REVISTA LITERÁRIA DO AMAZONAS
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Revista Literária
Evaldo Ferreira, editor – evaldo.am@hotmail.com
Manaus, segunda-feira, 7 de setembro de 2009
13 de setembro – aniversário de Aníbal Beça (in memorian)
30 de setembro – dia da Bíblia
Direto de Maceió
Na terça-feira, dia 8 de setembro, às 21h, no Rapa Nui, Praia de Ponta Verde, Maceió, o poeta Ricardo Cabús será entrevistado pelo jornalista Plínio Lins, no Projeto Conversa de Botequim. A poesia será o tema principal da conversa. Para ilustrar a noite, haverá uma amostra do Papel no Varal, com uma seleção de poemas de Cabús e de poetas que tiveram e têm influência na sua poesia. Antes e depois da entrevista o Alan Bastos estará tocando e cantando um repertório musical da melhor MPB. @
Outras artes - Música
Apresentação: Aliança Francesa e Secretaria de Cultura do Estado
O que: Violão clássico com Emmanuel Rossfelder
Onde: Teatro Amazonas (entrada franca)
Quando: 9 de setembro (quarta-feira)
Horas: 20 horas
Concurso Literário
Estão abertas até 30 de setembro de 2009 as inscrições para o Prêmio SESC de Literatura. Lançado pelo SESC em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional.
Além da divulgação das obras, o Prêmio SESC também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados pela editora Record e distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do SESC e SENAC em todo o país. Mais informações no site: http://www.sesc.com.br/premiosesc/
Livro Lançamento
Acaba de ser publicado Flagrantes do Viver, o novo livro de crônicas de Angela Togeiro, de Belo Horizonte.
Flagrantes do Viver será lançado na XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Rio Centro, de 10 a 20 de setembro, no estande da APPERJ e da ALL PRINT.
O livro reúne obras premiadas e/ou publicadas pela escritora. Crônicas que abordam temas atuais e polêmicos como a mulher e seus papéis, comportamentos, política, consumismo, globalização e ecologia, enfatizando sempre a promoção humana, a conquista da paz e outros temas sob o enfoque da autora, inseridos no contexto humanidade, visto sob a ótica da sensibilidade da escritora em como está se sentindo na grande nave do mundo.
“Eu sou uma das centenas de centenas de escritores brasileiros que carregam a bandeira do movimento Sem Editora”, disse.
Quem não puder ir à Bienal e estiver interessado em conhecer o mais recente trabalho de Angela Togeiro, pode adquiri-lo através do: http://flagrantesdovivercronicas.blogspot.com/
Concurso Literário
A Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil já está recebendo trabalhos para concorrerem nas dez modalidades literárias do 27º Concurso Literário Yoshio Takemoto, sendo três em português: haicai, poesia e conto, mais sete modalidades em japonês: shôsetsu (conto), zui-hitsu (ensaio), tanka (poesia lírica), haiku (haicai), shi (poesia livre), senryû (poesia satírica) e hon-yaku (tradução do português para o japonês).
O prazo de envio dos trabalhos é até 15 de setembro de 2009.
Outras informações no site: http://www.kakinet.com
Poesia
Um grito de Elis
Alessandra Leite, alessandrakarla@gmail.com
De repente a explosão do pranto
Um alívio, um acalanto
E o silêncio acordou os monstros
Adormecidos na contida revolta
Nem o ar quer suas palavras
que nada dizem, sufocam o nada
Redemoinho de letras
alfabeto torto, o vento devolve as letras paradas
A mistura de tudo
cabeça atrapalhada
Pessoa oculta e me revela ainda mais
Vinícius faz do riso o pranto
Neruda implora o mesmo riso
Quintana avisa sobre os monstros
No meio da poesia torta
entrelaçada nos caminhos sem fim
Um novo dia, a utopia
O amor que eu quis
As pedras, o fim do caminho
Um grito de Elis
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Sebo O Alienista
Praça da Polícia (diariamente) e Feira da Eduardo Ribeiro (aos domingos)
3084-9085
Artigo
A maçonaria e o 7 de setembro
Raimundo Colares Ribeiro*, colaresribeiro@zipmail.com.br
Em 5 de agosto de 1935, o desembargador Hamilton Mourão, soberano grão-mestre da maçonaria amazonense, assinava o Decreto nº 41, que instituía de festa maçônica o 7 de setembro e determinava serem realizadas sessões cívicas nos templos maçônicos, com a participação de maçons regulares, seus familiares e amigos, pois considerava que a Independência do Brasil constituía-se, definitivamente, como o maior acontecimento político da evolução da nação brasileira como povo livre, sendo, por conseguinte, o ponto de partida de todas as suas conquistas, desde que se realizassem nos domínios da democracia.
