Dilson Lages Monteiro Quarta-feira, 01 de outubro de 2014
RECONTANDO ESTÓRIAS DO DOMÍNIO PÚBLICO - F. B.
Flávio Bittencourt
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Contar estórias pode fortalecer a auto-estima das crianças

 

Contar estórias pode fortalecer a auto-estima das crianças

O professor Juan Uribe, pedagogo graduado pela PUC de São Paulo, apresenta considerações relevantes sobre essa dinâmica imemorial.

 

 

 

 

 

 

 

"Não se pode falar de Educação, sem amor. " (Paulo Freire)

 

 

 

(http://tvgeracaodigital.wordpress.com/2009/12/14/pivetim-delcio-teobaldo/,

onde se pode ler:

"(...) Décio Teobaldo é jornalista, produtor, editor e diretor de cinema e televisão, artista plástico, etnomusicólogo, escritor, músico. Neto da batuqueira angolana Eva Paulina de Jesus, da cirandeira portuguesa Angelina Maria dos Santos e do caboclo contador de histórias, Luiz Sabino Soares; filho da camponesa e benzedeira, Maria Luzia e do dançador de caxambu e caboclinho, José Teobaldo, Délcio nasceu e cresceu em Ponte Nova, Zona da Mata mineira, ouvindo ladainhas, congadas, fulôs, cantos de calamboteiros e de lavadeiras. (...)"

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MARIA CLARA MACHADO, autora e diretora, A MAIOR DE SEU TEMPO,

FAZIA COM QUE PLATÉIAS (também com estrangeiros nascidos e

criados em megalópolis, acostumados a assitir a milionários espetáculos

infantis do show business, tais como Holiday on Ice ou Disney on Parade)

APLAUDISSEM AS MARAVILHAS QUE PRODUZIA - peças teatrais em sua

apresentação - NO MEIO DAS FABULOSAS PERFORMANCES [COMO VI

CERTA VEZ ACONTECER, NO TEATRO TABLADO, NA GÁVEA, RIO, BRASIL],

produzindo infinita felicidade em atores, técnicos e operários teatrais

responsáveis pelas montagens que absolutamente dispensavam

muito dinheiro para serem realizadas

(http://regbit.blogspot.com/2010/04/escritora-maria-clara-machado-faria-89.html)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Elderly Man and Girl Playing Soccer, Taiwan, 1980s

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

  

"Elderly Man and Girl Playing Soccer, Taiwan, 1980s"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PAULO FREIRE, SÁBIO EDUCADOR DO BRASIL

http://miguelgrazziotinonline.blogspot.com/2009_08_01_archive.html

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

"(...) Vamos valorizar nossas crianças através de estórias. Comece hoje mesmo! (...)"   

Juan Uribe

 

 

 

 

                          Em memória da imortal Maria Clara Machado,

                          homenageando os avós e bisavós que brincam com seus amados netos e bisnetos,

                           aplaudindo os profissionais da contação de estórias e do teatro infantil,

                           os que lêem livros, revistas e webpáginas para crianças cegas,

                           aos que contam estórias aos curumins e cunhantãs que, portadores de

                           deficiências autidivas, necessitam de auxílio por meio linguagens gestuais,

                           aos que contam estórias para crianças que estão doentes,

                           aos que brincam com as crianças economicamente menos favorecidas, uma

                           vez que DAR BRINQUEDOS E "vazar" LOGO EM SEGUIDA PARECE MUITO POUCO,

                           ainda que seja melhor do que nada e a

                           Paulo Freire (in memoriam)

 

 

 

 

25.7.2010 - Muito mais importante do que as soluções dos entrechos das narrativas são os relacionamentos que as estórias criam, como bem explica o pedagogo J. Uribe - Tentemos algo acrescentar à boa aula de Juan Uribe: o fato de se ter paciência para coletar uma estória desconhecida por um grande público e para ele recontá-la aumenta a auto-estima também do narrador. É gratificante e traz alegria. E, de acordo com Oswald de Andrade, "A alegria é a prova dos nove". Contemos e recontemos estórias, principalmente para crianças, desde que as narrativas, é claro, tenham um conteúdo ético que façam com que elas, as crianças, divirtam-se aprendendo e aprendam divertindo-se. Todo sábio de tribo indígena - denominado, em inglês, elder, é um storyteller: contador de estórias. F. A. L. Bittencourt (flabitten@bol.com.br)

 

 

 

"Fortalecendo a auto-estima através de histórias

 

