Dilson Lages Monteiro Sábado, 11 de fevereiro de 2012
REVISTA LITERÁRIA DO AMAZONAS
Evaldo Ferreira
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O poeta Urias Sérgio lançará Flores e Espinhos

Revista Literária

Evaldo Ferreira, editor – evaldo.am@hotmail.com

Manaus – Amazonas – BRASIL, quarta-feira, 14 de abril de 2010

 

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No Tempo dos Seringais e Maria Menina,

de Evaldo Ferreira

À venda para o Brasil e o exterior na Estante Virtual

www.estantevirtual.com.br/acervos/sebooalienista

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Espaços Culturais – em Manaus

 

Emporium Di Tutti – Millennium Shopping

2º Encontro dos Poetas

Dia 24 de abril (sábado), a partir das 18 horas

O poeta Urias Sérgio lançará Flores e Espinhos, seu segundo livro e CD de poesias.

Também haverá a vernissage do artista plástico Noleto com a exposição Momentos.

 

Vanilla Caffe – Vieiralves

3º Café com o Escritor

Dia 27 de abril (terça-feira), a partir das 17 horas

A psicóloga Angelita Albuquerque receberá amigos, convidados e admiradores

(durante o evento será vendido o livro A Arte de não Adoecer)

 

Notícias da EDUA

(Editora da Universidade Federal do Amazonas)

 

Lançamento e relançamento de livros sobre temática indígena

Onde: IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas)

Quando: 24 de abril (sábado)

Hora: a partir das 10 horas

 

Feira de livros na Jaqueira

Livros a R$ 2,00 – 5,00 – 10,00 – 20,00 e 50,00

Onde: Jaqueira (ex-Faculdade de Direito)

 

Feira de livros em Parintins

Onde: Campus da UFAM

 

Lançamentos em Salvador

Valdeck Almeida de Jesus, valdeck2007@gmail.com

www.galinhapulando.com

 

16 de abril - sexta-feira - Solar Sodré - Colégio Ipiranga (antiga
moradia de Castro Alves), às 18 horas. Lançamento de Ecos
Castroalvinos
, organizado por Carlos Alberto Barreto. Eu participo
com alguns poemas.

 

17 de abril - sábado - 15 horas, na Biblioteca Comunitária do Calabar
- próximo ao Shopping Barra. Lançamento do livro Abre a Boca
Calabar
, com poemas de crianças do bairro. Organizado por Valdeck
 
08 de maio - sábado - 18 horas - Fala Escritor - Livraria Saraiva do
Salvador Shopping - lançamento do livro Fala Escritor em Prosa e
Poesia
, com poemas dos organizadores do projeto.

 

10 de junho - 15 horas - Biblioteca Juracy Magalhães - Projeto
Encontro com o Escritor, patrocinado pela Fundação Pedro Calmon -
Valdeck Almeida de Jesus é o convidado, que apresentará a sua vida e obra.

 

Concurso Literário

 

A Associação Centro Auxiliar de Pesquisas Culturais (CENAPEC), através do Projeto "Chá e Poesia", do Núcleo de Projetos CENAPEC, no uso de suas atribuições legais e para conhecimento dos interessados, comunica a todos que estão abertas as inscrições para o IV Concurso Infanto-juvenil de Poesia da Biblioteca Adir Gigliotti, conforme as regras e prazos a seguir estabelecidos:

            O concurso é direcionado: para escolas municipais, estaduais e particulares.

Cada participante poderá participar somente com 01 (uma) obra e estar na faixa etária de 7 a 17 anos.

Para os concorrentes da cidade de Campinas: - "BRINCADEIRAS DE RUA" (faixa etária de 7 a 12 anos) - "HISTÓRIAS DA CAROCHINHA" - (faixa etária de 13 a 17 anos).

Para os concorrentes de outras localidades: - "UMA TARDE NO CIRCO", (faixa etária de7 a 12 anos) - "HERÓIS DA JUVENTUDE"( faixa etária de 13 a 17 anos).

Cada concorrente poderá enviar apenas uma poesia em 03 (três) vias, onde deverá constar apenas o título e o pseudônimo do autor (a).

Anexar um envelope fechado contendo:

a) - nome, pseudônimo do concorrente, data de nascimento;
b) - endereço completo;
c) - título da obra;
d) - envelope-resposta selado e sobrescrito com o nome e endereço do concorrente.

Os membros da Diretoria e funcionários da CENAPEC além dos membros do Júri não poderão concorrer.

Endereço para envio das obras:

IV Concurso Infanto-Juvenil de Poesia da Biblioteca Adir Gigliotti

Projeto "Chá e Poesia"

a/c SARAH DE OLIVEIRA PASSARELLA

Rua São Salvador, 301 - Bairro TAQUARAL.

CEP 13076-540 - Campinas / SP

Serão aceitas apenas obras enviadas pelo Correio.

As cópias não serão devolvidas.

Prazo das inscrições: 18 de abril.

Será considerada a data de postagem.

A comissão julgadora será composta de poetas da cidade de Campinas, de renome nacional e internacional escolhidos pela CENAPEC cujos nomes serão divulgados apenas no ato da premiação.

Os resultados serão divulgados no mês de maio através dos envelopes-resposta.

As obras serão premiadas do 1º ao 5º Lugar: 1º lugar placa de prata, 2º ao 5º lugar, medalhas e certificados em cada categoria (Infantil e Juvenil).

Outros prêmios poderão ser atribuídos aos vencedores: Exemplo: livros, flores e outros mimos.

A cerimônia de premiação será no sábado, dia 12 de junho de 2010, às 15:00 h, no auditório da CENAPEC / Biblioteca Adir Gigliotti.

