Dilson Lages Monteiro Quinta-feira, 24 de julho de 2014
RECONTANDO ESTÓRIAS DO DOMÍNIO PÚBLICO - F. B.
Flávio Bittencourt
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Teatro de sombras, linguagem do maravilhoso mundo de seres, mãos e bonecos animados

 

[Flávio Bittencourt]

Teatro de sombras, linguagem do maravilhoso mundo de seres, mãos e bonecos animados

 

Em junho, julho e agosto de 2010, a Companhia A Roda, de teatro de bonecos, apresentou uma versão de sombras animadas do mito indígena da descoberta do fogo, em Salvador, Bahia.

 

 

 

 

 

 

Ficheiro:Mamut NDH 2.JPG
 

MAMUTE TAL COMO SE IMAGINA QUE ELE FOI

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mamut_NDH_2.JPG,

sendo que, na fotografia a seguir reproduzida, pode-se ver

o esqueleto de um mamute tal como ele efetivamente é) 

 

 

 

 

Mamute
ColumbianMammoth CollegeOfEasternUtah.jpg
 
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
 
Filo: Chordata
 
Classe: Mammalia
 
Ordem: Proboscidea
 
Família: Elephantidae
 
Género: Mammuthus
Brookes, 1827

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Mamute)

 

 

 

Esta alegoria, também chamada Mito da Caverna foi escrita por Platão século IV a.C, está contida no livro VII da Republica de Platão. É Leitura imprescindível para todas as pessoas de qualquer área de atuação. Para ler mais Clique Aqui! »

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(http://www.benitopepe.com.br/tag/platao/)

 

 

 

 

NOTÍCIA VEICULADA PELA BBC, DE LONDRES
(em português)

 

"Cientistas anunciam projeto para clonar mamutes 

 

Pintura de um mamute
Organização da Expo 2005 quer exibir um mamute inteiro

Cientistas russos e japoneses anunciaram que vão tentar clonar mamutes a partir dos restos do que se acredita ser uma perna do animal extinto, encontrada na região de Yakutsk, na Rússia.

Os supostos restos de mamute encontrados no ano passado já estão no Centro Gifu de Ciência e Tecnologia, da Universidade de Kinki, no oeste do Japão.

"Amostras da medula óssea, da pele e dos músculos, congelados em nitrogênio líquido parecem estar perfeitos. Mas ainda temos que confirmar, primeiro, se realmente são de um mamute", disse o presidente do centro, Akira Iritani.

O DNA pode ter sido danificado ou não estar suficientemente conservado para a clonagem, já que os restos têm entre 200 mil e 300 mil anos, segundo os cientistas.

Elefantes

Os pesquisadores pretendem usar óvulos de elefantas no processo de clonagem.

O Centro Viktor de Pesquisas em Virologia e Biotecnologia da Rússia está trabalhando junto com os japoneses para realizar a experiência.

No ano passado, a Vladivostock News, da Rússia, afirmou que os cientistas acreditavam poder ressuscitar animais extintos como mamutes e rinocerontes de pelo longo – para abrir um parque de safari pré-histórico no norte da Sibéria.

A infra-estrutura limitada da região era vista como um dos obstáculos para a criação do santuário.

Atualmente, os mamutes parecem estar na crista da onda.

A região de Aichi, no centro do Japão, que vai sediar a exposição mundial Expo 2005, apresentou planos para escavar um mamute congelado inteiro e exibi-lo na feira.

Comissão do Mamute

Seto e outras cidades de Aichi, 250 quilômetros a oeste de Tóquio, fundaram o Comissão de Organização da Excavação e Exibição do Mamute para enviar uma equipe de exploração à capa polar da Sibéria.

Excavação de restos de mamute
Região da Sibéria teria vários mamutes congelados

"Acredito que as nossas chances de sucesso ficam entre 80% e 90%, haja vista os avanços tecnológicos acumulados ao longo dos anos", disse Shinji Furukawa, presidente da nova comissão.

