Notícias da EDUA
A EDUA (Editora da Universidade Federal do Amazonas), expondo, lançando e vendendo livros, participará da:
- V Feira Internacional da Amazônia, que acontecerá em Manaus, no Studio 5, dos dias 25 a 28 de novembro.
Os próximos lançamentos da EDUA:
• Comidas Tradicionais Indígenas do Alto Rio Negro, de Luiza Garnelo. Dia 12 de novembro, no IGHA, em Manaus.
• Arquitetura do Poder, Memória de Gilberto Mestrinho, de Iraildes Caldas Torres.
Bibliotecas, museus, universidades e instituições culturais podem solicitar gratuitamente (mas pagando as despesas de remessa) o livro 100 Anos da UFAM, de Rosa Mendonça de Brito, pelos e-mails:
O irmão de Obama
Mark Ndesandjo, meio-irmão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e que vive na China há sete anos, falou de seu romance De Nairóbi a Shenzhen, uma história que classificou como "semi-autobiográfica" e na qual aborda a violência doméstica.
"O livro foi escrito em inglês e conta a história de David, um garoto que viaja à China durante os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e se apaixona por uma jovem com a qual tem um filho", disse Ndesandjo à imprensa.
Segundo o meio-irmão de Obama, "quando David chega à China, começa a lembrar de sua vida nos EUA e no Quênia e a refletir sobre as complicadas relações que existiam em sua família".
E, assim, David lembra de como o pai maltratava a mãe e das tentativas desta de convencer os filhos de que o marido, no fundo, era uma boa pessoa, contou Ndesandjo, graduado em Física pela Universidade de Brown, nos EUA.
O meio-irmão de Obama vive há sete anos na cidade de Shenzhen - na fronteira com Hong Kong -, fala mandarim, toca piano e é casado com uma chinesa.
Ndesandjo, que disse ser um apreciador dos ideogramas chineses, revelou ainda que tem "muito orgulho" do presidente americano e que, nos tempos difíceis, Obama "sempre" ajudou-o muito.
Ele também confessou que desde a eleição do meio-irmão, com o qual diz manter contato regularmente, adotou o famoso sobrenome.
Ndesandjo nasceu no Quênia e se mudou para os EUA quando ainda era criança. Até pouco tempo atrás, usava o sobrenome da mãe, Ruth, a terceira mulher do pai de Obama. @
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Blog do Rogel Samuel
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Livro Lançamento
A viagem inesquecível
Ideal para quem gosta de aventuras. Assim pode ser definido o livro de Jurandir de Souza Macedo (jurandirmacedo@bol.com.br), Da Selva de Pedra à Selva Amazônica, no qual ele narra uma aventura vivida há 31 anos quando resolveu, junto com a esposa Jandira (Verinha), vir de carro do Rio de Janeiro a Manaus percorrendo, a bordo de uma Variant, a BR 319, até hoje uma estrada problemática, que só deve ser enfrentada por quem quer passar maus momentos.
"Eu era militar do Exército e havia sido transferido para o Colégio Militar de Manaus, cidade da qual eu partira em 1966. Poderia ter vindo de avião, mas quis me aventurar pelas estradas do país, mesmo sabendo das condições difíceis que enfrentaria na BR 319", explicou.
Jurandir saiu do Rio de Janeiro rumo a São Paulo, chegando à Campo Grande, então apenas uma cidade pertencente ao estado de Mato Grosso, que ainda não havia sido dividido. De Campo Grande seguiu para Cuiabá. "Esse trecho da estrada foi bom. Estava asfaltado. Os problemas começaram a partir de Cuiabá até Porto Velho. Policiais rodoviários ainda avisaram para não virmos, porque seria um grande risco, mas eu e Jandira estávamos dispostos a enfrentar esse risco, e viemos. Não nos arrependemos, mas lamentamos muito nos dias seguintes", recorda.
Diariamente o casal de aventureiros enfrentou atoleiros e ficava horas correndo pela estrada sem encontrar uma viva alma. "Viajávamos de dia e, quando a noite ia chegando, parávamos no primeiro posto de gasolina que aparecia pela frente. Lá, tomávamos banho, jantávamos e dormíamos dentro da Variant. Nunca soube como aqueles postos de mantinham e eram abastecidos naquele fim de mundo. No outro dia recomeçava a viagem. Teve dias que chegamos a ficar uma manhã inteira vendo apenas a floresta passando pelo nosso lado. Se o carro pregasse ali, não sei qual teria sido a nossa saída", lembra.
Cidades como Ariquemes, Ji-Paraná e Pimenta Bueno, entre outras, hoje populosas, na época não passavam de pequenos vilarejos encontrados na extensão do percurso e vistos como verdadeiros oásis. Longe daqueles lugares, os problemas surgiam. Além dos atoleiros, sol causticante, chuva, relâmpagos, trovões, mosquitos e "pregos" no carro, foram alguns dos outros problemas enfrentados por Jurandir e a esposa ao longo da estrada. "Houve momentos em que pensei em desistir, mas não podia. Já estava no meio da viagem. Teria que ir até o fim, porém, lembrava que, dias antes estava no conforto e na segurança do meu apartamento no Rio de Janeiro".