Os prêmios só serão entregues no momento da festa de premiação e pedimos a gentileza de confirmar presença. Caso isto não ocorra o ganhador receberá apenas o certificado de participação via correio.

A escola com maior número de participantes também será premiada.

 

Outras informações:

Sarah de Oliveira Passarella - Coordenadora do Projeto "Chá e Poesia"
E-mail: sarahpassarella@ gmail.com

 

Crônica

A minha melhor charge

Cláudio Amazonas, claudiorezendeamazonas@yahoo.com.br

 

Quando se fala em chargista em Manaus, recorre-se a um número de pessoas que vieram muito mais de dez anos depois de mim.

Poderia ficar magoado com a omissão de meu nome, aliás, não foi por acaso que o Arlindo Porto me convidou para participar da equipe que fundaria o jornal A Notícia, em 1969, do qual ele era o diretor de redação.

Ocorre que, quando comecei minha carreira jornalística, isso lá pelas calendas de 1963, o fiz como repórter, o que continuo achando que sou.

Até quando cometo o atrevimento de escrever poesia, ela tem o sabor de uma reportagem, de sorte que, desenhar charge, era apenas mais um componente em meio à minha principal atividade no jornal, um entretenimento para amainar a agitação do dia a dia de uma redação.

Num um dia qualquer de 1966, por exemplo, o clima era de ebulição na redação de A Crítica, prestes a fechar a edição, quando adentra esbaforido o Manuel Lima, estrela da equipe e correspondente de O Estado de São Paulo:

– Cláudio, tenho uma boa pra ti!

E me explica: estão expulsando os moradores da Ilha da Marchantaria. Isso dá uma boa charge.

Saquei da gaveta de minha escrivaninha papel e lápis, desenhei uma mulher com uma bacia cheia de tralhas, acompanhada por sua prole constituída de três meninotes esfarrapados, buscando o caminho do nada.

Minhas charges, em sua maioria, não continham legendas: para mim a imagem fala por si só, esse é meu conceito de charge. Mas o Demosthenes Buzaglo aproximou-se de minha mesa, e sugeriu o título, genial e muito bem recebido: A MARCHAntaria.

Em tempo: A Ilha da Marchantaria pertencia ao Zeca Nascimento e ao Didi Marchante, sogro do Manuel Lima.

A veia jornalística falando mais alto que o coração. @

 

Informações

Rogel Samuel, (rogelsamuel@hotmail.com)

http://literaturarogelsamuel.blogspot.com

 

Leia hoje "A invenção do futebol pelos índios Cambebas", nossa coluna em:

http://www.blocosonline.com.br/home/index.php

Atualizações diárias no nosso blog:

http://literaturarogelsamuel.blogspot.com/

Nelson Freire estará em:

http://www.medici.tv/

 

Leia de Lucilene Gomes Lima, Ficções do Ciclo da Borracha no Amazonas.

 

Papel no Varal – Maceió

 

Confirmando a reunião com os voluntários para as atividades de comemoração de um ano do Projeto Papel no Varal:

            Onde: Teatro Linda Mascarenhas (CEPA). Veja mapa abaixo: http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&ll=-9.639307,-35.736895&spn=0.005532,0.007221&t=h&z=17&msid=113950679985636205312.000484008df620693ac4a&iwloc=00048400919afd5333bc0

O local tem ponto de ônibus em frente e estacionamento (entrada seguinte à principal do CEPA).

            Quando: 12 de abril, segunda-feira, 19h30

            Dúvidas? Entrar em contato pelo email: papelnovaral@gmail.com

Saudações,

 

Ricardo C. Cabús

twitter @rcabus @papelnovaral

cacosinconexos.blogspot.com

 

Concurso Literário

               

A Litteris Editora, com apoio da Fundação Sociocultural José Ricardo (FUNJOR), convida escritores, amadores e profissionais a homenagearem Noel Rosa através do Prêmio Noel Rosa de Poesia.

Inspirado pelo universo musical do cantor e compositor Noel Rosa, crie uma poesia baseada na vida ou nas músicas do poeta de Vila Isabel.

Cada participante poderá concorrer com até 2 (duas) poesias, com até 30 linhas cada uma. As obras deverão ser enviadas em língua portuguesa.

As inscrições estarão abertas até o dia 15 de abril.

As obras deverão ser enviadas digitadas em papel ofício em espaço 2, por uma das quatro formas:

- Pelo formulário eletrônico: http://www.litteris.com.br/formulario_noel.htm

- Pelo e-mail concursos@litteris.com.br (caso você não consiga enviar pelo formulário ao lado).

- Para a sede da Editora, na Av. Presidente Vargas, 962/1411 - Centro - 20071-002- Rio de Janeiro - RJ (válido carimbo postal).

- Para a Caixa Postal 150 - 20001-970 - Rio de Janeiro - RJ (válido carimbo postal). Ao enviar suas obras pelo Correio, envie junto o seu nome completo, pseudônimo, endereço de correspondência e telefone de contato.

Premiações:

1º Lugar - A edição da obra premiada no livro Noel Rosa Cantado em Poesia, 20 exemplares do livro, livros e cds de jurados do concurso, troféu e certificado.

2º Lugar - A edição da obra premiada no livro Noel Rosa Cantado em Poesia, 15 exemplares do livro, livros e cds de jurados do concurso, medalha e certificado.

3º Lugar - A edição da obra premiada no livro Noel Rosa Cantado em Poesia, 10 exemplares do livro, livros e cds de jurados do concurso, medalha e certificado.