Se o projeto for concretizado, o painel impressionaria muito os visitantes, afirmou Furukawa.

A expedição deve ir a Khatanga e Yakutsk, na Sibéria, no terceiro trimestre. Outra missão está planejada para 2004.

Os organizadores pretendem transportar o mamute congelado para o Japão em maio de 2005.

Custos

Furukawa disse que a primeira expedição deve custar cerca de US$ 847 mil.

Um dos integrantes da comissão do mamute, Takeshi Matsuda, disse vários corpos inteiros dos animais extintos já foram encontrados no passado.

"Mas nenhum deles foi escavado e preservado em perfeitas condições, já que corpos congelados começam a apodrecer assim que saem do gelo", explicou.

"A questão não é se existem corpos inteiros, mas se vamos acertar o tempo e os métodos de escavação", arrematou Matsuda".

(http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/07/030718_mamuteebc.shtml)

 

 

 

 

 
 

 

 

SALVADOR, BAHIA (BRASIL): ESCULTURA NO PRIMEIRO PLANO, E, AO FUNDO, CIDADE BAIXA, CIDADE ALTA E ELEVADOR LACERDA

(SÓ A FOTO, SEM A LEGENDA ACIMA DIGITADA:

http://vansbeteltransportes.site90.net/link/Comercio/cidadebaixa.htm)

 

 

 

 

Ficheiro:OFB-Qianlongsatz03-Krieger.JPG

A MILENAR ORIGEM DO TEATRO DE SOMBRAS ANIMADAS É CHINESA 

(SEM A LEGENDA LIDA LOGO ACIMA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_de_sombras

 

 

 

 

EDUCAÇÃO DO FUTURO PONTO ORG / SEÇÃO RISCOS E RABISCOS  

"Sombras com as mãos

Consegues fazer animais com as mãos? Só precisas de uma lanterna poderosa e de uma parede. Vamos experimentar que animais conseguimos fazer!!! Depois cria uma história com as sombras e envia-nos o teu trabalho! 

             Material: Lanterna, parede.

             Como fazer: Aponta a lanterna para a parede. Coloca a tua mão entre a luz e a parede, de modo a que a tua mão faça uma sombra naquela. Move a lanterna até encontrares a sombra mais definida possível. Agora só tens que colocar as mãos nas mesmas posições que surgem nas figuras e eis que os animais surgem na parede.       
       

             Caso consigas fazer mais algum animal, envia-nos um texto ilustrado a explicar como fizeste. Também nos podes enviar vídeos, fotos das tuas tentativas e a tua história para: correioriscoserabiscos@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail .

 Sombra de cão feita com as mãos  Sombra de porco feita com as mãos

 Cão

 Porco

 Sombra de burro feita com as mãos  Sombra de galo feita com as mãos

 Burro

 Galo

 Sombra de boi feita com as mãos  sombra de caracol feita com as mãos

 Touro

 Caracol

 Sombra de peru feita com as mãos  Sombra de pantera feita com as mãos

 Peru

 Pantera

 Sombra de ganso feita com as mãos  Sombra de pássaro feita com as mãos

 Ganso

 Pássaro

 Sombra de cardeal feita com as mãos  Sombra de coelho feita com as mãos

 Cardeal

 Coelho

 Sombra de elefante feita com as mãos  Sombra de canguru feita com as mãos

 Elefante

 Canguru

          Se quiseres podes fazer download do livro Hand Shadows To Be Thrown Upon The Wall de Henry Bursill, que integra o projecto Gutenberg, com algumas ideias para sombras com as mãos em: http://www.gutenberg.org/etext/12962.
 