Ao longo de seu texto, o referido Decreto também observava que os povos só poderiam desenvolver-se quando totalmente desimpedidos da tutela e orientação de outra gente, porque, segundo ele, a liberdade sempre se destacou como a fonte mais alta e superior de aspirações políticas, e que a maçonaria brasileira, pelas vozes e pela ação de Gonçalves Ledo, José Bonifácio e outros grandes obreiros da Ordem, que tanto exerceram influência sobre o espírito de D. Pedro I, igualmente, maçom, muito contribuiu para que esse monarca fizesse a emancipação nacional, traduzido no grito de “Independência ou Morte”, a 7 de setembro de 1822.
Do mesmo modo, o ato do Grão-Mestrado expunha afirmativamente que, até então, cultivava-se, no escopo da maçonaria, a veneração e o respeito à pátria dos seus obreiros, e considerava que a magna efeméride acabava de ser, com justiça, consagrada como o Dia da Pátria, pelo Governo da República, transformando esse feito num valioso ensinamento cívico às gerações novas, e uma homenagem aos próceres daquele evento patriótico.
O documento, que trazia também a assinatura do Dr. Elviro Dantas Cavalcante e do coronel José Gonçalves Dias, respectivamente, Grande Secretário Geral e Grande Chanceler, compunha-se de três artigos, com o primeiro dizendo: “Fica instituído, de Festa Maçônica, o dia 7 de setembro, em todas as Lojas da Obediência, como data magna da pátria, e, como tal, celebrada com solenidade, por todos os Maçons Regulares”. O segundo artigo ordenava: “As Augustas e Respeitáveis Oficinas que compõem este Grande Oriente tomarão providências, a fim de que, naquela data, se realizem sessões cívicas
Hoje, passados todos esses anos, não se nota mais a tradição do abrir as portas de seus Templos, no 7 de setembro, para celebrar tão importante data, como determinava o Decreto nº 41, mas, mesmo assim, pode-se constatar a participação efetiva da maçonaria amazonense nos festejos comemorativos da Independência, destacando-se, principalmente, por fazer o encerramento das festividades alusivas à Semana da Pátria e do Amazonas, em evento tipicamente maçônico, realizado em praça pública, com a presença e aos olhos da população.
Nos últimos cinco anos, por exemplo, o evento maçônico realizou-se nos seguintes logradouros públicos: em 2004, na Praça Heliodoro Balbi, conhecida por Praça da Polícia, em frente ao Palacete Provincial; em 2005, 2006 e 2007, no Largo de São Sebastião, na confluência das ruas José Clemente com a Tapajós, ao lado do Teatro Amazonas; e em 2008, na área externa da Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, fronteiro à avenida Constantino Nery.
Com raras modificações, o cerimonial apresentado e observado nas solenidades maçônicas do dia 7 de setembro obedece às seguintes formalidades: execução de hinos patrióticos; mensagem pelo Dia da Pátria, proferida pelo grão-mestre ou seu representante; execução do Hino da Maçonaria Brasileira, de autoria de D. Pedro I; saudação à Bandeira, por um maçom previamente designado; execução do Hino Nacional Brasileiro, concomitantemente ao descerramento e guarda do Pavilhão Nacional, pelos jovens da Ordem DeMolay, patrocinada pela maçonaria; abafamento do Fogo Simbólico pelo Grão-Mestre e representante da Liga da Defesa Nacional; e, finalmente, a execução do Hino da Independência, também composto por D. Pedro I.
Neste ano de 2009, o encerramento da Semana da Pátria e do Amazonas acontecerá no Centro Cultural Povos da Amazônia, a antiga Bola da Suframa, às 17 horas, no dia 7 de setembro. Trata-se, verdadeiramente, de uma solenidade magnífica, estando todos, desde já, convidados a tomar parte e enriquecer o evento. @
*Raimundo Colares Ribeiro é presidente da Academia Amazonense Maçônica de Letras e Grande Secretário de Cultura da GLOMAM.
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Blog do Simão Pessoa
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Poesia
Se não fosse
Inácio Oliveira, inaciobidos@hotmail.com
Se não fosse essa cerveja
Onde o tempo para,
Se não fosse a tua mão
Pousada feito pássaro sobre o meu ombro,
Se não fosse esse pôr-do-sol
Que Deus fez por descuido, assim, de repente, enquanto sonhava com outro mundo,
Se não fosse esse domingo
Que se finda entre o amor e o fogo,
Se não fosse esse silêncio
De corpos suados depois do amor,
Se não fosse essa brisa
Que lambe nosso rosto como um cão amigo,
Se não fossem essas folhas caídas, esse orvalho, essas estrelas, essa lua...
Essas coisas que fazem cantar os poetas,
Se não fossem os pássaros em revoada ao anoitecer
Que nos dão lições de partir e esquecer,
Se não fosse a minha infância
De fruta colhida na árvore,
Se não fosse a minha ingenuidade
Já quase perdida,
Se não fosse essa manhã que rebenta
Que rebenta em nossa vida,
Se não fossem esses sonhos líquidos
Que se condensam com o tempo,
Se não fosse a palavra esperança
Que inauguramos a todo momento,
Se não fosse esse poema
Que eu nunca irei terminar,
O que seria? Hein, o que seria?...