Assim, dia após dia as aventuras perigosas de Jurandir e Jandira foram se sucedendo por exatos treze dias e só chegaram ao fim quando, a bordo de uma balsa, que os transportava do Careiro da Várzea à capital amazonense, eles perceberam que os perigos e infortúnios haviam sido deixados para trás. Só então, ao avistarem Manaus se aproximando, concluíram que o esforço havia valido a pena. "Encerramos nossa aventura com um longo beijo, sem nos importar com os curiosos que nos olhavam de soslaio, com uma dose de desdém, sem contudo imaginar o motivo daquele ato de amor...".
Na época, 1978, Jurandir descreveu as aventuras na estrada nas folhas de um caderno. Atendendo aos pedidos de amigos, que ouviam as histórias, resolveu ampliá-las e, numa homenagem a Jandira, falecida no ano passado, transformou os escritos num romance, ilustrado por ele próprio.
Levada pelo jacaré
Não consegui dormir direito. A angústia e os pensamentos negativos alfinetaram-me a noite quase toda. Não admitia, em hipótese alguma, a desistência, o fracasso. Havia de chegar a Manaus dirigindo meu carro e não montado numa balsa ou, sabe Deus como! Talvez trepado numa carreta. Se quisesse teria viajado do Rio a Manaus de avião, com todo o conforto, podendo despachar o carro pela transportadora junto à bagagem, mas não era isso o que eu ansiava.
- Verinha! Verinha! Exclamei ao notar a ausência dela ao meu lado, na cama improvisada. As crianças, em pânico, gritando e agitando os braços, mostravam um enorme jacaré que carregava Verinha, arrastando-a por um de seus braços. Ela parecia estar desacordada ou dormindo. Não consegui gritar nem mover-me do lugar. Fiquei petrificado! Senti apenas as batidas do coração que, aos pulos, parecia querer sair pela boca. Vi o jacaré gigante sumir na escuridão com Verinha. Num esforço sobre-humano consegui reunir toda a força deste mundo e soltar um grito angustiante:
- Verinha!!! Pulei da cama acordando Verinha e todos da casa ao mesmo tempo. Nossa! Que alívio! Tudo não passava de um terrível pesadelo.
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Blog do Ismael Benigno
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IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas
30 de outubro a 8 de novembro, em Maceió
Durante a IV Bienal do Livro de Alagoas, o escritor Ricardo Cabús (r.cabus@gmail.com) lançou A Galinha Saudosa, livro infantil que faz parte da Coleção Letras e Sons, do Selo Passarada.
Também estão na coleção, que conta com o apoio da Braskem: Marina Traquina, de Claudia Lins, Bob no País das Verdurinhas, de Simone Cavalcante e Filho de Peixe, Peixinho Não É, de Tiago Amaral.
Além dos livros, a coleção traz um CD com a narração das quatro histórias e quatro músicas compostas por Ezra Mattivi. As ilustrações são de Pedro Lucena.
Na gravação da história da galinha saudosa participaram:
Narração e Dona Galinha: Arilene de Castro
Pato: Wagner Barsan
Jaboti: Ricardo Cabús
Galinho: Otávio Cabral (participação especial)
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_No Tempo dos Seringais_ e _Maria Menina_,
de Evaldo Ferreira
Agora nas livrarias Valer, Nacional, Nobel e Concorde
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O preferido de Freud
Oton Alencar, otonaracy@uol.com.br
No dia 11 de novembro completará 188 anos do nascimento daquele que Freud considerou o escritor do maior romance já escrito.
Obcecado pelos dramas humanos e focado na natureza do homem para o mal, o autor tornou-se famoso por seus escritos que exploravam essa temática. Principalmente os seus romances de maiores sucessos. Embora tivesse escrito no século 19, é hoje um dos autores daquele século, mais lido, e reconhecido por ter influenciado nada menos do que: Hermam Hesse, Marcel Proust, Franz Kafka, Gabriel Garcia Marques e Freud.
Era de compleição baixa, frágil e desajeitado. Era epilético e seu primeiro ataque ocorreu aos nove anos e durante uma dessas crises machucou o olho direito fazendo com que ficasse permanentemente distendido, dando aos olhos uma aparência assimétrica.
Fatos significativos na sua vida pessoal marcaram a vida do romancista pela tristeza e pelo crime.
Era viciado no jogo e perdulário. Sempre estava precisando de dinheiro, escrevia suas obras apressadamente, por isso dizia nunca conseguir a plenitude de seu intento literário.