          Imagens retiradas do livro acima referido e dos sites: 

http://www.kellys.com/ashley/shadow.html http://www.centres.ex.ac.uk/bill.douglas/Schools/shadows/shadows2.htm

(http://educacaodofuturo.org/rabiscos/index.php?option=com_content&task=view&id=225&Itemid=34)

 

 

 

"É POSSÍVEL QUE A VONTADE DE CLONAR MAMUTES NÃO CONSIGA ESCONDER, EM QUE (LITERALMENTE) PESE O TAMANHO MUITO GRANDE DO ANIMAL, O INTUITO DE CIENTISTAS AÉTICOS DE INICIAR A PRODUÇÃO EM SÉRIE DA TERRIVELMENTE ASSUSTADORA CLONAGEM DE SERES HUMANOS; DE QUALQUER FORMA, SE CONSEGUIRMOS VER UM MAMUTE "ANTEDILUVIANO" - ou seja, do Pleistoceno Superior: TEMPO EM QUE O HOMEM INVENTOU O "cinema" DE SOMBRAS NA CAVERNA - ANDANDO POR AÍ, SERÁ MAIS DO QUE INTERESSANTE!"

COLUNA "Recontando estórias do domínio público"

 

 

 

 

28.11.2010 - A milenar origem do teatro de sombras animadas, com a linguagem que hoje conhecemos, é chinesa - Ocorre que, com o domínio do fogo pelos nosso ancestrais, muito antes, no Pleistoceno (quando o ser humano convivia com a megafauna, que abarcava preguiças-gigantes, tatus-gigantes, tigres-de-dente-de-sabre, paquidermes pré-elefantinos como os enormes mamutes e assim por diante), desde que nossos antepassados passaram a fazer fogueiras na hora que bem desejavam, possivelmente nas paredes da cavernas, quando, nos vãos de entrada havia queima de materiais naturais, as sombras das danças dos nativos já eram projetadas NAS TELAS DAQUELAS MARAVILHOSAS SALAS DE PROJEÇÃO "CINEMATOGRÁFICA" DA PRÉ-HISTÓRIA, que poderíamos denominar, sem erro, de PROTOCINEMAS ou de pré-cinemas, pensando numa já possível codificação de linguagem propriamente artística. (No texto adiante transcrito existe a menção à ORIGEM TAMBÉM INDIANA DO TEATRO DE SOMBRAS ANIMADAS, o que nos sugere que em outras partes do planeta essa manifestação artística universal tenha simultaneamente surgido, sem que contato tenha havido entre os seus respectivos inventores).   F. A. L. Bittencourt (flabitten@bol.com.br)

 

 

 

 

 

"Bonecos encenam mito indígena no teatro

Publicado em 29 maio por Vitor Andrade

Teatro SESI, Rua Borges dos Reis, 9, Rio Vermelho [BAIRRO DA CIDADE DE SALVADOR-BA]. Telefone: 3535-3020

Preço: R$ 10 e R$ 5

Data: 05/06/2010 a 04/07/2010, 16h e 20h; 10/07/2010 a 01/08/2010, 16h

O espetáculo O Pássaro do Sol estreia no dia 5 de junho, sábado, no Teatro Sesi do Rio Vermelho. Produzido pela Companhia A Roda de teatro de bonecos, o espetáculo é o resultado de mais um encontro entre a escritora baiana Myriam Fraga e a diretora Olga Gómez. O inédito conto que dá nome ao espetáculo é uma versão do mito indígena da descoberta do fogo e narra a história de um jovem guerreiro que é transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol. A novidade é que, pela primeira vez, a Companhia investe no teatro de sombras animadas, linguagem pouco conhecida dentro do universo da animação de bonecos".

 

(http://guiadoocio.com/teatrodanca/bonecos-encenam-mito-indigena-no-teatro)

 

 

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"TEATRO DE SOMBRAS: HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS




 







INTRODUÇÃO

O teatro de sombras é uma arte milenar do oriente e conseguiu encantar encenadores do mundo inteiro. É uma linguagem que integra o campo do teatro de animação, em que estão inseridos os marionetes, bonecos, objetos e máscaras. Suas técnicas são relativamente simples: através de uma tela branca onde um foco de luz se acende, sombras de silhuetas de figuras humanas, animais, ou objetos, recortadas em papel, são projetadas em conjunto, ou isoladas nos remetendo a um mundo particular, poético e mágico de histórias, do faz de conta.