Edição de Participação - Os autores classificados com Edição de Participação, poderão optar pela aquisição de exemplares através do sistema de cooperativismo, tendo suas obras editadas no livro Noel Rosa Cantado em Poesia, além de um certificado.

Os vencedores, desde já, declaram ser de sua autoria as obras concorrentes e classificadas, não constituindo plágio de nenhuma espécie, podendo responder juridicamente por este ato se tal concordância for falsa.

Jurados Convidados:

Carlos Didier - engenheiro, pesquisador, violonista, compositor e biógrafo. É autor dos livros: Noel Rosa - Uma Biografia; Orestes Barbosa - Repórter, Cronista e Contista e Tempos de Bambas - O Carnaval da Praça Onze.

João Roberto Kelly – pianista, compositor e produtor musical. Autor de grandes marchinhas de Carnaval como: Cabeleira do Zezé, Colombina, Mulata iê, iê, iê, Paz e Amor, Maria Sapatão, Israel, Joga a chave meu amor, entre outras. Suas músicas foram gravadas por: Elis Regina, Elza Soares, Chacrinha, Emilinha Borba, Ângela Maria, Emilio Santiago, etc. Apresentou grandes bailes de Carnaval e programas de TV.

Lia Calabre – Pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa (RJ), historiadora e escritora. Mestre em História Social (UFF) e Doutora em História (UFF). Autora do livro A era do rádio (Jorge Zahar Editora).

Guinho Frazão - cantor, compositor, instrumentista, escritor e poeta. Participou de grupos de MPB e de sambas antigos. Autor do cd Encanto Bichos e Coisas (infantil). Professor da Oficina de Arte Literária do Núcleo de Artes Nise da Silveira. Mestre em Literatura Brasileira (UERJ) e Doutor em Literatura Comparada (UFRJ), professor de Literatura Brasileira da Graduação e do Mestrado em Letras e Ciências Humanas (UNIGRANRIO).

Artur Rodrigues – escritor com sete livros publicados e produtor cultural. É editor-geral da Litteris Editora e presidente do Conselho Cultural da Fundação Sociocultural José Ricardo (Funjor/RJ).

Todos os participantes serão comunicados através de cartas até o dia 30 de maio de 2010, acerca da classificação ou reprovação no concurso. O júri escolhido pela Editora para fazer a seleção das obras é soberano em seu resultado final.

            A Editora não se responsabiliza por obras extraviadas ou perdidas quando do seu envio. As obras que não estiverem de acordo com o regulamento serão desclassificadas. Os participantes inscritos concordam com todas as cláusulas deste regulamento.

 

            Mais informações:

Ficha de inscrição
Regulamento

E-mail: litteris@litteris.com.br
Site: http://www.litteris.com.br

_______________________________________________

Eliane Ganem, elianeganem@elianeganem.com

www.elianeganem.com

 

Concurso Literário

 

A PoeArt Editora institui o IV Concurso Nacional PoeArt de Literatura/2010 para premiar autores de ambos os sexos, maiores de 18 anos, amadores ou profissionais, somente residentes no país, na categoria: poesia, em língua portuguesa, tendo como objetivo principal a descoberta de novos autores e o intercâmbio cultural entre os participantes.

Inscrições até 15 de abril de 2010.

Será cobrada uma taxa de inscrição no valor de R$ 15,00 (quinze reais), podendo inscrever até cinco poesias por meio de depósito bancário em favor de Jean Carlos da Silva Gomes, Conta Poupança: 197152222 - Agência: 0352 - Banco Real. Em caso de DOC. CPF 081.601.567-82.

Ao efetuar a sua inscrição, o autor estará concordando com as regras do Concurso, e, se selecionado, autorizando a publicação dos trabalhos no livro Vozes de Aço - VI Antologia Poética de Diversos Autores - 2010. Em caso de cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral, será responsabilizado judicialmente.

            O tema é livre.

Cada autor poderá inscrever de uma a cinco poesias (versos livres ou poema com forma fixa), cada uma em uma página, inéditas ou não, máximo de até 30 versos cada - as que se excederem serão desclassificadas -, fonte Times New Roman, corpo 12, digitadas somente em um dos lados da folha, onde deverá constar o título de cada poesia. Não é necessário pseudônimo.

Uma via de cada trabalho, no mesmo envelope, mais um CD com as poesias gravadas e uma foto de perfil recente em alta resolução.

Em anexo um envelope menor, lacrado, sem qualquer identificação do lado de fora, contendo: nome completo, nº do RG, nome do concurso, títulos dos trabalhos, endereço completo, dados biográficos (no máximo dez linhas), telefone e e-mail.

As obras que chegarem sem esses dados não serão consideradas inscritas.

Todos os trabalhos enviados (selecionados ou não) serão incinerados, após a divulgação do resultado.

As obras deverão ser enviadas (preferencialmente pela internet para: poearteditora@gmail.com) ou pelos Correios, juntamente com o comprovante original do depósito, para: PoeArt Editora: Caixa Postal: 83967 - Cep: 27255-970 - Volta Redonda - RJ.

Os cinco melhores poemas serão publicados sem qualquer ônus no livro Vozes de Aço - VI Antologia Poética de Diversos Autores - 2010, e cada um dos cinco autores premiados receberá três exemplares da obra pelos direitos autorais, diploma e sua foto na contra capa do livro.

A partir do 6º trabalho selecionado, os autores serão convidados a participar do livro pelo sistema de cooperativismo.