Concurso Literário
Estão abertas, até 11 de setembro de 2009, as inscrições para o 1º Concurso de Poemas de Natal.
Serão aceitos unicamente poemas de versos livres, objetivando incentivar o gosto pela poesia, aprimorando e revelando novos poetas para trazer a lume o sentido do Natal em nossas vidas.
Os poemas devem ser inéditos.
Outras informações: http://apoesiapedepassagempoesiasemfronteira.blogspot.com/
Entrevista
Tufic e o Hino do Amazonas
No dia 1º o Hino do Amazonas completou 29 anos, fechando a tríade de símbolos estaduais, junto com o Escudo, de 1897, e a Bandeira, originalmente confeccionada em 1897 e atualizada em 1982.
Lançado oficialmente no dia 1º de setembro de 1980, às 8 horas, na praça do Congresso, pelo governador José Bernardino Lindoso (1979 a 1982), o Hino do Amazonas foi escolhido através de concurso realizado pelo Conselho Estadual de Cultura, em julho daquele ano, cabendo a dois grandes nomes das artes, serem os responsáveis pela sua criação: o maestro e compositor Cláudio Santoro, falecido em 1989, e o poeta, membro da Academia Amazonense de Letras, Jorge Tufic, que concedeu esta entrevista à Revista Literária.
Revista Literária – O que levou o Sr. e o maestro Cláudio Santoro a fazerem o Hino do Amazonas?
Jorge Tufic: A idéia do concurso, em âmbito nacional, para escolha da letra do Hino do Amazonas, realizado em 1980, partiu de uma pesquisa feita pelo Conselho Estadual de Cultura do Amazonas, que constatou não haver uma letra oficial, e as que haviam foram consideradas medíocres ou desatualizadas. Coube a mim o 1º lugar, com o maestro Santoro sendo escolhido depois, às pressas, para compor a música.
RL – Como foi essa parceria entre vocês dois, um homem das letras e um homem das notas musicais? E ainda sobrou espaço para Nivaldo Santiago, outro grande maestro amazonense.
JT: Minha parceria com o Santoro contou também com a do maestro Nivaldo Santiago, quando ambos partimos de Manaus com destino a Brasília, onde Santoro exercia os misteres de sua profissão de maestro da Orquestra Sinfônica do Teatro de Brasília. Desse contato nasceu a música do hino, depois considerada como uma canção para os amazonenses.
RL – Geralmente a letra nasce antes da música. Foi assim com o Hino do Amazonas?
JT: – Sim, a letra nasceu antes da música, pois, numa segunda fase, o governo do Estado já não tinha mais tempo para instituir concurso para escolha da música, posto que o hino seria lançado a 5 de setembro de 1980. Daí o convite a Cláudio Santoro, que aceitou a incumbência, embora reclamando do prazo de uma semana apenas para fazer a partitura.
RL – Quando vocês começaram e quanto tempo levou para o Hino ficar completamente pronto?
JT: – O regulamento do Concurso foi publicado cerca de dois meses antes de sua realização, e quase, por um quase somente, ele não poderia ter sido lançado em 5 de setembro. Foi um recorde espetacular.
Já com o Santoro, houve bastante discussão em torno da necessidade de adaptar a letra à música, mas em nenhum momento eu concordei com a modificação de qualquer verso ou estrofe da letra, cabendo ao Nivaldo, como arranjador, a solução do problema.
RL – O Sr. se inspirou em algum momento de nossa história para escrever os versos da letra?
JT: – Após a escolha da letra, o governador José Lindoso recomendou-me que a refizesse dentro do seguinte esquema: passado, presente e futuro, com estribilhos independentes, conforme se pode verificar com a leitura técnica do Hino, o qual, segundo as regras do hinário tradicional, compôs-se de versos eneassílabos (com nove sílabas).
RL – Após ver o Hino consagrado, o Sr., ou o Santoro, concluíram que era aquilo mesmo que queriam ter realizado?
JT: – O Santoro vibrou com o resultado principalmente porque o Hino de sua terra teria seu método preferido, criado por ele próprio: o duodecafônico. Na verdade, todos nós ficamos satisfeitos e recompensados com os sucessos obtidos.
RL – Do começo ao fim o Hino exalta a natureza e o homem, e é bem significativa a estrofe “Mas viver é destino dos fortes, nos ensina, lutando, a floresta”. O Hino, além de tudo é ecológico?
JT: – O Hino foge sobremaneira à tônica do belicismo e do mero ufanismo quando faz referência às lutas do passado, às conquistas do presente e às esperanças do
futuro, de olhos em nossa floresta. Quem sabe, ainda que não percebesse, eu tenha escrito uma letra, pros dias de hoje, ecológica.
RL – O Sr. acha que o Hino do Amazonas está sendo respeitado como tal, nas escolas ou nos locais onde é executado ou publicado?