PANORAMA HISTÓRICO

Em sua trajetória histórica, o teatro de sombras assumiu diversas características de acordo com a cultura da região em que foi produzido. Sua origem é muito antiga, desde o período da Pré-História os homens já se encantavam com suas sombras movendo-se nas paredes das cavernas, e mães teriam desenvolvido o teatro de dedos, projetando sombras diversas com as mãos, para distrair seus filhos. Mesmo com a existência de registros de antigas silhuetas datadas de 2500 e 3000 anos atrás pertencentes a acervos de museus da China e Índia, ainda não se chegou a um consenso quanto a sua origem que pode ter sido em qualquer um desses dois países.

Como manifestação artística ele é muito popular em vários países do continente Asiático. No Egito por exemplo, o teatro de sombras, cuja forma e técnica desenvolvidas tiveram como inspiração o oriente, surgiu durante o século XII d.C. como forma para apresentar lendas populares e eventos históricos. No século XIII os Mongóis invadiram a China e levaram o teatro de sombras em países islâmicos como Turquia, Síria, Afeganistão que passou a ser utilizado em caráter não religioso. A linguagem já era muito popular há mil anos atrás na Ilha de Java, Indonésia e estudos demonstram a sua existência em países como Tailândia, Taiwan, Grécia e no Norte Africano, principalmente na África Mediterrânea. Chegou à Europa Ocidental somente no século XVIII, na Itália, quando alguns padres católicos utilizaram como recursos para a educação religiosa, as projeções das sombras, fazendo criação de textos e encenações. Entre 1774 e 1859, existiu em Paris um teatro especializado em teatro de sombras chamado “Sombras Chinesas”. E posteriormente foi considerado um dos protótipos do cinema de animação e inspiração para a invenção das máquinas fotográficas e projetores de cinema. No continente americano ainda não foram encontrados registros históricos que revelassem o período exato em que a linguagem do teatro de sombras surgiu.

TEATRO DE SOMBRAS ORIENTAL

China

O teatro chinês possui cerca de 5 mil anos de idade. Impérios e dinastias vieram e se foram durante toda a história da China. Os primórdios do teatro de sombras datam do período de domínio do imperador Wu-ti (140-87 a.C.), um amante das artes.

Na China existe uma lenda que conta o nascimento do teatro de sombras, revelando aspectos interessantes desta arte de silhuetas:

O Imperador Wu Ti, da dinastia dos Han, teve o desgosto de perder sua dançarina predileta. Havia vinte anos que ele governava com sabedoria e juízo o Império Celeste e seu reinado era dos mais gloriosos de todos os tempos. Mas Wu Ti era muito supersticioso e acreditava na arte de mágicas. Quando certa feita sua dançarina favorita morreu, ele, desesperado, voltou-se para o mágico da corte, exigindo que fizesse voltar à linda defunta do “Reino das sombras”. Caso contrário seria decapitado. Ameaçado o mágico não perdeu a cabeça... O mago usou sua imaginação e através de uma pele de peixe, cuidadosamente preparada para torná-la macia e transparente, recortou a silhueta da dançarina, tão linda e graciosa como ela fora. Numa varanda do palácio imperial, mandou esticar uma cortina branca em frente a um campo aberto. Com o Imperador e a corte reunida na varanda, e à luz do sol que se filtrava através da cortina, ele fez evoluir à sombra da dançarina, ao som de uma flauta e todos ficaram alucinados com a semelhança.

