Dilson Lages Monteiro Terça-feira, 22 de maio de 2012
RECONTANDO ESTÓRIAS DO DOMÍNIO PÚBLICO
Flávio Bittencourt
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João Roberto Kelly, o Rei do Carnaval Carioca

 

[Flávio Bittencourt]

João Roberto Kelly, o Rei do Carnaval Carioca

No Carnaval, ele é o cara!

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

(http://ripplemakers.blogspot.com/2011/01/thankful-for-real-meaning-of-peace.html)

 

 

 

 

 

 

"PAZ E AMOR, PAZ E AMOR,

GUERRA, NÃO SENHOR! "

(JOÃO ROBERTO KELLY)

 

 

 

 

João Roberto Kelly, o Rei do Carnaval Carioca, por Renata Moreira Lima,

Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=B3IG3OVOhDc 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

(http://www.velhosamigos.com.br/Foco/joaorobertokelly.htm)

 


 

 

 


21.2.2012 - No Carnaval, grandes mestres da música popular brasileira como J. R. K. voltam à mídia - E João Roberto Kelly é, como lembra Renata Moreira Lima, o Rei do Carnaval Carioca. (NO CARNAVAL CARIOCA, ELE É O GRANDE CARA!)  F. A. L. Bittencourt (flabitten@bol.com.br)

 

  

 


O JORNAL COPACABANA PONTO COM PONTO BR,

ANTES DO CARNAVAL DE 2011,

DIVULGOU A ENTREVISTA QUE

JOÃO ROBERTO KELLY CONCEDEU

A RENATA MOREIRA LIMA:

 

 

Fala Vizinho -Gringo Cardia 2007

João Roberto kelly

Foto Márcia Araujo

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Renata Moreira Lima

"O Rio de Janeiro se prepara para uma grande festa! Blocos e bandas vão tomar as ruas da cidade. É a democrática festa de carnaval! Quando se fala no assunto, trazemos de volta às páginas do Jornal Copacabana o vizinho ilustre João Roberto Kelly. Autor de marchinhas inesquecíveis como Mulata Iê Iê Iê (conhecida como Mulata Bossa Nova), Bota a Camisinha, Cabeleira do Zezé, Paz e Amor, entre outras, Kelly faz uma avaliação do retorno à produção do estilo, com o incentivo do Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas da Fundição Progresso, onde será homenageado no carnaval desse ano. E avisa: vai lançar um cd com marchinhas para 2011. Confira entrevista com João Roberto Kelly e a marchinha inédita do autor.

Jornal Copacabana: Em entrevista ao Jornal Copacabana de fevereiro de 2006, falamos sobre o primeiro Concurso de Marchinhas da Fundição Progresso. Como avalia o momento das novas marchinhas?
João Roberto Kelly:
O concurso foi um grande passo da Fundição. Fiquei empolgado quando o Perfeito Fortuna me convidou para fazer parte do júri. Foi assim durante três anos. Esse ano serei homenageado com o troféu João Roberto Kelly. O saldo tem sido positivo. Mexeu com a nova geração, que tem produzido e composto novas músicas. Acho que esse é o grande triunfo desse projeto.


J.C.: Mas as músicas “caíram na boca do povo”?
JRK: Não.

Foto: Frantchesca Provenzano


J.C.: Por quê?
JRK:
Falta divulgação. Antigamente as músicas começavam a ser executadas nas rádios em novembro do ano anterior ao carnaval. Hoje, elas aparecem na televisão (que dá uma boa contribuição com a divulgação), apenas uma semana antes do início da festa, quando acontece a final do concurso. Assim o grande público não tem tempo de conhecer, gostar e “pegar” as músicas. Se houvesse parceria com alguma rádio que tocasse antes... O Perfeito deu, com méritos, o pontapé inicial.


J.C.: Antigamente as marchinhas eram gravadas por artistas conhecidos e queridos pelo grande público. Hoje, ou a música é apresentada pelo compositor ou por alguém que não está na mídia. Acredita que isso também acabe dificultando a divulgação?
JRK:
Com certeza! Faz uma diferença muito grande! Os grandes cantores gravavam. Eu tive as minhas gravadas por Emilinha Borba em grande fase, Jorge Goulart, Chacrinha... Eram cantores com muito nome e facilidade de divulgação, abertura na mídia.
Outra coisa é que as gravadoras lançavam, meses antes do carnaval, álbuns com 12 marchinhas inéditas. Hoje não se faz isso. Hoje temos apenas o Concurso da Fundição, que o Perfeito teve coragem e deu um “soco na vidraça”, pois a produção de marchinhas estava parada.


J.C.: Com uma divulgação maior, talvez o Cordão do Bola Preta pudesse misturar novas marchinhas às antigas que são tocadas no bloco.
JRK:
Pois é. Só aconteceria se as pessoas todas conhecessem as músicas. Tenho uma história curiosa que acontecia muito, antigamente. Havia a Caitituagem. Na hora de se apresentarem nos clubes da época, os artistas subiam no palco e começavam a cantar suas músicas. Quando as pessoas não conheciam, que a divulgação não tinha sido tão boa, o público cantava no ritmo: - Essa eu não sei! - Essa eu não sei! (risos).