A propósito, essas são as palavras suas: "A pobreza e a miséria formam o artista". Abandonou a tradição que circunscrevia a vida familiar e o ideal seguido pela época, e engendrou no desvio do padrão familiar que os envergonhavam e insultavam. Nele encontra-se uma posição literária; "em que prepondera um estilo marcado por mitos, uma pujante vitalidade e de um poder arrebatador, marcado por monumentos tempestuosos e dramáticos, onde aparecem os atores quebrando os padrões comportamentais, enveredando em situações explosivas e uma dialética socrática emocionando em busca de Deus, do mal e do sofrimento dos justos".
Outro crítico diz: "seus romances ocorreram em um período curto, não indo além do alguns dias, o que possibilita ao autor sair de uma das características dominantes da prosa realista que seria a degradação física que ocorre ao longo do tempo".
Seus atores vivem seus valores espirituais que se definem, atemporais. Outros temas presentes nas suas obras são: suicídio, orgulho ferido, o desmoronamento dos valores familiares, o renascer espiritual através do sofrimento, a rejeição do Ocidente e da afirmação da ortodoxia russa e o czarismo.
Chamado de "Marquês de Sade Russo" por seu contemporâneo Turgeneo Dostoievski só foi ter um grande caso amoroso aos 34 anos, e não encontrou a plena realização amorosa até ter mais de 40 anos. Namorou várias mulheres atraentes antes de se envolver com a linda Marya Isayeva, que logo se tornara viúva, e com quem mais tarde se casou. Marya morreu sete anos depois, de tuberculose. O viúvo continuou o caso que tinha com Apollinariya Suslova, uma ruiva liberada de 20 anos, mais moça do que ele. O romance não durou mais de um ano. A moça era sadomasoquista e frígida. Tinha 45 anos, quando se casou com sua estenógrafa de 20 anos. Ana Smitkina, que o idolatrava e que numa carta escreveu: "estou preparada para passar o resto da vida de joelhos aos seus pés". Fiódor Dostoievski respondia: "Fico de joelhos diante de você e beijo seus pés querida inúmeras vezes. Imagino isso cada minuto e me divirto". Com característica de um podólatra puro, ele insistia: "juro que tinha ânsia de beijar todos os dedos de seus pés, e você verá que eu vou conseguir isso".
O amor do romancista por Anna era frenético. Viveram por 14 anos, até sua morte aos 59 anos.
Crime e Castigo, O Idiota, Os Irmãos Karamazov e Os Possessos foram suas obras que ainda hoje influenciam gerações.
Nietzsche referindo-se a sua obra disse: "é o único psicólogo com que tenho algo a aprender: ele pertence às inesperadas felicidades da minha vida, até mesmo a descoberta de Stendhal". @
Folha do Poeta
A Folha do Poeta é um jornal literário com edição trimestral, que divulga a poesia e poetas de todo o Brasil. Se você deseja receber um exemplar gratuitamente, entre em contato com o seu editor Everaldo Nascimento (folhadopoeta@click21.com.br).
A melhor poesia
Dicas literárias, culinárias
Alessandra Blanco
Gourmet (de Jani Taniguchi e Masayuki Qusumi), tá, quase todo mundo já falou dele, é um mangá com 18 histórias de comida. Lindo, divertido e muito bem feito porque você fica com vontade de provar absolutamente tudo. O personagem de todas as histórias é um vendedor/representante. Ele vai visitar seus clientes em diferentes regiões do Japão e, seja qual for o horário do dia, sempre fica com fome. Aí vai se aventurando por pequenos restaurantes, lojas, doceiras e até comida de rua. Tipo “lugares secretos”, como o livro do Comidinhas. Cada lugar, uma descoberta. Você sempre fica achando que ele vai se dar mal, que o ambiente é esquisito, as pessoas são estranhas. Mas, claro, no final, sempre dá certo. Aí ele vai narrando os pratos, as misturas que faz deles, como pede acompanhamentos, como provar cada um. É quase um pequeno guia para conhecer e entender a culinária japonesa. Só que feito de maneira mais divertida, em que você tem que ler de traz pra frente.
Pequeno Livro da Cozinha, guia para toda hora (de Fabiana Zanelati e Kátia Najara). Desde que esse pequenino livro de bolso das meninas do Rainhas do Larchegou à minha casa, eu ando com ele mesmo na bolsa. E cada vez que tenho uns cinco minutos, tipo espera no médico, sozinha num restaurante etc., eu começo a folheá-lo. Virou um vício. É a idéia mais fofa de livro de cozinha dos últimos tempos. Elas reuniram em uma palma da mão: dicas de utensílios que toda boa cozinha deve ter, como deve ser seu ambiente, boas práticas, higiene, pré-preparo dos alimentos, cuidados básicos, economia doméstica, como planejar o cardápio, como montar a lista de compras, cozinha ecológica, como aproveitar tudo de cada alimento, receitas básicas (de arroz branco e feijão a ovos mexidos) e como montar a mesa. A idéia é tudo fácil, mas bem gostoso, como a gente quer, aliás, para agradar dentro de casa e os amigos.