JT: – Sim e não. Enquanto a Secretaria de Cultura zela pela integridade
da letra e da música do Hino, o mesmo não vem acontecendo com a Secretaria de Educação, cujos cadernos escolares divulgam uma letra totalmente estropiada. Lamento muito por isso, pelo simples fato de que o Hino do Amazonas tem sido considerado o melhor hino de estado brasileiro. @
Hino do Amazonas
Letra: Jorge Tufic
Música: Cláudio Santoro
Nas paragens da história o passado
é de guerras, pesar e alegria,
é vitória pousando suas asas
sobre o verde da paz que nos guia.
Assim foi que nos tempos escuros
da conquista apoiada ao canhão
novos povos plantaram seu berço,
homens livres, na planta do chão.
Amazonas de bravos que doam,
sem orgulho nem falsa nobreza,
aos que sonham, teu canto de lenda,
aos que lutam, mais vida e riqueza.
Hoje o tempo se faz claridade,
só triunfa a esperança que luta,
não há mais o mistério e das matas
um rumor de alvorada se escuta.
A palavra em ação se transforma
e a bandeira que nasce do povo
liberdade há de ter seu plano,
os grilhões destruindo de novo.
Amazonas de bravos que doam,
sem orgulho nem falsa nobreza,
aos que sonham, teu canto de lenda,
aos que lutam, mais vida e riqueza.
Tão radioso amanhece o futuro
nestes rios de pranto selvagem,
que os tambores da glória despertam
ao clarão de uma eterna paisagem.
Mas viver é destino dos fortes,
nos ensina, lutando, a floresta,
pela vida que vibra em seus ramos,
pelas aves, suas cores, sua festa.
Amazonas de bravos que doam,
sem orgulho nem falsa nobreza,
aos que sonham, teu canto de lenda,
aos que lutam, mais vida e riqueza.
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_No Tempo dos Seringais_ e _Maria Menina_,
de Evaldo Ferreira
Agora nas livrarias Valer, Nacional, Nobel e Concorde
ou pelo e-mail: evaldo.am@hotmail.com
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Concurso Literário
16ª edição do concurso literário Histórias de Trabalho.
Contos, poesias, histórias em quadrinhos, fotografias.
Inscrições até 10 de setembro de 2009 pelo site: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/
Blog do Ismael Benigno
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Concurso Literário
I Prêmio Nacional Clube de Literatura - Prêmio Geraldo Mello Mourão/Poesia/2009. Obra de Língua Portuguesa, escrita por brasileiros. Em três vias, papel A4, paragrafação em espaço duplo, Times New Roman, tamanho 12.
Número de páginas, entre 80 e 100, devem ser numeradas. Desde a primeira página, aparecerá o primeiro texto ou poesia.
Além das três vias impressas, a proposta do livro também deverá ser em CD-R, contendo o currículo do autor, com etiqueta indicando: 1 - Nome do concurso; 2 – área de inscrição: Livro Inédito; 3 – Título da obra; 4 – Pseudônimo do Autor; 5 – Curriculum (somente a palavra curriculum, demonstrando que também acompanha o conteúdo do CD).
Inscrições até 9 de setembro. Outras informações no: http://www.idealclube.org.br/eventos/literatura/index.htm
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Marcos (Tito) Sena, marcos_tito_sena@hotmail.com
Faz diagramação de livros
Diagramou, entre outros, os 44 livros dos prêmios Cidade de Manaus e História dos Bairros
3638-6717 – 9131-7965 – 9117-9998
Entrevista com o Dr. Euler Ribeiro
Há mais de 40 anos atuando na medicina, o Dr. Euler Ribeiro é especialista em pneumologia e geriatria. Também é professor, escritor e membro da Academia Amazonense de Letras. O interessante do escritor Euler Ribeiro é que seus livros são todos voltados para a saúde na terceira idade, como o último, Envelhescência, lançado recentemente.
Revista Literária – O Sr. está se especializando em livros para a terceira idade. Do Começo ao Fim. Um Novo Olhar Sobre a Vida e a Morte; Viver 100 Anos e agora Envelhescência. Essa afirmativa é verdadeira?
Euler Ribeiro: Os meus livros são fruto dos meus estudos sobre o natural processo de envelhecimento nos quais tento desmistificar o medo da velhice, e mostrar os privilégios de se chegar à idade tardia, porque quem não envelhece é porque morreu precocemente.
RL – Por que Envelhescência? Trata-se de uma palavra cunhada pelo Sr.?
ER: Envelhescência é um termo novo, que faz comparação com a outra fase da vida, a adolescência, é pouco conhecido, mas não fui eu quem o criou , já existia.
RL – Com certeza, através de seu trabalho e de seus livros, o Sr. conseguiu absorver alguma coisa, ou várias coisas boas, da terceira idade. Que bons exemplos citaria para aquelas pessoas que têm medo de chegar a essa fase da vida?
ER: Na minha experiência aprendi muito com a velhice, sobretudo o poder da conciliação, a doação de si mesmo, dividir o conhecimento com todos e, sobretudo, o difícil processo de perdoar.
RL – O Sr. tem outros livros escritos, mas frequentemente está escrevendo textos e artigos.