 

            Mais informações: 

E-mail: jean_carllo@yahoo.com.br
Site: http://jeancarllo.blogspot.com

 

Poesia

Cacos Inconexos

Ricardo Cabús, papelnovaral@gmail.com

http://cacosinconexos.blogspot.com

 

Esperei que as águas de junho levassem minha tristeza
lavassem minha angústia
mas serviram apenas para afogar-me num lago sombrio
de onde ainda busco-me em ti.

Te quero minha
me quero teu
mas um outro tempo sombreja meu presente
e vou ao léu de um pesadelo
em busca de um leme invisível.

E você que me traz a paz
e você que me é amor
e você que me dá tesão
esvaece sob meus olhos, aguados.

(E que fazer sem seu sorriso
seu sorriso que retumba
que percola meu peito
e me faz feliz?)

No alto, a lua nuveada, encoberta de vergonha
transmuda meu olhar
e me impede de te ver
deixando-me em busca de um ontem que não quer calar

E eu que sempre cri no futuro
me vejo hoje perplexo
jogado em um chão escuro
percluso do amor
a juntar cacos inconexos.

Ah! O sol está nascendo
Mas eu não estou mais aqui.

 

Crônica

A cadeira do dentista

Elza Souza, (ellzasouza@yahoo.com.br)

 

            Tudo parecia não dar certo. Naquela tarde fui angustiada ao dentista arrumar um dente. Não imaginava a tortura que me aguardava. O lugar, pintado de verde esperança, demonstrava muita paz e harmonia. Fui chamada ao consultório depois de um tempão. Sentei na cadeira apropriada para o paciente que a essas alturas começa a ficar impaciente. A dentista com sua bata e máscara também num verde bem clarinho, se aproximou e regulou a altura da cadeira. Quase que meus pés enrolam até a cabeça como uma daquelas portas de enrolar. Ela virou demais e a cabeça ficou abaixo dos pés. Ufa! Acertada a cadeira começou a sessão e o bate papo com a assistente. A famigerada broca começou a rodar na minha pequena cárie. E a "caneta", como disse a dentista,  começou a soltar um aguaceiro danado. Era água borbulhando dos cantos da boca e água vindo dessa bendita caneta que parecia uma chuveirada das boas. E ninguém se importou com isso. Só eu. Já não aguentando mais tanta água pra todo lado fui obrigada a reclamar, pois dali ia para uma aula. Pedi um guardanapo e fui atendida. Assim amenizei o problema. E a sessão continuou normal, merecendo apenas um comentário da dentista: "A caneta está soltando muita água", disse calmamente. É porque não era ela que submergia ao aguaceiro.

            Para fechar a craterazinha a dentista pediu um material à assistente. "Não tem", disse a moça. Foi colocado o que tinha, sabe-se lá o que. E assim alguns outros produtos não foram usados por não ter naquele momento. Na cara do freguês aquela trapalhada toda. Ainda bem que a dentista estava de máscara. Senão as cáries dela teriam passado para mim. Ela não parava de falar com a assistente e estava tão próxima que eu pensei que ela ia me beijar. Senti seu bafo, igual ao de qualquer paciente que senta numa cadeira como aquela. A seco eu já tinha sofrido muito no dentista. Molhada daquele jeito foi a primeira vez. Espero que o servicinho dure enquanto eu existir. São os meus sinceros desejos para não voltar tão cedo a tão completo tratamento dentário com direito a banho e tudo. @

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Antonio Sardenberg, saofideliscidadepoemarj@gmail.com

www.sardenbergpoesias.com.br

 

Conto

Kizomba (ou Amor de Carnaval)

Mauro Marques, mauromarx@click21.com.br

 

Dizem que uma cearense e uma amazonense conheceram-se no Rio e tornaram-se amigas. Vejam só no que deu:

− Oi, amiga, tô aperreada pra te contar um caso.

− Mas porque é que tu estás tão agoniada? Visse, conte logo.

− Sabe aquele meu amigo que se corresponde comigo?

− Visse, aquele que mora lá nos cafundó da Amazônia?

− Pois é, esse mesmo. Num é que ele apareceu ontem pra mim?

− Mas como, se ele mora lá nas beira do mato, a três mil quilômetros de distância? Tu não bebeu demais nesse bloco, não, Firmina?

− Não, mas também não esqueci os nossos tempos aí no Ceará.

− Oh, visse, tempo bom...

− Mas num é?

− Mas, voltando ao assunto: O Kizomba tava uma belezura.

− O bloco em que você saiu?

− Tu te lembras da Lapa e do bairro da Glória?

− Aquele ‘do arco’ de um encardido de dá dó?

− Esse mesmo. Pois, então, o bloco foi da Lapa até a Glória e, quando chegou de volta, dei uma paradinha naquele bar.

− Aquele ex-pé-sujo que tu me levaste no primeiro dia das minhas férias?

− É. Mas agora virou “Le pê de suje”. Tá com nome chique... E não implica, que tu já se escorou naquele balcão. Agora, é “La Bohemia da Lapa”. Não é mais aquele inferninho que tu conhecestes. Mas, continua brega.

− Mas, tá bom, o que importa? Me conta: Como tu viste o homem do computador?

− Pois então, ele não só se mostrou pra mim, como veio em forma de dois capetinhas.

− Meu Deus! Minha Nossa Senhora! E tu ainda diz que não estavas no inferninho.

− Sei lá, só sei que tava pra lá de bom o Carnaval...

− De repente, minha amiga Georgela se acompanha de um mulato e, do nada, surge um igualzinho na pista. E nós, requebra daqui, remexe de lá, pista cheia.

− Mas como? Naquele cubículo?... Ou melhor, infernículo?

− É. Mas deu pra todo mundo, quer dizer... Ah, tu vais entender.