Cora Coralina, doceira e poeta, esse é obrigatório para quem tem qualquer amor por comida e por literatura sobre comida. O livro tem lindíssimas fotografias dos famosos doces da poeta Cora Coralina e também de Goiás Velho, a terra onde viveu boa parte de sua vida e onde existe hoje seu centro cultural. E mescla trechos de seus poemas com receitas que você quer sair correndo para fazer. Eu tenho um pouco de implicância hoje com essa “literatura gastronômica de avó”. Não que eu não goste de comida de avó, muito pelo contrário. Mas é que hoje tudo virou “minha avó fazia”. Mas, nesse caso, é perfeito! Uma avó que, como a minha, fazia doce de abóbora com cal, para criar a casquinha crocante, e ainda ambrosia, cocada de fita, mãe Benta, bombocados, doce de figo verde….. sempre em tachos de cobre e embrulhados em caixas de papelão com celofane, fechadas com fitas. E ainda escrevia versos lindos e de uma simplicidade e elegância comoventes. @
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Programa Literatura em Foco
Todas as terças-feiras, às 21h e 45m, no Amazonsat,
Apresentação Abrahim Baze
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Cláudio, o imortal
O escritor e historiador amazonense Cláudio Rezende Amazonas (claudiorezendeamazonas@yahoo.com.br), tomou posse no dia 26 como membro da Academia de Letras e Artes de Paranapuã, no Rio de Janeiro.
De acordo com Eliane Mariath Dantas, presidente da ALAP, “o currículo de Cláudio Amazonas foi avaliado pelo nosso Conselho Consultivo e endossado por todos nós da Diretoria, que nos sentimos honrados em podermos contar com tão ilustre par na corrente em prol da cultura do nosso querido país”.
Cláudio Amazonas é autor de três livros de pesquisas históricas: Memórias do Alto da Bela Vista; Gonçalo, o Rei da Noite; e Constantinópolis, Origens e Tradições. Nasceu no bairro de Educandos, em Manaus, em 1945, e desde então mora lá. Sua indicação para ocupar uma das cadeiras da ALAP partiu da acadêmica Tiana Sampaio, pianista, pintora e escultora, que fora professora de Cláudio em sua infância.
Como forma de homenagear o Estado que traz no nome, foi solicitado a Cláudio Amazonas que inaugurasse uma cadeira na Academia e que para ela indicasse um patrono amazonense, tendo o escritor/historiador escolhido o jornalista Umberto Calderaro Filho, que durante anos trabalhou em jornais no Rio de Janeiro e acabou por fundar em Manaus, em 1949, o jornal A Crítica, até hoje circulando diariamente na cidade. @
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Site do Affonso Romano de Sant’Anna
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A justiça no Brasil
Foi lançado no dia 26 de outubro, em São Paulo, o livro Justiça no Brasil – 200 anos de História, da Conjur Editorial (R$ 95,00). Em 240 páginas, os advogados Paulo Guilherme de Mendonça Lopes e Patrícia Rios fazem uma retrospectiva do Poder Judiciário, tendo como ponto de partida a chegada ao Brasil de Dom João VI, em 1808.
“O roteiro histórico da Justiça no Brasil é marcado por lutas, dificuldades, momentos de glória e depressão”, escreve Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e autor do prefácio.
Realizado com incentivo da Lei Rouanet, o livro foi financiado pela empresa Transmissoras Brasileiras de Energia (TBE) e pelo Ministério da Cultura e tem a apresentação do advogado Ricardo Tosto, do escritório Leite, Tosto e Barros. Leia a resenha do livro @
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Site da Leila Miccolis
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Outras artes – Artes Plásticas
Exposição: Matemáticas Tribais
De: Noleto
Onde: Galeria do Largo, Praça de São Sebastião, centro (Manaus – AM)
Quando: até 14 de fevereiro de 2010
Horas: de terça-feira a domingo, das 17 às 21 horas
Concurso Literário
O Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus visa estimular novas produções literárias na modalidade poesia e é dirigido a candidatos de qualquer nacionalidade, residentes no Brasil ou no exterior, desde que seus trabalhos sejam escritos em língua portuguesa.
Inscrições até 30 de novembro de 2009.
Crônica
As minhas, as tuas, as nossas paranóias
Vera Lima, weralima@yahoo.com.br
Uma amiga — juro que não digo o nome — me confessava esta semana, com os olhos brilhando e a pele rosada, que havia transado horrores no final de semana e estava com o ego lá em cima. Dava pra notar. A mulher estava rindo para as paredes e até das piadas — imaginem — do Faustão. Por aí vocês podem ver como ela estava bem. Aliás, retificação adequada: ela estava ótima. E aí vocês poderão concluir, como eu já concluí, que sexo faz um bem danado à pele, aos cabelos, ao corpo todo. Claro que além de tudo isso eleva a autoestima e melhora o astral.