ER: Além dos livros já citados acima, tenho um livro quase pronto cujo tema principal será a qualidade de vida e será lançado no ano que vem. Já publiquei em revistas científicas várias pesquisas sobre envelhecimento dos povos da floresta, e por outro lado tenho alguns capítulos de livros de outros autores já publicados para os quais fui convidado. @
Solicitações: eer@vivax.com.br
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Blog do Arnaldo Garcez
http://www.arnaldogarcez.blogspot.com
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Concurso Literário
A Secretaria da Cultura de Cachoeirinha informa que estarão abertas, até 22 de setembro de 2009, as inscrições para o Concurso Nacional de Literatura Jorge Ribeiro - edição 2009, na categoria Contos, Poesias e Crônicas.
O Concurso integrará a programação do Encontro Literário (antes denominado Feira do Livro), que ocorrerá em novembro deste ano. Outras informações:
concursodeliteraturajorgeribeiro@yahoo.com.br
Crônica
Meus mortos hão de vir no fim da tarde
Rogel Samuel, rogelsamuel@hotmail.com
De minha cara amiga Graça Carvalho recebi um precioso presente, a “Cartilha do bem sofrer com lições de bem amar”, do seu pai, o super-poeta amazonense Farias de Carvalho, publicada em 1967 e desde então esgotada.
Lá re-encontro o poema “Ocaso”, que não lia desde que Farias de Carvalho foi meu professor, no noturno do Colégio Estadual, onde ele lecionava literatura e eu tanto aprendia com ele: “Meus mortos hão de vir no fim da tarde”.
Só dá para ler este belo texto quem o situa na Manaus da década de 1950, ou início de 1960, quando foi ele escrito.
Aquela era uma cidade sem iluminação, ilhada no meio da maior floresta tropical do mundo. Ao cair da tarde, as perigosas trevas da floresta invadiam, a nostalgia da escuridão e da morte ameaçava, aquele rio Negro ficava realmente negro. negro como a Morte Negra. Negro da morte de 28 mil índios vitimados em 1729, numa hecatombe nunca esquecida por aquelas margens, de tal sorte que perto dali há um rio, chamado rio Urubu, “rio doente para sempre, / desde o município de Silves”, como certa vez escrevi; rio onde um dia meu pai não me deixou mergulhar, “como se ali o rio pudesse / para sempre me tragar”.
Naquelas águas estão sepultados nossos antepassados e o grande guerreiro Ajuricaba, o herói que está em toda a parte ao mesmo tempo [Aiuricaua], rio de sangue Negro, de espinhos venenosos, de cadáveres históricos. Há demônios nas margens e eu me lembro da impressão trágica, da depressão que nos assaltava, ao cair da tarde, quando a cidade invadida por nuvens de moscas besouros, piuns, carapanãs sanguessugas, corujas, e aranhas peludas que saíam de seus esconderijos, e escorpiões de ébano que procuravam caça, a floresta ameaçada agora ameaçava, retomava e reconquistava o seu lugar em São João da Barra, nos expulsando para sempre, tudo debaixo da gloriosa chuva do ouro do mais esplendoroso por-de-sol do mundo, algo como explosão de bomba atômica terminal, final, de fim de mundo, finnisterra, que se expandia em coloridas nuvens para todos os lados, junto com misteriosas aves do entardecer.
Ajuricaba veio do rio Hiiaá, na margem esquerda do Negro, entre o Padauari e o Aujurá, no distrito de Lamalonga. Para salvar seu filho caiu em emboscada e foi prisioneiro da Coroa Portuguesa, em 1729, a Coroa o queria vivo para o supliciar com castigo e morte. No caminho, Ajuricaba, que era homem fortíssimo, arrancou do poste o grampo que o prendia e, com as correntes nas mãos algemadas, faz a matança dos soldados portugueses antes de se precipitar nas águas escuras do rio Negro, onde morreu, não sem antes as amaldiçoar, e diz a lenda que é por isso que aquelas águas são estéreis, e não têm peixe. Logo depois, em vingança, o capitão Belchior Mendes de Moraes dizimou 300 malocas, matando em sacrifício mais de 28 mil índios das margens do rio que passou a se chamar rio Urubu devido à montanha de cadáveres. E mais tarde balesteiros, sob o comando de um padre de nome piedoso, frei José dos Inocentes, depois nome de rua de puta em Manaus, espalharam roupas contaminadas com varíola que disseminaram uma gigantesca epidemia que infectou 40 mil índios, arruinados de varíola, que é uma doença infecto-contagiosa, virulenta, que apodrece o corpo ainda vivo com erupções de pus e raquialgia, pápulas, pústulas, cegueira e agonia de uma morte bacteriológica lenta, os cadáveres semi-vivos sendo devorados por moscas, piuns, carapanãs, mutucas, cabo-verdes, potós, catuquis, marimbondos, suvelas, besouros e formigas. A saúva antropófaga devora um corpo em 20 minutos. Na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em 1908, os mortos largados no caminho para serem enterrados na volta (30.430 operários foram internados no Hospital da Candelária, entre 1908 e 1912) e quando a locomotiva voltava só encontrava ossos brancos e limpos, comidos pelas saúvas. E também a formiga-de-fogo, a saca-saia, a lava-pés, a manhura, a cabeçuda, a taioca, a carregadeira, a táxi, a tracuá, a tocandira, peluda, enorme, venenosa, uma única picada basta para abater um homem, com fortes dores e febre, usada pelos índios na iniciação masculina dos garotos, que tinham de enfiar o braço numa cumbuca de tocandiras para provar que eram machos. E a formiga roceira, e a cortadeira, e a guerreira, a correição. Von Martius descreveu populações inteiras fugindo das formigas. As açucareiras eram capazes de fazer recuar um inteiro exército!