A lenda remete às reflexões e considerações relacionadas sobre o fato de que o teatro de sombras chinês procurava resgatar os movimentos do cotidiano tentando convencer àqueles que assistiam ao espetáculo de que a silhueta que estavam vendo, era de uma pessoa verdadeira, e que os temas da dramaturgia do teatro de sombras da China têm como base a vida cotidiana, buscando reforçar valores como amizade, solidariedade, respeito a autoridade e à natureza.

O teatro de sombras da China é mais estilizado com movimentos e gesticulações controladas. Seus figurinos e cores possuem significados próprios, utilizam simbologia, inventividade e não-realismo, e se afastam da estética naturalista, o ator manipulador vai modulando a voz do narrador. É valorizada principalmente a manipulação das silhuetas feitas pelo marionetista que busca através da observação do real os movimentos e traços das figuras representadas. Ele é encenado por atores que cantavam durante a apresentação, obedecendo a um só repertório. Porém era mais comum encontrar um manipulador solista também chamado de Mestre (porque realizava todas as funções no teatro de sombras) em apresentações itinerantes que iam de cidade em cidade, para as festas. Hoje em dia em cada cidade, residem artistas que circulam por vilas próximas.

A formação do ator-manipulador ocorria através de aprendizagem, por tradição, a partir dos quatro anos de idade, observando o pai ou parente próximo e obedecendo a execução de rigorosos exercícios de manipulação. Em seu período de treinamento, o aprendiz deveria dominar a dramaturgia, a confecção das silhuetas e ser exímio manipulador, pois em alguns espetáculos ele deveria manipular, simultaneamente e com sincronia para produzir gestos e ações impressionantes cheias de beleza e veracidade, cenas de combate, totalmente articuladas com diversas varetas e fios de guerreiros montados em cavalos, todos.

A partir de 1966 com novas tecnologias a estética dos espetáculos foi alterada, as varas de bambu foram trocadas por acrílico e a iluminação feita por lâmpadas fluorescentes. Com a criação de academias especificas em 1970, aproximadamente, o ensino deixou de ser restrito no aprendizado por tradição e hoje crianças aprendem na escola as técnicas de silhuetas com reconhecidos professores.

Índia

Em passagens de livros sagrados são descritos indícios da prática do teatro de sombras dentro de uma gruta e o bonequeiro do lado de fora projetando seus bonecos de couro. As silhuetas são diferenciadas pelo seu tamanho, sua coloração, simbolismo dos personagens, o tema e a estética. Durante muito tempo o teatro de sombras foi a única forma de educação popular na Índia e combinava pensamento religioso e normas sociais privilegiando o triunfo do bem sobre o mal”, e diz também que as passagens religiosas foram substituídas por formas cômicas, e abriu-se espaço para improvisações que introduziam temas contemporâneos, às vezes até brincadeiras obscenas que provocavam o riso e estimulavam o interesse do espectador.

O marionetista chefe (Sutradher) no espetáculo apresenta o tema e os personagens e logo em seguida os atores manipuladores cantam e falam seus textos iniciando a recitação, a apresentação de efeitos sonoros. Conhece epopéias religiosas, manipula, toca instrumentos musicais, canta e recita além de confeccionar as silhuetas. Uma orquestra composta por diversos instrumentos característicos de acordo com a região acompanha o marionetista.

Na década de sessenta do século XX, surgiram na Índia, iniciativas de criação de escolas de teatro de sombras. E em escolas públicas de algumas regiões estão incluindo no seu currículo o aprendizado do teatro de marionetes indiano.