− Tu sabes que num é da minha preferência, mas eles dançam que é uma beleza, e os mulatinhos gêmeos ainda estavam de chapéu e calça branca, bem feitinhos, do jeito que o diabo gosta.

− Mas a coisa desandou, menina, quando o ‘meu mulatinho’, que já dançava comigo há horas, disse que tinha simpatizado muito com minha amiga Georgela. Eu, que só queria é dançar, disse pra ele não se aperrear e qualquer coisa tipo “vai lá”. O irmão dele estava de enrosco com Georgela, mas ele foi assim mesmo. E sei lá o que disse pro gêmeo, que o negrinho veio em minha direção, me abraçou e me tascou um beijo, daqueles com muita demora. Como num deu nem pra respirar, também num deu pra me afastar e, quando peguei um ar, perguntei quem era ele. Ele respondeu que era o Mário... e o outro era o Marcos.

− Minha nossa! Mas num é o nome e o sobrenome do seu amigo da máquina?

− Pois não é, menina? Mas, quando olhei pro lado, minha amiga tinha se mandado.

− E ela ficou braba?

− Não é que ficou?!

− Disse que, quando eu combinasse de trocar, tinha que assuntar. Mas num combinei nada, só esqueci que os mulatos são o fraco dela. E, depois, que culpa tive eu?

− Ah, ela vai deixar essa zanga pra lá. Afinal, ela não sabe o que é amor de Carnaval? Mas, e tu? Não aproveitou pra juntar o Mário com o Marcos, tudo inteirinho pra você?

− Eu, hein? Deixei eles pra lá, na mão de uma dançante vestida de diaba! @

 

Poesia

A Máscara de Cristo

Rogel Samuel, (rogelsamuel@hotmail.com)

http://literaturarogelsamuel.blogspot.com

 

Ele parecia a máscara de Cristo.
Não a máscara sofredora, como no Gólgota.
Mas a face bela, altiva e majestosa face de Cristo.
Ele era um mendigo que morava na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro.
Eu o assistia, todos os dias.
Pois ele sempre por ali estava, em qualquer canto e ângulo da velha e decadente praça.
Às vezes eu o via caminhando para algum lugar... do nada para nenhum lugar.
Caminhava por ali, sem rumo, sem saber, sem olhar, apenas se movia, como flutuasse.
Mas ele era tão belo quanto a figura do Cristo de Fra Angelico.
Deixava um rastro fétido no ar. Mistura de sujeira, fezes, suor e urina ressecada, de quem nunca tomou um banho. Por isso, quando eu passava eu o evitava, fazia uma curva no caminho, evitando-o. Vestia calças sobrepostas, camisas de mangas muito compridas, e em farrapos, tinha o pudor do corpo escondido.

Quem era? De onde viera? Impossível era saber se era moreno como um palestino, ou se pintado daquela sujeira cinza, de fuligem, sedimentada na pele escamosa, e nos cabelos e barbas sujos, longos.
Quem seria? Pois se nos olhos escuros ele tinha a profundidade e a loucura místicas... Como compreendê-lo?

Eu o alimentava diariamente.
Ele não aceitava dinheiro.
Quando se lhe dava dinheiro, aquilo permanecia lá, sem valia, sem valor, sem serventia, que o vento levava pelo chão.
Ele bebia? Nunca pude saber.
Quando eu lhe trazia comida, ele estendia ambas as trêmulas mãos, grunhia algo em desconhecida linguagem, talvez fosse uma bênção, talvez fossem uma língua arcaica, talvez aramaico.
Mas de alguma forma me olhava com amizade.
O que eu sempre desejei fazer era sentar-me ali, com ele, conversar com ele, partilhar de sua companhia.
Mas nunca tive coragem, como em outra época fiz com menino de rua, que levei para casa. Agora os tempos eram outros, a Praça tinha grande movimento, muitos olhares desconfiados, principalmente agora, cercada pela grade que a protegia de nós, pedestres.
Mas todos os dias, quando eu passava para almoçar, eu dava uma volta para vê-lo, e para que me visse. Havia um pacto, entre nós.
Outras vezes, eu voltara para ver se ele tinha comido.

* * *

Na última vez que o vi estava transtornado.
Era a máscara da morte, pálido.
Parecia ter sido atacado por uma matilha de cães.
As roupas estavam rasgadas e abertas, e deixavam aparecer o corpo ferido de estocadas, ferida.
Parecia mortalmente doente, e eu sabia que ele voltara ali apenas para a última ceia.
Nada comeu.
A marmita permaneceu no chão ao lado, esquecida.

* * *

Um súbito relâmpago quebrou o céu por cima de nós em grandes estilhaços de vidro e aço, como se rasgasse uma cortina gigantesca e o céu rugiu de par em par.
Abri o guarda-chuva.
As pessoas começaram a correr, aflitas, fugindo da chuva.
Então Ele se levantou lentamente.
Era Ele, e irradiava luz.
E, levantado, começou a andar, lento.
A chuva escorria por suas vestes.
Andava devagar, muito devagar, sob a chuva.
No meio da praça, voltou-se para mim e, pela primeira vez, sorriu, acenando com sua mão.

Então eu pude ver claramente a ferida do cravo na palma de sua mão.
E desapareceu na esquina. Tudo se escureceu.
Chovia mansamente.