Por isso os mortos vinham no fim da tarde, “molhados da ferrugem líquida do rio”, diz o poeta, “que banha as margens deste ... silêncio lúcido e sonoro / que embala na praia ao fim das tardes / os olhos de éter dos defuntos tortos / que lambem com o olhar a praia longe”. Além disso, o trágico planger dos sinos da Matriz, construída por índios, da igreja de São Sebastião, da igreja dos Remédios, que se ouviam na inteira cidade, graves, ameaçadores, profundos, lembravam a Morte, e as rádios todas tocavam umas Avemarias, a Rádio Baré, a Difusora, a Rio-Mar, rádios de meu tempo, e misteriosas velhas beatas vestidas de negro, veladas, engolfadas, balbuciantes de preces, que se dirigiam às missas, entrando ainda sob a saraivada de toques dos imensos sinos magistrais.
É claro que, para nós, jovens poetas, devassos e boêmios, era a hora de nos preparar para as aulas e depois beber no Bacurau, no início da João Coelho, junto com catraieiros, prostitutas, mendigos e bandidos alcoólatras, provando aqueles peixes fritos, o pacu, a sardinha, o matrinchão, entre goles de cachaça barata; ou íamos para o Bar Bolero, que ficava na Cachoeirinha, na Rua Belém (creio eu, pois a memória já me falha), onde ouvíamos Nelson Gonçalves cantar os maiores sucessos em serenata, como os “Lábios que beijei”, e isso ia até ao raiar do dia, quando voltávamos, bêbados, felizes, para nossas casas, a pé, sob o latido generalizado dos cachorros dentro dos muros das casas, cães que não compreendiam por que tão tarde (e tão cedo) passávamos nós por ali, no deserto das ruas que um dia inspirou o poeta L. Ruas a escrever:
Ah! Esta lua
Neste fim de rua
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Blogs do Zemaria Pinto
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Crônica
Da morte se nasce para a vida
Alessandra Leite, alessandrakarla@gmail.com
O silêncio que se fez entre os que deixavam a sala do cinema me fez pensar sobre a sinergia entre vida, morte, tempo, valores e amores. Quando os olhos de Benjamin Button se fecharam para sempre enquanto ele dormia no colo da mulher amada, aquela história parecia inebriar o ambiente. Nunca havia visto tanto silêncio ao final de uma sessão.
Parecia mesmo que todos saíram dali melhores, maiores ou menores, mas não indiferentes ou da mesma forma que entraram. Mesmo sabendo mais ou menos tudo o que aquele enredo prometia, eu não conseguia desgrudar os olhos da tela, não me permitia perder sequer uma frase. Foram mais de duas horas de muito aprendizado.
Nos primeiros momentos o ato sublime de amor de uma mulher que adotou aquela "velha criança" sem pensar duas vezes. Simplesmente amor. Amor pela humanidade. Amor incondicional. Sendo um menino velho, a morte era lugar-comum no asilo em que morava com a mãe. Amigos morriam a todo instante, novos amigos velhos chegavam. Só ele rejuvenescia, despertando em mim questionamentos sobre a transitoriedade da vida. Sobre o que importa e faz sentido. Mesmo com a vida de trás pra frente, nada é permanente. Nada é perfeito ou eterno.
A vida do "velho menino" era ainda mais intensa talvez por ele não ter a noção de que caminhava para a morte. A vida e a juventude chegavam lentamente todos os dias.
Um amor verdadeiro e irrenunciável, despertado desde o primeiro olhar trocado entre o "ancião" e a menina Daisy. Amor este que destoou da simetria imposta pelo tempo, mas que mostrou a intensidade do que não se esgota na pele. Vai muito além... Porções de tolerância, amor, paciência e da decisão de viver sempre submersos no momento presente, dão a tônica de uma história apaixonante. Não havia futuro. Só havia a vida da forma como se apresentava. Precisava ser vivida.
O comentário de uma senhora na fila do estacionamento me chamou a atenção: "é a mesma coisa nascer velho ou bebê. São os mesmos conflitos. O que muda é o fato de não se ter a percepção de que a vida caminha para o fim". É. De fato. Inevitáveis são os conflitos.