Indonésia

Na ilha de Java, Indonésia, desenvolveu-se o teatro de sombras ou Wayang (denominação das silhuetas), quando o hinduísmo veio da Índia através de viajantes para os impérios das ilhas da Indonésia. O Wayang teria surgido dos cultos ancestrais javaneses da época pré-hindu, e adquiriu suas características durante o período de ouro da civilização indiano-javanesa. Nunca foi considerado um simples divertimento anti-religioso e atualmente continua exercendo sua função mágica de fazer a mediação entre o homem e o mundo metafísico. Originariamente as sombras eram utilizadas em espetáculos que duravam 49 dias e 49 noites, que com o decorrer do tempo reduziram para 7 dias e 7 noites. Atualmente é comum encontrar performances de até 1 hora. A duração desses espetáculos baseava-se no volume de livros sagrados da Indonésia: “Ramayana” e “Mahahbarata” cujos conteúdos trazem ensinamentos religiosos e narram aventuras de Deuses, Príncipes e Bravos Guerreiros. E isso demandava dos manipuladores, o domínio da Cultura Oriental para uma devida interpretação. Os atores são figuras planas, recortadas em couro transparente, bonecos esculpidos em madeira em relevo inteiro ou semi-relevo com olhos estreitos e enigmáticos. No boneco o rosto é sempre de perfil, o corpo na posição frontal e pés apontando para os lados na mesma direção do rosto. A figura é fixada com varetas de chifres de búfalo; ombros e cotovelos móveis manipulados por duas varetas finas. A música acompanha todos os espetáculos da Indonésia, e para a sua interpretação é preciso uma orquestra composta por instrumentos de percussão, gongos, tambores e xilofone e poucos instrumentos de sopro e cordas. O numeroso elenco de sombras é projetado numa tela de linhaço esticada sobre uma moldura de madeira e o foco de luz é produzido por um lume brando vindo de uma lâmpada abastecida a óleo.

As características do teatro de sombras da Indonésia impressionam por suas silhuetas expressivas, ritmo da manipulação, repetição da música, modulação de vozes do Dalang e cantores.

A arte do teatro oriental sobrevive em Java graças às academias criadas pelo Estado e pela ajuda dos últimos sultões. Podem ser vistas ainda hoje em vilarejos tendo o toca fitas como substituto do trabalho de orquestra.

Turquia

A aparição do teatro de sombras turco ocorreu no século XIII após a invasão dos mongóis na China que depois foram para a Turquia. Em Bursa, surgiu a forma mais popular do teatro de sombras do mundo árabe, que tem como característica a critica social–política, ele é chamado de teatro de Karagöz e realizado em feiras à noite cujo espetáculo conta com um único manipulador que controla tudo: bonecos, texto e sonoplastia.

Os principais personagens da comédia Turca e os dois do teatro de sombras, Karagöz e Hadjeivat viajaram através da Grécia, Hungria e Áustria, com missões de ordem diplomática otomânica. O herói do teatro de sombras turco e árabe batizado de Karagöz, que significa olho negro, também dá o nome ao espetáculo de sombras. Espirituoso, possui uma retórica rápida e bem elaborada, trocadilhos penetrantes aos ouvidos e jogo de palavras grosseiras. A mais popular lenda de Karagöz afirma que ele e seu companheiro Hadjeivat existiram no século XIV, período em que estava sendo construída a grande mesquita de Bursa. Diversão predileta do povo e da corte do sultão, o teatro de sombras era apresentado em casamentos e circuncisões. O auge de Karagöz chega com o início do Ramadã, (quaresma) mês sagrado do jejum quando todos vão até os cafés ao entardecer.