 

Roberto Mendonça, marlim1946@hotmail.com

http://catadordepapeis.blogspot.com

 

Sobre sonhos

Mauro Marques, mauromarx@click21.com.br

 

Considero

          os filmes e poesias

                    como sonhos

                              que falam de sonhos

                                        de pessoas que sonham

e

de

quem

não

aprendeu

a

sonhar

 

          Porém,

          como

          sonhar?

          sem comida

          sem casa

          sem escola…

 

Esses,

só conseguem sonhar

                              com comida

                              com casa

                              com escola…

 

Pena que sejam apenas sonhos

Sonhos de quem não consegue sonhar"

 

Bruno Resende Ramos, brunoteenager@gmail.com

http://www.novacoletanea.blogspot.com

 

Crônica

O construtor de batelões

Elza Souza, (ellzasouza@yahoo.com.br)

 

Sem alternativa para sobreviver, o construtor de batelões de Nova Ayrão, Antonio Carlos Queiroz da Silva, conhecido como comandante Queiroz que além de fabricar comandava seus barcos pelos beiradões sem fim da Amazônia, sofre com depressão e problemas cardíacos. Tinha apenas 13 anos quando aprendeu o ofício de construir esses barcos tradicionais nos rios amazônicos e que sem eles ficaria inviável qualquer atividade humana na região. Essas embarcações transportam de tudo. Gente (muitas vezes demais num barco só), mercadorias de todo tipo, animais, alimentos. Sem os barcos as pessoas ficariam isoladas em suas comunidades, pois os rios caudalosos são as estradas da Amazônia. Sem nenhuma pressa eles cumprem o papel social que lhes cabe desde as primeiras canoas de nossos índios. Noventa por cento do transporte de cargas e pessoas na região é feito nesse tipo de embarcação.

Há seis anos o Ibama proibiu a derrubada de qualquer árvore na área de preservação ambiental que se transformou o município localizado nas proximidades de Manaus, às margens do majestoso rio Negro. Os tradicionais estaleiros que faziam os belos e utilitários barcos regionais fecharam as portas, deixando muitas famílias a “ver navios” só na imaginação.

A tristeza que se apossou do comandante Queiroz ao ser obrigado a encerrar o seu ofício que há décadas vinha fazendo com dedicação, o abalou. O coração não agüentou. Os prejuízos foram grandes. Ele não podia sequer mudar de profissão já que não sabia fazer outra coisa. O apoio da família que procurou outros caminhos para sobreviver, foi essencial. Mas o experiente mestre que levantava sua obra sem plantas mas com as medidas aprumadas na cabeça, estava irremediavelmente baqueado.

            Segundo Queiroz os barcos que construiu eram feitos de madeiras consideradas nobres como a itaúba, o louro aritú e o cedrinho, mas eram retiradas da floresta com sustentabilidade e não de maneira a degradar o meio ambiente. O que derrubou o mestre foi ver que suas obras de arte feitas à mão estavam com os dias contados. O tempo de vida útil de um batelão desse tipo é de vinte anos. Não é um produto feito em série, descartável. Agora nem canoa, nem piroga, nem xaveco, nem batelão. Hoje tudo isso é ecologicamente incorreto já que derruba árvores. Mesmo que pessoas fiquem desvalidas, abandonadas, o ofício de construir um barco ficou fora de moda. Essa é uma das atividades mais antigas da humanidade pois graças a construção desses meios de transporte é que aconteceram os grandes descobrimentos. O tempo agora é do iate, voadeira, balsa, navio e outros feitos de ferro para enferrujar e atulhar no ambiente que tanto querem preservar. E mais uma vez os beneficiados são aqueles para quem o que vale é o lucro e não desenvolver um ofício onde prevaleça a arte. @

 

Eunice Arruda, poetaeunicearruda@bol.com.br

www.poetaeunicearruda.blogspot.com

 

O Imortal Jorge Tufic

Cidadão do Amazonas

 

            O escritor, poeta e membro da Academia Amazonense de Letras Jorge Tufic Alaúzo recebeu o título de Cidadão do Amazonas, em sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado.

            A proposta da sessão partiu do deputado Sinésio Campos, líder do PT no Amazonas, e contou com a presença de representantes dos governos estadual, municipal, Forças Armadas e da Academia Amazonense de Letras.

            Além de receber o título das mãos do presidente da ALE, Belarmino Lins, Tufic foi homenageado com a declamação de poemas pelo grupo de teatro Metáfora e a execução do Hino do Amazonas, cuja letra é de sua autoria, pelo Coral do Amazonas, sob a regência do maestro Zacarias Fernandes.

            Acreano, de Sena Madureira, Jorge Tufic viveu 46 anos em Manaus, sendo um dos fundadores do Clube da Madrugada. Atualmente vive em Fortaleza (jornal A Crítica). @

____________________________________

Carlos Vilarinho, c.vilarinho@yahoo.com.br

www.literaturabaiana.blogspot.com/

 

História

Mestres que formavam mestres

 

            Início de ano letivo, uma boa indicação de leitura para alunos e professores é o livro “A Escola Normal da Província do Amazonas – 1880/1890”, da professora Assislene Barros da Mota (assislene_mota@hotmail.com), por sinal, com bastante propriedade para escrever sobre educação, pois ministra aulas para alunos do ensino médio, superior e pós-graduação. “Sem falar que este é o meu terceiro livro sobre o assunto. Os outros foram “O Significado Sócio-Histórico do Handebol Escolar Masculino na Cidade de Manaus”, de 1998. Poucos sabem que o handebol é o esporte coletivo praticado em Manais que mais enviou atletas amazonenses para a seleção brasileira; e “Preâmbulo da História e Memória da Educação na Cidade de Manaus”, de 2005.