O que nos resta é entender a orquestra da existência. Ser o que quisermos, alimentar sempre o que nos traz alegria, não deixar morrer a paixão e não desistir de nossos sonhos, mesmo que pareçam os mais inatingíveis. Ser respeitado pelas decisões tomadas, pelo que você é e não apenas pelo que tem. Porque a essência de tudo é o amor que permeia cada passo dado, certo ou errado, mas necessários para que tudo aconteça exatamente como deve ser.
Ainda inebriada por aquela mulher, no leito da morte, pedindo que a filha lesse o diário de Button, saio da sala e escuto "Send me an angel", de Scorpions, na praça de alimentação. Os anjos nos são enviados todos os dias. Pode ser um olhar, um sorriso, um livro raro, uma música ou um filme que vai te marcar para sempre. Absorvida a beleza daquele amor inesgotável, a despeito dos sentidos contrários entre rugas e fraldas, me refiz das lágrimas, mas o coração continuava apertado. Algo mudou a partir dali. Merece todas as estatuetas aquela velha criança de olhar doce. @
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Blog do Rogel Samuel
http://literaturarogelsamuel.blogspot.com/
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Homenagem póstuma ao poeta
Partitura
Anibal Beça
Para o parceiro Gonzaga Blantez
Os conchavos achados nos meus versos
convertem-se nutriz dessa conversa
que troco em parceria que se expressa
no som da melodia que alimento.
Regendo o natural e o dissonante
no musical persigo o diferente
sabendo que a viagem não se inventa
e o novo às vezes pousa simplesmente.
O sol de agora acorda em meu acorde
vem retocar a lira de Odisseu
e a novidade mescla-se em retoque
voltando à cena de outro coliseu.
Na arena enfrento feras com bodoque
mas deixo-as dominadas e à reboque.
Outono manauara, 28 de abril de 2009
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Site da Leila Miccolis
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Concurso Literário
O II Prêmio Literário Canon de Poesia 2009 é promovido pela Canon do Brasil Ind. e Com. Ltda., pela Fábrica de Livros e pelo Grupo Editorial Scortecci, para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil. Conta com o apoio institucional do Portal Amigos do Livro. Tem por objetivo descobrir novos talentos, promover a literatura e difundir a impressão digital de livros no Brasil. Não há necessidade de a poesia ser inédita.
Inscrições até 15 de setembro de 2009 pelo site:
http://www.concursosliterarios.com.br/formulario.php?id=289
Entrevista Carmen Novoa
Carmen Novoa Silva escreve para jornais desde 1978, artigos, crônicas e prosa poética. Com Pepeta, páginas de vida e história chega ao quinto livro editado.
O primeiro livro de Carmen foi Trilhos de Prata, seguido por Decálogo de Manaus, Credo à Imaculada do Amazonas e Canção a Manaus (todos em prosa poética). Carmen considera Pepeta... um trabalho biográfico, porém, contextualizado com a época, tendo como pano de fundo os principais movimentos culturais, sociais, econômicos e religiosos dos anos 40 a 70. Desde 1994 ela pertence à Academia Amazonense de Letras.
Revista Literária – Por que você resolveu escrever um livro sobre José Ricardo dos Santos Silva, o Pepeta?
Carmen Novoa Silva: Porque só quem conheceu a paixão coletiva do manauense pelo esporte futebolístico naqueles anos pode avaliar a cobrança feita hoje sobre o acervo e a história daquele que a torcida considera um dos maiores ídolos do esporte local. Dado essa situação resolvi por no livro todo material guardado sobre o assunto.
RL – Em se tratando de um relançamento, é sinal que a primeira edição, de 2007, fez sucesso e esgotou. É isso mesmo?
CNS: Sim. Por isso, em parceria com a Editora Valer ficou acertado o lançamento da segunda edição, visando atender aqueles que procuram o livro na livraria Valer.
RL – Que novidades vêm junto com essa nova edição?
CNS: A novidade desta segunda edição é a formatação em tamanho de livro padrão já que a primeira possuía a característica de livro de mesa (luxo) o que onerava e muito sua aquisição para aqueles que desejavam algo mais acessível às suas possibilidades.
RL – Por que você escolheu exatamente o dia 24 de agosto para relançar o livro?
CNS: Porque é uma data histórica para a família nacionalina. Nessa data, há 40 anos, aconteceu o jogo mais lembrado pela torcida azul e branco, quando num domingo, no Maracanã, o Nacional conquistou o troféu do torneio Centro-Sul e Norte-Nordeste ao vencer o Maringá do Paraná por 1X0. Gol de Pepeta.
RL – O livro é recheado de fotos. Onde pesquisou esse material?
CNS: Umas fotos são inéditas tiradas pelo próprio Pepeta, do alto do caminhão de bombeiros, que trouxe o time do Nacional que acabara de conquistar o troféu, no torneio. A importância do fato foi tanta que o governador Danilo de Mattos Areosa decretou dois dias de ponto facultativo no Estado pelo fato.
A pesquisa foi feita nos jornais de 1969, na Biblioteca Pública. Levou cerca de dois meses para ser concluída. Além desse material, tem o extenso acervo do próprio Pepeta, incluindo reportagens no jornal Estado de S. Paulo e O Globo, sobre o gol da vitória feito por ele.
