governo do Estado do Amazonas através da Secretaria de Cultura são os realizadores da 9ª Edição Nacional do UM Amazonas 2010 que é o festival de filmes de 1 minuto do Estado.
As inscrições dos filmes para o UM Amazonas 2010 vão até 11 de maio de 2010.
A Mostra Oficial do UM Amazonas 2010, terá a exibição de 60 filmes de 1 minuto de todo o Brasil e o UMzinho, que é a Mostra Infantil do festival exibirá 30 filmes.
Do total de filmes inscritos os dez que forem considerados trashs ou politicamente incorretos farão parte da Mostra UM Fora da Lei, que como nos anos anteriores vai abrir a programação oficial do UM 2010.
Após suas estreias no Cinemark as Mostras serão exibidas em Escolas Estaduais e Municipais, Espaços Culturais, Empresas, Restaurantes, Praças, Comunidades, Presídios, Casa de Recuperação de Menores, dez municípios do Estado, TV Cidade, TV Ufam e Amazonas Sat.
Os filmes poderão ser visto também através do site: www.portalamazonia.com/umamazonas
O Festival realizará Oficinas de Cinema em Manaus, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Parintins, Itacoatiara, Maués e Anamã. Os participantes, ao final do curso, assumirão as funções de roteiristas, diretores, atores, produtores e câmeras, criando e produzindo suas próprias ideias, tendo com esses conhecimentos, registrado e revelado as magníficas belezas da nossa Amazônia. As 14 oficinas ofereceram oportunidade de fazer cinema para um público de aproximadamente 500 pessoas. Também será realizada uma oficina na UNATI, universidade da 3ª Idade.
O Concurso UM Amazonas Tuchaua selecionará 15 roteiros de temática ambiental e livre. Os novos talentos e futuros cineastas receberão recursos financeiros no valor de R$ 100,00 para gastos de produção e mais os equipamentos de vídeo, áudio, luz e edição para darem vidas aos seus mundos imaginários. As inscrições para os roteiros vão até 09 de março de 2010.
As premiações do UM Amazonas 2010 acontecerão nas seguintes categorias:
MELHOR FILME
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 1.000,00
SEGUNDO LUGAR
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 500,00
TERCEIRO LUGAR
Troféu UM AMAZONAS 2010e mais R$ 300,00
MELHOR FILME DO INTERIOR
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 500,00
MELHOR FILME JÚRI POPULAR
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 500,00
MELHOR FILME CAMPANHA SOCIAL
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 500,00
MELHOR FILME AMBIENTAL
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 500,00
MELHOR FILME UM FORA DA LEI
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 500,00
MELHOR FILME UMzinho
Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 500,00
Informações:
Junior Rodrigues – (092) 9121 7949
Gabriela Cativo – (092) 8216 6406
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