TEATRO DE SOMBRAS OCIDENTAL

Na Europa é incerto o período em que o teatro de sombras foi inserido. Ele é trabalhado mais como espetáculo do que um ritual propriamente dito, como acontece no Oriente. Dois grupos teatrais trabalham com o teatro de sombras sob um olhar contemporâneo: Le Phospènes (França) dirigido por Jean Pierre Lescot e Teatro Gioco Vita (Itália) dirigido por Fabrizio Montecchi. Jean Pierre Lescot trabalha com a linguagem de sombra no teatro contemporâneo, descobriu este gênero teatral através de um espetáculo balinês, em 1968 na cidade de Paris. Montou com a Cia. um espetáculo que trabalha a mobilidade das silhuetas e joga com a cumplicidade da luz e transparência de tecidos destacando a característica expressionista da imagem. Ele explora a imaterialidade e a magia que a sombra remete, aproximando a linguagem a uma expressão relacionada a sonhos. De acordo com o diretor teatral a sombra pode assumir várias características quando ela se distancia ou se aproxima da tela, conseguindo vibrar, ondular, desaparecer, ser opaca, translúcida, se deformar, ou ao contrario tornar-se nítida e contrastante; e um espetáculo de sombras poderá promover um momento em que sentiremos emoções reais se deixarmos de lado as nossas idéias pré-definidas diante das coisas. Aqueles que assistem espetáculos de sombras darão significados e importâncias subjetivas às coisas e perceberão que o ato de descobrir/redescobrir nunca será inocente.

O teatro Gioco Vita é um grupo teatral de animação que iniciou suas produções com bonecos de vara, luvas e marionetes porém a partir de 1976 depois de um encontro com o teatro de sombras de Jean-Pierre Lescot, num festival de Charleville-Mezières , passou a se dedicar exclusivamente as pesquisas referentes a linguagem das sombras. Em seus espetáculos o grupo faz a luz variar sempre, seja em relação ao espaço, seja em relação às qualidades técnicas dos focos de luminosos. As telas ou telões de luz de projeção passaram a ser também móveis e com dimensões sempre surpreendentes. Atenção especial foi dada a relação corpo do ator-manipulador, o boneco/ objetos e as suas respectivas sombras.

As grandes companhias teatrais contemporâneas estudam o teatro de sombras do Oriente com objetivo de descobrir o significado que seu próprio trabalho esconde. O Ocidente possui uma imensa distancia cultural que o separa do Oriente. Por isso é importante buscar no nosso patrimônio cultural a nossa razão de existência para dar sentido ao teatro de sombras Ocidental do presente. No continente americano não se sabe com certeza o período de sua origem, mas atualmente vários grupos do gênero estão em atividade espalhados por todo o território. E no Brasil, ele é uma arte muito nova, ainda pouco conhecido se comparado com a popularidade de outras variedades da linguagem do teatro de animação. Porém é cada vez mais utilizado por diversos grupos teatrais como recurso para enriquecimento de seus trabalhos. Núcleos teatrais são referências com seus trabalhos da linguagem das sombras como: Cia Luzes e Lendas de São Paulo, Marcello Santos da Cia. Karagöz K, Curitiba, Teatro Lumbra do Rio Grande do Sul, Cia Teatral Caldeirão".  

(http://www.lenderbook.com/sombras/index.asp)

 

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Cientistas criam clones de camundongos congelados há 16 anos

Japoneses crêem que esse pode ser o primeiro passo para trazer mamíferos extintos, como mamutes, de volta