Mas o caso aqui não é só o sexo em si porque esse todo mundo já sabe que é bom, alimenta e faz crescer. O importante é que essa minha amiga — e juro que não digo o nome —, está com evidentes quilos acima da média e andava meio por baixo. Leia-se: sem estima alguma, nem alta, nem baixa, e esse sexo casual veio a calhar para mostrar que nós mulheres somos muito mais preocupadas com os nossos físicos que os homens que cruzam a nossa maravilhosa vidinha.
Dizia-me ela, resplandecente em sua descoberta, que o parceiro de trivialidades nem havia reparado nos seus culotes avantajados, suas ancas proeminentes, seus pneus sobressalentes e aqueles pequenos detalhes que atormentam nossas cabecinhas como celulites, estrias e flacidez. O sexo rolou em clima de tesão puro e com muita adrenalina e os dois curtiram a comunhão de corpos (bonito isso, melhor que aquela outra palavra) sem outra preocupação a não ser o prazer mútuo.
E aí eu fiquei a pensar no tempo que gastamos nos preocupando com coisas que realmente talvez nem tenham tanta importância para os homens. As mulheres querem ficar bonitas e gostosas para atrair os homens. Isso é fato. Mas a verdade maior é que queremos ganhar na competição com as outras mulheres. Isso é mais fato ainda. Quando nos arrumamos muito para ir a um evento não é apenas o olhar dos homens que cobiçamos, é a vontade, o desejo maior de estar mais bonita que as outras mulheres que pintarão no mesmo espaço que nós. Nossa atenção volta-se para roupas, sapatos, acessórios e cabelos das outras, e se não nos sentimos tão bonitas nossa autoestima pode ser abalada em questão de segundos.
Se duvidam de mim reparem no despeito de algumas amigas mais afoitas e ferinas que não perdem uma oportunidade de alfinetar — ainda que seja pelas costas — as outras mulheres que se encontram no recinto. “Olha só como os peitos dela estão caídos! Cruzes!”; “menina, que barriguinha indecente dessa criatura!”; “mamamia, olha só que cara de pau, com essas canelas finas sair por aí de minissaia!”; “vê se pode, ela tá se achando com aquela calça 38 que mal cobre aquela bunda gorda”. Afe!!
É amiga, esses são apenas pequenos exemplos da maldade que povoa as cabeças femininas. Que me perdoem as amigas de plantão, mas eu realmente nunca vi um homem fazer esse tipo de comentário. Exceção seja feita aos que apreciam um rosa-chiclete, que ainda assim são bem menos maldosos que as mulheres. Você já viu um homem olhando pro outro e dizendo em tom de censura: “olha só como aquela calça tá marcando os ‘documentos’ dele!”, ou “credo, aquela camisa horrorosa nem combina com a calça que ele tá usando, tá parecendo o Didi Mocó em festa de final de ano”, ou “aposto que ele tá sem cueca só pra chamar atenção. Oferecido!!!”. Já viram? Já viram??? Pois eu nunca vi.
Os homens são tão diferentes de nós que é difícil pra cabeça deles entender o que se passa em nossas cabeças. As nóias com celulite, estrias, rugas, flacidez, pelancas e pneus são nossas e não deles. Entramos na faca, no bisturi e na tortura porque queremos ser mais bonitas e gostosas que as outras, porque na hora do rala-e-rola, é como diz a minha amiga, os interesses são muito mais objetivos e não é uma celulitezinha aqui ou uma estriazinha ali que vai acabar com o tesão dele. A não ser... a não ser... que você esteja com a cara e o corpo da Elza Soares. Aí minha amiga, a parada já é outra, e para encarar, só com uma garrafa de vodka ou com muito dinheiro na conta bancária. Ou os dois porque, com o devido perdão da palavra, nem todo mundo tem vocação pra São Jorge que encarou e matou o dragão com sua poderosa espada. @
Hino da Sociedade
Do Presidente da SOBRAMES (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores),
Dr. José Maria Chaves.
Ao prezado confrade sobramista e presidente da SOBRAMES regional do Amazonas, Dr. Simão Arão Pecher, consoante está registrado na Ata da Reunião Extraordinária da V Jornada Nacional da SOBRAMES, na cidade de São Paulo, em 18 de setembro de 2009, após as modificações e aprovação do novo estatuto da SOBRAMES – como segundo item das propostas do edital (dentro dos Assuntos Gerais): “Da mesma forma, se aprovou por unanimidade, mediante a apresentação da partitura musical, com música do sobramista Dr. Simão Arão Pecher e letra da sobramista Dra. Maria Ilnah Soares e Silva, o Hino da SOBRAMES”.