J.C.: Alguns blocos podem adotar os moldes do carnaval baiano com venda de camisas e, até, corda para dividir pagantes de não pagantes. Acredita que medidas assim ajudem na organização ou corre o risco de acabar com a democracia do carnaval?
JRK:
A venda de camisas pode acontecer de uma forma natural, o que for arrecadado poderá ser revertido em verba para os blocos. Ajuda da Riotur e da prefeitura também vale. Mas corda! Não é para o Rio de Janeiro! O carnaval baiano é maravilhoso, mas é diferente. O Rio tem o carnaval mais “solto” do mundo!


J.C.: O que espera para esse carnaval?
JRK:
Acho que está crescendo muito a cada ano que passa, com a criação de novos blocos, que valorizam as marchinhas... E que trouxeram de volta o povo para as ruas. Todos fantasiados...
O desfile do Sambódromo é um grande show dentro do carnaval. O maior espetáculo do mundo! É bem produzido e com investimento de alto poder financeiro. Mas o carnaval não pode ser pautado somente por ele, pois é um espetáculo para você assistir, não para brincar, que é o verbo do carnaval! Nas ruas ele voltou a ser o carnaval brincado! Em todos os bairros do Rio. Aqui em Copacabana tem vários Blocos! Já fui padrinho da Banda da Sá Ferreira.


J.C.: E como será o carnaval do mestre João Roberto Kelly?
JRK:
Trabalhando (risos). Vou abrir as quatro noites de carnaval do Rio Scenarium, na Lapa, com meu grupo (cantores Luis César e Manu Santos, Adilson Wernek na bateria e Cláudio Matheus no baixo), num show com muitas marchinhas e histórias pra contar. Mais música do que conversa! (risos). Com certeza vou tomar conhecimento do carnaval de rua. Eu quero colocar minha camisa listrada e me divertir! (risos).


J.C.: Ter suas composições fazendo sucesso por tantos anos é o seu maior bem como artista?
JRK:
É. A maior alegria que um compositor pode ter é ver sua música passar por gerações. A Cabeleira do Zezé é de 1964, a “Mulata” está fazendo 45 anos, tem Bota a Camisinha, eternizada pelo Chacrinha!


J.C.: A sociedade entrou “de cabeça” na idéia do politicamente correto. Acredita que isso possa alterar a essência das marchinhas que aborda, na maioria das vezes, deslizes da sociedade?
JRK:
Esse é outro ponto importante. Acho que atrapalha sim, pois uma das características das marchinhas é serem politicamente incorretas, irreverentes.


J.C.: Quando teremos a honra de ouvir suas novas marchinhas?
JRK:
Gravei clássicos como Cabeleira do Zezé, Mulata Iê Iê Iê (conhecida como Mulata Bossa Nova) e Maria Sapatão na primeira faixa do CD da Fundição Progresso. Na última, Marcos Sacramento gravou um pout-pourri com Joga a Chave, Meu Amor, Colombina Iê Iê Iê e Paz e Amor.
Compus novas marchinhas para gravar em agosto, setembro ou outubro desse ano para o carnaval de 2011. Inclusive, uma delas, tem tudo a ver com o que estávamos falando. Você pode publicar em primeira mão. O nome é Marchinha de Carnaval! Diz assim: Eu sou gostosa, maliciosa, não leve a mal/ Politicamente incorreta/ Sou a marchinha de carnaval! (risos). E segue: Sassariquei com a Jardineira/ Mas Aurora não deu pé/ Depois eu pedi um dinheiro aí/ E curti com a cabeleira do Zezé! (risos).
Seria bom ver alguém como o Ney Matogrosso cantando ela.
Quero, também, lançar um CD de músicas românticas no meio do ano, e, depois do carnaval, continuarei com meus shows nessa linha, onde apareço mais como pianista.


J.C.: Você é o compositor mais “antigo” (vivo e em atividade) de marchinhas de carnaval.
JRK:
Graças a Deus! (risos). Infelizmente já perdemos Lamartine Babo, Braguinha, Haroldo Lobo, autores com muita força carnavalesca. Na época que comecei, eu era o mais novo... Sendo assim, cronologicamente, está tudo certo! (risos).


J.C.: Qual a sua dica para os foliões?
JRK:
O carnaval é para a gente cantar, brincar! Não sou saudosista de achar que o carnaval de agora está parecendo com o de antigamente. Ganhou uma nova roupagem, com todas as virtudes e defeitos que possa ter. O ressurgimento de blocos foi notável! Aproveitem! Vão ao show de abertura das noites de carnaval do Rio Scenarium, com João Roberto Kelly e divirtam-se sem violência e com camisinha! (risos)."

(http://www.jornalcopacabana.com.br/ed176/fvizinho.htm)

 

 

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