03 de novembro de 2008 | 20h 01
 
Carlos Orsi, do estadao.com.br

Uma equipe de pesquisadores japoneses conseguiu produzir células-tronco e clones saudáveis a partir de material extraído do cérebro de dois camundongos mantidos congelados, durante 16 anos, a uma temperatura de 20º C negativos. Os autores do trabalho, descrito na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), esperam que a técnica possa vir a ser usada para ressuscitar espécies extintas de mamíferos, como mamutes. O experimento foi realizado com animais que não haviam recebido tratamento especial para resistir ao dano causado às células pelo processo de congelamento.    A história da clonagem de animais   O principal autor do artigo, Teruhiko Wakayama, do Instituto Riken, diz que não é possível afirmar se o mesmo procedimento funcionaria em seres humanos, seja nos que tiveram seus corpos deliberadamente congelados ou em múmias encontradas no gelo, como o homem neolítico europeu Otzi.   "A taxa de sucesso da clonagem é muito baixa, e depende da espécie", diz ele. "Não tenho idéia de se é possível fazer um clone humano, nem mesmo se o núcleo das células do doador estiver em bom estado. E, na minha opinião, não deveríamos nem tentar, ao menos enquanto não tivermos mais informações sobre animais".   À esquerda, um dos filhotes clonados com sucesso do animal congelado. Divulgação/PNAS (2008)   Os cientistas usaram material tirado do cérebro dos camundongos congelados porque os núcleos das células cerebrais foram os mais capazes de gerar embriões quando implantados em óvulos "limpos" - isto é, dos quais havia sido eliminado o material genético original. A técnica, chamada de transferência nuclear, foi a mesma utilizada na produção da ovelha Dolly.   No entanto, relata a equipe japonesa em seu artigo, essa transferência direta não foi capaz de levar ao desenvolvimento completo do embrião. Para conseguir os clones vivos, os cientistas tiveram que realizar uma segunda rodada de transferência nuclear. Para isso, eles primeiro usaram a transferência nuclear para estabelecer linhagens de células-tronco a partir do DNA das células congeladas dos camundongos e, em seguida, valeram-se do núcleo dessas células-tronco para produzir os embriões que foram levados a termo.   "Uma das razões é que o processo de criar as células-tronco repara parte do dano presente no material genético original", diz Wakayama, explicando o sucesso da transferência dupla. "Mas outra causa é a reprogramação", diz ele. Reprogramação é o processo pelo qual o material genético de uma célula adulta, quando introduzido num óvulo limpo, é modificado pelo novo ambiente e passa a funcionar de forma semelhante ao conjunto de genes de um embrião recém-formado. "Na minha opinião, a primeira  transferência nuclear reprogramou apenas algumas partes e, por isso, a taxa de sucesso não foi tão grande. No entanto, a segunda transferência reprogramou as partes remanescentes, aumentando o sucesso".   O processo criou quatro camundongos clones dos animais congelados, dos quais um morreu logo após o nascimento e outro foi devorado pela mãe - os dois remanescentes sobreviveram, saudáveis, e foram capazes de gerar descendentes quando cruzados com fêmeas. Além dos clones, foram geradas nove quimeras, ou camundongos produzidos a partir da fusão do código genético dos animais congelados com o de outros embriões de camundongo.   Os cientistas acreditam que as células cerebrais se mostraram as melhores como doadoras de material genético para o experimento porque os açúcares presentes naturalmente no cérebro podem funcionar como um fator de proteção, reduzindo o dano causado pelo processo de congelamento.   "Paradoxalmente, o processo de congelamento e degelo pode até mesmo ter permitido que as células do cérebro tivessem um potencial para serem reprogramadas melhor que o de núcleos de células vivas", diz o artigo na PNAS.   Wakayama espera que a tecnologia esteja madura para permitir tentar a criação de um mamute vivo - com o uso de um núcleo de célula de mamute congelado e um óvulo de elefante - dentro de 20 anos.   "Ainda nem conhecemos direito o mecanismo de reprodução normal dos elefantes", diz ele. "Os principais obstáculos são a transferência do núcleo da célula entre espécies diferentes, e a transferência de embriões entre espécies diferentes".


 

 

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Erguiam a cabeça e estufavam o peito, orgulhosos de sua força e beleza, conscientes da nobreza de seu próprio ser. Acaso essa aristocrática altivez remontasse aos seus ancestrais devotados a Júpiter, guardiães do Capitólio da cidade eterna.

20.07.2014 - SOPRO: poema de Jefferson Bessa

poesia

18.07.2014 - Rita Pavone, cantora, artista, mãe, pessoa

Ela aproveita a vida! Entrevista no Youtube

18.07.2014 - Até onde pode levar o tédio

Resenha de

17.07.2014 - O olhar de um jovem mendigo

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17.07.2014 - As bandeiras congeladas

Holderlin vê as heras amarelas e as rosas.

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13.07.2014 - Quando o choro não consola

A Copa Mundial

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