            Fascinada pela história da educação, “A Escola Normal...” é o resultado da dissertação de mestrado de Assislene. “É fantástica a história dessa Escola, no Amazonas, principalmente porque era uma instituição de mestres que formavam mestres, cujo começo se deu exatamente com início da província, em 1852. Nota-se o interesse do primeiro presidente da província, Tenreiro Aranha, em educar a população, de umas cinco mil pessoas, que governaria. Infelizmente, como ocorre até os nossos dias, as boas ideias nem sempre são concretizadas de imediato e foram necessários 28 anos para que a Escola Normal fosse efetivada”, disse.

            O livro está dividido em três capítulos e, apesar de cobrir um pequeno período de dez anos, levou três anos para ser concluído. “Pesquisei em anais, leis, decretos, portarias, anuários, jornais, notas oficiais, periódicos, Constituição Federal do Brasil, revistas, resoluções, regimentos, relatórios de diretores da Escola Normal, regulamento geral da instrução pública da Província, falas, mensagens e relatórios dos presidentes da província, além de algum material iconográfico. A lista é extensa, mas o material é bastante escasso e de difícil acesso, por isso deixei para um segundo esforço o restante da história, até os últimos momentos da Escola Normal, já denominada Instituto de Educação”.

 

            Lista de curiosidades

            Entre as curiosidades encontradas por Assislene ao longo de sua pesquisa, uma acabou por se tornar a mais surpreendente de todas. Trata-se de um modelo de carta de nomeação de professor. “Folheava um jornal de 1888 quando deparei com a carta guardada, sabe lá há quantas décadas, entre as páginas do jornal. Ela não estava preenchida, mas encontrar, por acaso, um documento raríssimo sobre o assunto que eu estava pesquisando foi realmente emocionante”, lembra.

            A lista de curiosidades segue com a tabela, de 1881, dos vencimentos do diretor (3.600 contos de reis), professores (2.400) e funcionários da Escola Normal, cujo salário mais baixo era o do Correio (1.000), segundo Assislene, uma espécie de office boy.

            Entre as matérias ministradas aos futuros professores: latim, gramática, pedagogia, aritmética, álgebra, filosofia, francês, inglês, alemão, italiano, ginástica (para os homens) e prendas domésticas ou trabalhos com agulhas (para as mulheres), apenas para citar algumas. O professor de ciências naturais e físicas era o farmacêutico Francisco Antônio Monteiro, que acabou sendo designado o primeiro diretor da Escola (ainda Instituto Normal Superior).

            Desde a sua criação, a Escola Normal ocupou alguns prédios até hoje existentes na cidade. Primeiro foi o Hotel Cassina (ou Cabaré Chinelo), numa edificação anterior ao Hotel. Depois foi transferida para o segundo pavimento do Lyceu (atual Colégio Amazonense D. Pedro II), em seguida o Palacete Provincial e finalmente, a partir de 1940, o IEA (Instituto de Educação do Amazonas) num período em que as alunas do magistério (as futuras mestras) eram conhecidas como normalistas. “Mas eu encontrei, no porão da Biblioteca Arthur Reis, a planta baixa do prédio, que seria especialmente construído para abrigar a Escola Normal. A planta, elaborada em Zurich, na Suíça, é assinada por Crusf Bechler, datada de 30 de julho de 1908 e paga pelo Governo do Amazonas. Trata-se de um esboço de prédio identificado como Escola Normal, mas a obra não foi levada a termo, talvez por causa da crise econômica que se seguiu no Estado”, acredita.

            Agora Assislene pretende concluir a história da Escola Normal até a exigência do diploma de nível superior para o magistério, a partir de 2007, quando a instituição, agora transformada em Instituto de Educação, perdeu a vez para as faculdades. @

______________________________________________

Alessandra Karla, alessandrakarla@gmail.com
http://alessandrakarla.blogspot.com/

 

Livro Lançamento

Árabes no Brasil – História e sabor

 

As editoras Gaia e Boccato (www.globaleditora.com.br) acabam de lançar Árabes no Brasil: história e sabor, do historiador Ricardo Maranhão. Obra ricamente ilustrada a partir de uma prestimosa pesquisa iconográfica e com fotografias produzidas pelo Estúdio Paladar.

O brasileiro consegue facilmente associar a cultura árabe com situações de seu dia a dia. O lado glamouroso fica por conta de seus representantes que se destacam na medicina, na política, na educação. O lado, digamos, trivial é lembrado quando se pensa no comércio da nacionalmente conhecida rua 25 de Março e também nos sabores e nas cores da deliciosa culinária dos povos do Oriente Médio, que agrada nove entre dez brasileiros de todos os cantos do país.

         Afinal, o que vem a ser essa “comida árabe” da qual tanto gostamos?

         Não são poucos os pratos da cozinha árabe que se consagraram em terras brasilis. Basta dar uma espiada num cardápio de um dos muitos pontos comerciais que oferecem comida de origem árabe e encontraremos: quibe, esfiha, homus, babaganoush, tabule, quibe cru, fattouch, falafel, michui, kafta, beirute, coalhada seca, charuto de folha de uva e de repolho, abobrinha recheada, arroz com lentilhas, arroz marroquino, berinjela recheada... São alguns nomes que, certamente, se tornaram absolutamente familiares ao brasileiro médio.