Abraços de João de Deus P. Silva
1º Secretário da SOBRAMES
Poesia
O Livro
Jorge Tufic, jorgetufic@hotmail.com
(para Sérgio Braga)
Não se mude o teu formato
ó livro de quatro quinas,
pois é neste mundo exato
que estão as coisas divinas.
2
O livro, repositório
de tanto conhecimento,
desafia o provisório
na escrita de um monumento.
3
De tantos livros que empilho
onde está o número um?
Uns aos outros se dão brilho,
a claridade é comum.
4
Os quilômetros que tenho
de leituras nesta vida,
dão-me a paz de um velho engenho
sobre a riqueza auferida.
5
O livro – tão fácil tê-lo
como o pão, nossa alegria;
qualquer um pode fazê-lo
com as auroras do seu dia.
6
O livro não tem tamanho
nem se define o saber,
sem ele – que mundo estranho,
nada fácil de entender.
7
Pedras gravadas a mão
e rolos de pergaminho...
tantos caminhos se vão
para tê-lo em meu caminho.
8
Repousado sobre a mesa
ou de lombada na estante,
o livro guarda a beleza
do mais incrível diamante.
9
Foi nas página de um livro
que mergulhei feito um peixe,
destas águas não me livro,
de estar só nunca me queixe.
10
O livro, a lavra, a vontade
de ver além, muito além,
nele se aprende a verdade
tão vária, tão de ninguém.
11
Diz o poeta que Cristo
não tinha livros nem nada,
mas graças a tudo isto,
temos a História Sagrada.
12
Ser autor, ver tua cara
junto a gráfica escritura!
Não parece coisa rara,
é do livro essa loucura.
Lênin morreu de sífilis
Um novo livro sobre a vida de Vladimir Lênin sustenta que o revolucionário russo, e um dos fundadores da União Soviética, morreu de sífilis, doença que teria contraído em Paris depois de uma relação sexual com uma prostituta.
Segundo a autora da obra, Helen Rappaport, especialista em história russa, diferentes documentos indicam que Lênin teve sífilis, da qual também foram vítimas outros homens famosos.
Rappaport afirma que os sintomas da sífilis de Lênin eram visíveis e que muitos hierarcas russos suspeitavam de que sofria da doença, mas foram proibidos de falar sobre isso até a morte do líder político, em 1924, aos 53 anos.
Os documentos oficiais da época atribuem seu falecimento a três ataques apopléticos sofridos nos dois últimos anos de sua vida e às sequelas de uma tentativa de assassinato em 1918.
Rappaport baseia sua afirmação em um relatório do famoso cientista Ivan Pavlov no qual este afirmava que a revolução tinha sido feita por "um louco com o cérebro sifilítico".
Em seu livro, intitulado Conspirator: Lenin in Exile (Conspirador: Lênin no Exílio, em tradução livre), a historiadora sustenta que o líder russo contraiu sífilis de uma prostituta de Paris em 1902.
Segundo Rappaport, a afirmação de Pavlov sobre Lênin aparece em documentos mantidos na universidade americana de Columbia e nos quais se reproduz uma conversa de 1928 em Paris do primeiro com outro cientista, Mikhail Zernov.
"Pavlov disse a Zernov que Lênin tinha sífilis e manifestava todos os sintomas" da doença, afirma a historiadora.
De acordo com Rappaport, "Pavlov conhecia os cientistas convocados a examinar o cérebro de Lênin depois de sua morte e todos coincidiram nesse diagnóstico". @
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Sebo O Alienista
Praça da Polícia (diariamente) e Feira da Eduardo Ribeiro (aos domingos)
Com um amigo desses...
Fábio Sormani
Magic Johnson acaba de lançar um novo livro nos EUA. Nele, ele desce a lenha em Isiah Thomas, até então considerado seu melhor amigo dentro da NBA. Voltando ao passado, Magic fez grandes gestões junto a Michael Jordan e Scottie Pippen para que o nome de Isiah fosse aprovado e ele fizesse parte do Dream Team de Barcelona. Como MJ e Pip disseram não, a USA Basketball acabou convocando John Stockton para os Jogos Olímpicos de Barcelona-92.
Pois não é que Magic, como disse, atacou veementemente seu antigo afeto? Sabe por quê?
O ex-armador do Lakers (para mim o maior de todos os tempos) acusa Isiah de ter espalhado rumores sobre a sexualidade de Magic depois que este anunciou ser portador do vírus HIV.
O livro, na verdade escrito em conjunto com Larry Bird (ironicamente desafeto de Magic na época em que jogavam), será lançado nos EUA no mês que vem.
Num dos trechos, Magic diz: “Isiah questionava as pessoas sobre isso [sexualidade de Magic], e eu não acreditava no que ouvia. O único cara que eu achava que poderia estar a meu lado tinha dúvidas. Foi como se ele tivesse me chutado no estômago”.
Magic diz que seu ex-agente Lon Rosen foi quem o alertou para o falatório de Isiah, pois o ex-armador do Detroit teria dito a Rosen que estava ouvindo rumores de que Magic era gay.