RL – Na sua opinião, e na do Pepeta, já que você acabou casando com ele, qual a diferença do futebol da época em que ele jogava e o praticado hoje, em Manaus?
CNS: Só podemos falar daquilo que se viveu: o amor à camisa. A vontade de agradar a torcida. O empenho de empresas que possam ajudar os times hoje são poucas.
O Vivaldão, por exemplo, foi construído graças ao empenho empresarial que doava um percentual de suas vendas aos cofres do Estado para a consecução exitosa da obra. Empresas como as Fábricas Magistral, Real, Andrade, Baré, Luséia, Tuchaua, entre várias outras.
RL – Junto com Pepeta, que outros nomes você destaca no livro?
CNS: Prefiro falar do coletivo. Este sobrepuja a individualidade. Sem o grupo coeso, unido e talentoso, jamais haveria êxito. Mas destacamos a determinação dos dirigentes do Nacional à época como Dr. Alfredo Ferreira Pedras e o eterno presidente da FAF, Flaviano Limongi.
RL – O seu livro é somente para os amantes do futebol?
CNS: O livro, como já falei, é contextualizado com aqueles anos por isso torna-se uma leitura agradável em que se rememora não só o feito do Nacional, mas toda a ambientação de uma cidade ainda com 300 mil habitantes, e os que não o eram aqui fincavam raízes tendo compromisso com a terra. Manaus era então chamada “Cidade Sorriso”. O livro não é exclusivamente direcionado a números e tecnicismo, mas a prosa poética evolui das páginas sem o sentir.
RL – Por que Pepeta?
CNS: Porque, quando criança, ele gostava de brincar com os pequenos papagaios de papel, então chamados de pepetas. O apelido “pegou”, para horror de sua mãe. Mas para ele é de um caráter único. Sua própria pele. Sua impressão digital. @
Pepeta, páginas de vida e história, de Carmen Novoa Silva
Solicitações: novoasilva@yahoo.com.br
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Outras artes - Artes Plásticas
Exposição: Arché Olhar
O que: Pinturas de Otoni Mesquita
Onde: Galeria do ICBEU – av. Joaquim Nabuco, 1286
Quando: Até 18 de setembro
Horas: horário comercial
Programa Literatura em Foco
Todas as terças-feiras, às 21h e 45m, no Amazonsat,
Apresentação Abrahim Baze
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Entrevista com Marcos Frederico Krüger
Reunindo mais de 53 contos, os professores Tenório Telles e Marcos Frederico Krüger lançaram o livro Antologia do Conto do Amazonas. Dividido em duas categorias: Mitologia e Folclore e Literatura, Antologia... é uma coleção de contos expressivos do imaginário amazônico, um passeio pela história da produção ficcional no Amazonas, tendo como cenário a paisagem regional, os dramas humanos e o universo mágico que enforma a subjetividade dos habitantes da pátria das águas.
Revista Literária – Por que você e Tenório Telles resolveram organizar essa Antologia do Conto do Amazonas?
Marcos Frederico Krüger: Por que não há antologias do conto no Amazonas. A última (e talvez única) foi feita na década de 1970 por Arthur Engrácio. Nestes quase 40 anos muita coisa aconteceu ou precisou ser atualizada.
RL – Que critérios usaram para reunir os contistas?
MFK: Lemos toda a produção contística e selecionamos os textos pela qualidade dos autores ou pela importância histórica.
RL – O livro ficou bastante rico de contos. Você acha que daria para fazer quantos outros livros com o mesmo nível de qualidade?
MFK: Repetindo os autores, daria para fazer mais uns dois.
RL – Contistas do século XIX e XX fazem parte da Antologia... Como estão as produções dos contistas do século XXI?
MFK: Do século XXI já constam a Vera do Val (que ganhou o Prêmio Jabuti em 2008), o João Pinto e o Allison Leão. Mas o século está começando agora, vamos esperar que outros talentos surjam.
RL – Na sua opinião, quem seriam os contistas por excelência, no Amazonas?
MFK: Aí é difícil responder. Mas, vou tentar mediante segmentação. Dentre os viajantes, Alberto Rangel. No Clube da Madrugada, o quarteto de excelência é formado por Benjamin Sanches, Astrid Cabral, Erasmo Linhares e Carlos Gomes. Na atualidade, despontam Vera do Val e João Pinto. Certamente esqueci alguém que deveria ser referido. @
- Antologia do Conto do Amazonas, de Tenório Telles e Marcos F. Krüger
Solicitações: marcosfrederico@vivax.com.br
Ivan Teixeira analisa O alienista
A escrita paratática e pós-moderna de Esdras do Nascimento
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Os hedonistas geralmente são alvos da crítica pelo apetite ao prazer
Estudo comparativo dos romances A selva, Beiradão e O amante das amazonas
Escritores brasileiros abordaram amplamente os ciclos econômicos através de sua prosa.
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