Juan Uribe

Nos dias de hoje em que as crianças ficam extremamente envolvidas pela televisão, internet e videogames, acredito que é de extrema importância resgatarmos comportamentos que fazem a diferença no desenvolvimento infantil. Um destes comportamentos é certamente a comunicação e o compartilhamento de vivências na família. Muitos pais se sentem culpados porque não podem estar durante todo o dia com suas crianças e dedicar-se da forma que gostariam. Uma forma poderosa de ter tempo de qualidade e de aproximar-se de sua criança é através de estórias. Quando contamos estórias nós podemos ver, pensar, questionar, entender e rir juntos. Como conseqüência nós desenvolvemos uma relação mais próxima com nossas crianças. Esta relação ajudará sua criança a sentir-se mais amada e capaz e ela desenvolverá uma auto-estima saudável.
Contar estórias é uma experiência. Mais do que estar envolvidos e interessados no conteúdo e como a estória vai terminar, contar estórias cria relacionamentos. Quando nos perguntam que estórias nos eram lidas e contadas quando éramos pequenos, muitos de nós não nos lembramos destas. O que certamente nos lembramos é o clima aconchegante de termos uma estória contada e do sentimento que nós éramos importantes para que alguém próximo dedica-se este tempo especial para estar junto a nós. Na formação da auto-estima, as crianças se valorizam da mesma forma que pessoas significativas as valorizam. Não é por acaso que Lewis Caroll chamou as estórias de presentes de amor.
Além dos benefícios afetivos as estórias trazem benefícios lingüísticos e cognitivos como: sensibilização da imaginação, expansão de vocabulário, desenvolvimento de pensamento crítico, gosto pela leitura e refino da escuta e da fala. Primeiro necessitamos gostar de estórias para começarmos a ler e não o contrário. Abaixo damos algumas dicas para você começar a contar estórias: 

Preparando uma estória: 
- escolha uma estória que você goste e escolhe um lugar calmo em que você se sinta confortável e que você sabe que vai poder dar atenção total a sua criança. Aproveite os momentos que você estaria perdendo como, por exemplo, esperando por um médico. Faça deste tempo qualidade. 
- sente-se em frente à criança e segure o livro aberto em seu colo. Desta forma será mais fácil para você ter contato visual com a criança. Se ele ou ela estiverem do seu lado, será muito difícil. O livro não deverá estar aberto no chão pelo mesmo motivo. 
- antes de mostrar o livro, comece uma conversa sobre o tema principal ou um tema secundário da estória. Quando você apresentar o livro, a criança já estará envolvida e pronta para que você comece a estória. Ex: Você já esteve em alguma situação em que precisou a ajuda de alguém? Você pode alinhar um ponto que quer dar atenção desta forma. 

Começando e terminando estórias: - se uma estória é um presente, é importante que seja bem apresentada. Digo que abrir e fechar com graça são o papel que envolve a estória. Eles dão ritmo ao inicio e final e trazem ainda mais mágica e mistério a estória. Aqui abaixo listo meus preferidos: 

Abrindo estórias:
No tempo dos sonhos....
Eu te contei, não te contei .....
Lá nos velhos tempos .....
Uma estória, uma estória. Deixe-a vir, deixe ir ...
Fechando estórias
Se eles viveram felizes, devemos você e eu.
E tudo foi como deveria ser
E depois disto eu não estava mais por perto
Esta é uma estória real, e se não é, deveria ser!

Contando estórias: 
- deixe a criança explorar a página por cinco segundos antes de perguntar algo. O primeiro comentário pode ser sobre algo que você não esperava e estes segundos de silêncio transmitem a idéia que você está junto com ela. 
- situe a estória no espaço e tempo. Assim ajudamos a criança a visualizar a estória. Enquanto estiver situando diga por exemplo: A muitos anos atrás, em um vilarejo escondido atrás de sete montanhas e sete rios moravam pessoas que gostavam de nadar a noite. 
- pergunte a criança o que ela acha que vai acontecer na seqüência. Peça para a criança contar como um personagem chegou até determinada situação. Isto ajuda a criança a ver as conseqüências de seus atos e como podem conseguir seus objetivos. 
- pergunte a criança o que ela faria se fosse o personagem. Isto ajuda a tomar diferentes perspectivas e a ter habilidades para solucionar problemas. Isto ajuda na independência. 
- analise juntamente uma determinada situação e como seria na vida real. Esta situação é possível ou não? Ajudamos as crianças a estimarem pesos, medidas e velocidades e a distinguir a fantasia da realidade. Pergunte se as atitudes tomadas são certas ou erradas e cheque as conseqüências ligadas a estas escolhas. 
- com crianças pequenas finja estar interagindo com o livro, abrindo portas, cortando cordas, ajudando os personagens a fazer coisas. E ótimo para as crianças pequenas e é pura diversão. Os pais compartilham o mundo de faz de conta. 
Vamos valorizar nossas crianças através de estórias. Comece hoje mesmo!"

(JUAN URIBE,
http://www.qdivertido.com.br/verartigo.php?codigo=19

 

 

 

 

(http://1.bp.blogspot.com/_W3OnmV5mCJ0/S2By6wvT4zI/AAAAAAAAEdM/JtQLBMHd29w/s1600/dicionario.jpg)

 

 

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