No que Rosen respondeu, com veemência: “Isiah, você conhece o Earvin melhor do que ninguém!”. Resposta de Isiah: “É, mas eu não sei o que ele faz em Los Angeles”.
Com um amigo desses, quem precisa de inimigos?
O livro foi batizado When the Game Was Ours. Em bom português, Quando o Jogo era Nosso.
Vamos ver se alguma boa alma o traduz para o português para que todos tenham acesso ao livro. @
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Blog do Floriano Martins
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Poesia
Júbilo e Caída
Primeira harmonia ali te vi, não era necessário
olhar as partes de teu reino inteiro mas ali te vi
e não quis me deter em tua borda, tua borda
que está nas simples coisas cheias de tua ondulante sombra.
Que delicadamente, luz na luz, centro do dia,
você corporiza ou escolhe uma simples forma
quando nos emprestas teus olhos
e como um eterno amor nos leva da mão
a tuas criaturas, ali onde eres sim,
no animado, a infinita dança,
a queixa mesma de quanto existe.
Alta serenidade todo é teu copo e cada um
declara teu uma cor nova. É abril
de um ano que para ti não conta e no entanto
um doce calor te trouxe aqui ao meu lado. Era eu apenas
uma certeza esta manhã e a espuma do sonho
e os lados do dia se apagavam em mim.
Bastou pedir, correr ao teu contágio,
para que um sopro sobre as cinzas que empoeiravam as coisas
acendesse de novo o mundo de carbunclos,
as ametistas do ar... as múltiplas facetas
de tuas brilhantes vitrines, de onde vêm,
de que abismo profundo ou de que topo público e exposto,
de que outro tempo senão visitado,
apenas entrevisto no fogo do fogo?
Pior jejum não há, que o que há de ti.
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Blog do Simão Pessoa
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Poesia
Soneto das escolhas
Alessandra Karla, alessandrakarla@gmail.com
Antes de abrir os olhos você já está aqui
Colado em minhas pálpebras, me despertando um novo dia
Abro os olhos e me deparo com a sua imagem
Passa o dia, correm as horas, sem que você se descole de mim
Meu hóspede em período integral
Você permanece comigo mesmo à distância
E sem pedir permissão, caminha ao meu lado
Como o sol que ilumina meus passos
Enquanto você não vem, eu te encontro
No sorriso de uma criança, nas folhas caídas desse outono demorado
Na gentileza que faço a um idoso na rua
A saudade tem sido companhia constante
Nesses dias de minha solidão acompanhada
Em que me perco aqui dentro e lembro-me que sou amada
Sufoco minha vontade de gritar ao mundo
O silêncio me incomoda e sufoca meu peito
E nesse paralelo vou tratando as feridas
Desse coração alimentado pela esperança
Ando pelas ruas, guiada por um sonho
Encontro você nas flores da rua XV
Sinto seus passos junto aos meus
Ao passar sozinha em frente à catedral
É domingo mais uma vez
Estou aqui sozinha com você no pensamento
E o coração na curva entre Sul e Norte
As águas do Rio Negro chegam na lembrança
E trazem consigo o sorriso da minha criança
que a despeito da saudade, me deseja sorte
Reenvie a Revista Literária para um amigo seu que seja amante da boa literatura
Nobel de Literatura
O Prêmio Nobel da Literatura foi atribuído este ano à escritora alemã de origem romena Herta Müller, de 56 anos.
A Academia sueca sublinha que Herta Müller consegue, "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados".
Müller é autora de livros como O homem é um grande faisão sobre a terra, editado em Portugal pela Cotovia, e A terra das ameixas verdes, publicado a nível nacional pela Difel.
Nascida a 17 de Agosto de 1953, na aldeia de Nitzkydorf, perto de Timisoara, na Romênia. Estudou alemão e literatura romena na sua terra natal e trabalhou depois como tradutora numa fábrica de Timisoara, antes de ser demitida das suas funções em 1979 por se ter recusado a colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu.
Müller acabou por abandonar o seu país em 1987 para ir para a Alemanha com o marido, o também escritor Richard Wagner. Para trás deixou uma longa luta perdida pela publicação dos seus trabalhos frontalmente críticos ao regime totalitário de Ceausescu, que acabaria por ser derrubado dois anos depois de Müller sair da Romênia.
Em 1984 foi distinguida com o prêmio Aspekte e 11 anos depois recebeu o prêmio europeu de literatura Aristeion e foi eleita para a Academia Alemã para Língua e Poesia. Em 1998, recebeu o prêmio irlandês IMPAC, no ano seguinte o prêmio Franz Kafka. Em 2003, foi galardoada com o prêmio Joseph Breitbach de literatura alemã, em 2004 com o prêmio de literatura da Fundação Konrad Adenauer e, em 2006, com o prêmio Würth de literatura europeia.