Em Árabes no Brasil: história e sabor, o autor, que é doutor em História e professor de História da Gastronomia, conta a saga e a influência desse povo do Mediterrâneo Oriental que, no século XIX, imigrou da Síria e do Líbano para reconstruir suas vidas e auxiliar no desenvolvimento do nosso país. O livro reúne, também,  requintadas receitas de doces e salgados assinadas por renomados chefs – oito de São Paulo, um de Curitiba e um de Porto Alegre –, que sabem usar em suas receitas pitadas de magia e temperos de As mil e uma noites: Leila Youssef Kuczynski, do Arábia (SP); Myrian Abicair, do Spa Sete Voltas (Itatiba/SP); a brasileiríssima Morena Leite, do Capim Santo (SP); Marina Mattar, do Al Basha (SP); Aline Atala, do Almanara (SP); Maria de Lourdes Bolsonaro Ghanem, do Baalbek (Porto Alegre/RS); Rodrigo Libbos, do Kebab Salonu (SP); Samir Cauerk Moysés, do Folha de Uva (SP); Aida Oumairi, do Le Liban (Curitiba/PR); e Barbara Kerr, do Rulla Kebab (SP).

A obra mostra, enfim, que a contribuição dos levantinos em terras brasileiras está viva e pulsa não só na rua 25 de Março, no hospital Sírio Libanês, na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, mas também no sabor e na alma do brasileiro.

  

Sobre o autor:

Mestre em Ciências Sociais e Doutor em História  pela USP, ex-professor da UNICAMP, atualmente professor da Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, Ricardo Maranhão é autor e/ou organizador de 19 livros publicados de História e de mais de 50 artigos em publicações especializadas nacionais e internacionais, além de palestrante em instituições e universidades do Canadá, da França, da Holanda, da Alemanha, de Cuba e do México. Tem diversos artigos e entrevistas sobre História da Gastronomia publicados em revistas especializadas, além de 3 livros sobre esse assunto:, “The Arab Influence in Brazilian Life” (premiado no Cookbook Awards de Paris, fev. 2010), “Churrasco Paixão Nacional”, em co-autoria com André Boccato e “História dos Restaurantes de São Paulo”, com Josimar Mello. Ricardo teve também participação direta na série da TV Cultura “Mesa Brasileira”. @

 

Renata Rimet, rimet2005@hotmail.com

http://vicioemversos.blogspot.com

 

Poesia

Cardápio
 
Mauro Marques, mauromarx@click21.com.br

 

Tem frango frito
Contra-filé
Carne assada
Peixe cozido
Pirarucu de casaca

Tudo, realmente,
Muito gostoso

 

Mas o melhor, mesmo
É olhar...
Para a
Bundinha da garçonete
___________________________________________

Zemaria Pinto, zemaria@prodamnet.com.br

http://palavradofingidor.blogspot.com

 

Outras artes – Cinema

UM Amazonas

 

A AMACINE Futuros Cineastas, com o apoio institucional da Associação de Cinema e Vídeo do Amazonas, Livraria Valer, Cinemark, Portal Amazônia, tendo o patrocínio do Guaraná Tuchaua e do Governo do Estado do Amazonas através da Secretaria de Cultura são os realizadores da 9ª Edição Nacional do UM Amazonas 2010 que é o festival de filmes de 1 minuto do Estado.

As inscrições dos filmes para o UM Amazonas 2010 vão até 11 de maio de 2010.

A Mostra Oficial do UM Amazonas 2010, terá a exibição de 60 filmes de 1 minuto de todo o Brasil e o UMzinho, que é a Mostra Infantil do festival exibirá 30 filmes.

Do total de filmes inscritos os dez que forem considerados trashs ou politicamente incorretos farão parte da Mostra UM Fora da Lei, que como nos anos anteriores vai abrir a programação oficial do UM 2010.

Após suas estreias no Cinemark as Mostras serão exibidas em Escolas Estaduais e Municipais, Espaços Culturais, Empresas, Restaurantes, Praças, Comunidades, Presídios, Casa de Recuperação de Menores, dez municípios do Estado, TV Cidade, TV Ufam e Amazonas Sat.

Os filmes poderão ser visto também através do site: www.portalamazonia.com/umamazonas

O Festival realizará Oficinas de Cinema em Manaus, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Parintins, Itacoatiara, Maués e Anamã. Os participantes, ao final do curso, assumirão as funções de roteiristas, diretores, atores, produtores e câmeras, criando e produzindo suas próprias ideias, tendo com esses conhecimentos, registrado e revelado as magníficas belezas da nossa Amazônia. As 14 oficinas ofereceram oportunidade de fazer cinema para um público de aproximadamente 500 pessoas. Também será realizada uma oficina na UNATI, universidade da 3ª Idade. 

            O Concurso UM Amazonas Tuchaua selecionará 15 roteiros de temática ambiental e livre. Os novos talentos e futuros cineastas receberão recursos financeiros no valor de R$ 100,00 para gastos de produção e mais os equipamentos de vídeo, áudio, luz e edição para darem vidas aos seus mundos imaginários. As inscrições para os roteiros vão até 09 de março de 2010.

As premiações do UM Amazonas 2010 acontecerão nas seguintes categorias:

MELHOR FILME

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$ 1.000,00

SEGUNDO LUGAR

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$    500,00

TERCEIRO LUGAR

Troféu UM AMAZONAS 2010e mais R$    300,00

MELHOR FILME DO INTERIOR

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$  500,00

MELHOR FILME JÚRI POPULAR

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$  500,00

MELHOR FILME CAMPANHA SOCIAL

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$  500,00

MELHOR FILME AMBIENTAL

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$  500,00

MELHOR FILME UM  FORA DA LEI

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$  500,00

MELHOR FILME UMzinho

Troféu UM AMAZONAS 2010 e mais R$  500,00

 

Informações:

Junior Rodrigues – (092) 9121 7949

Gabriela Cativo – (092) 8216 6406

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e-mail: dilsonlages[@]uol.com.br