A notícia da distinção com o Prêmio Nobel da Literatura 2009 apanhou desprevenida a escritora alemã. “Estou surpreendida e ainda nem acredito, de momento não posso dizer mais nada”, disse Herta Müller num comunicado divulgado pela Hanser Verlag, a editora da romancista. @
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Livro
Arquitetura do Poder
Dois anos e três meses e dez longas entrevistas com o personagem principal entre São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. Esse foi o tempo e o trabalho gastos pela professora, doutora em antropologia social e pesquisadora de políticas públicas, Iraildes Caldas Torres (iraildes.caldas@gmail.com), da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) para concluir o livro Arquitetura do Poder – memória de Gilberto Mestrinho, que, como o nome já diz, mostra um pouco do que a memória de Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo lembrou, ou quis lembrar, em sua trajetória política de 50 anos no Amazonas e fora do Estado.
“Enquanto fazia a trabalho, verifiquei que não se tratava de uma biografia de Mestrinho. Numa biografia só se escrevem coisas boas sobre o personagem. Eu queria tocar em alguns pontos delicados sobre a vida política dele e ele, para minha surpresa, concordou. Por isso Arquitetura do Poder é um livro de memórias”, esclareceu Iraildes.
A idéia de se escrever um livro sobre Mestrinho partiu de Hindemberg Frota, então reitor da UFAM. “Ele tinha um dívida de gratidão com Mestrinho que, enquanto foi senador (1999 a 2007), à frente da Comissão Mista do Orçamento, contribuiu muito com a UFAM priorizando emendas para a instituição. Daí surgiram os prédios da Faculdade de Direito, de Estudos Sociais e do ICE, no campus, sem falar que a Universidade se expandiu no interior do Estado”, disse.
Numa reunião com a professora, Hindemberg a indicou para fazer o livro. Menos de um mês depois dessa reunião, pouco antes do Natal de 2006, Iraildes se encontrou com Mestrinho e em março do ano seguinte teve início a primeira entrevista com o ex-senador, isso depois de pesquisar o seu passado em 15 jornais, sendo treze oficiais incluindo um de circulação nacional, e dois alternativos. “Do político só tinha a imagem do populista, do início da carreira, em fins da década de 1950; e do assistencialista, quando do seu retorno à política, de 1982 em diante. Nas entrevistas cara a cara com ele, descobri um Mestrinho totalmente diferente daquele que conhecia, que deixou ser publicados alguns fatos negativos de sua vida pública. Por isso a professora Marilene (Corrêa, reitora da UEA, Universidade do Estado do Amazonas) disse que o livro “é extremamente oportuno (...) espelha o resultado de um trabalho sério e ousado (...), que passa a ter importância para a história do pensamento político”.
Uma liderança natural
Iraildes explica que Arquitetura do Poder mostra o panorama da política amazonense do final da década de 1950 até o fim político de Mestrinho em 2007, quando não conseguiu se reeleger senador no ano anterior. Inicia com sua infância na pequena Lábrea de 1928, filho de uma professora primária com um abastado comerciante que, de uma hora para outra, perdeu tudo. Ainda naquela cidade principiou a sua raiva contra os jacarés (que revoltaria ecologistas pelo mundo a partir da década de 1990 ao pregar a caça de tais anfíbios) ao ver um desses animais abocanhar e comer uma criança.
Adolescente na década de 1940, já em Manaus, estudando no Colégio Estadual, e depois no Dom Bosco, conheceu e se apaixonou pela política, que resultaria em sua indicação para prefeito de Manaus com apenas 27 anos de idade.
O livro detalha as suas fugas durante a ditadura pós 1964, cassado e ameaçado de prisão e morte, e o seu retorno em grande estilo ao governo do Amazonas, em 1982.
“Concluí que Mestrinho nasceu com uma liderança natural e seu nome pode ser escrito ao lado dos de outros dois governadores que deixaram seus nomes na história da política amazonense: Eduardo Ribeiro e Álvaro Maia. Pontos positivos: a preocupação com a saúde da população com a construção dos hospitais Getúlio Vargas, 28 de Agosto, Dr. Fajardo, Casa da Criança, maternidade Balbina Mestrinho e ampliação do Instituto de Medicina Tropical, além das escolas. Ponto negativo: a intolerância com os movimentos sociais, mandando agredir grevistas no Distrito Industrial e professores, no seu segundo governo”, acrescentou.
Doente, em março deste ano, Mestrinho ainda teve tempo de ler os originais do livro e aprovar tudo o que havia sido escrito por Iraildes. “Ele fez poucas correções. Disse que esperava uma coisa e veio outra, mas estava satisfeito com o resultado”. E viu o livro pronto. “Em 30 de junho o Luiz Costa levou um exemplar para ele”.
No dia 3 de julho Mestrinho foi hospitalizado, com vários problemas de saúde, morrendo no dia 19.