Dilson Lages Monteiro Terça-feira, 27 de junho de 2017
RECONTANDO ESTÓRIAS DO DOMÍNIO PÚBLICO - F. B.
Flávio Bittencourt
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Centenário do nascimento de Nico Rosso

 

Centenário do nascimento de Nico Rosso

Se ainda fosse vivo, o grande desenhista ítalo-brasileiro Nico Rosso, autor de uma primorosa versão quadrinizada d'As aventuras do Barão de Munchausen, faria cem anos no dia 19 de julho próximo.

 

 

   

 

 

 

 

 

(http://www.universohq.com/quadrinhos/2003/n14062003_03.cfm)

 

 

 

"O esboço é a alma do desenho: rápido, simples, didático, ele é a base necessária para qualquer concepção. O lápis, seguro com leveza, a mão correndo macia sobre o papel, fazem com que os primeiros traços comecem a delinear as primeiras formas do desenho. Um esboço feliz e espontâneo sempre leva a um bom desenho. Nem todos os desenhistas fazem esboço detalhado de seus trabalhos, mas uma pequena marcação inicial sempre é elaborada."

O mestre Jayme Cortez, em seu livro "A técnica do desenho".

Agora, alguns esboços de grandes artistas do desenho brasileiro:

Mauricio de Souza e a criação da Mônica.

Estudo de Fernando Dias da Silva

Jayme Cortez

Eduardo Teixeira Coelho (Portugal)

 Nico Rosso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Câmbio final, desligo".

(IVAN CABRAL,

http://soesbocos.zip.net/)

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://4.bp.blogspot.com/_lpSRae99hmo/SfIVAyYcYjI/AAAAAAAABI4/i0zA7FlMVbQ/s400/The+Adventures+Of+Baron+Munchausen+-+DVD+Cover.jpg)

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A EDITORA LA SELVA, DE SÃO PAULO,

EMPREGAVA GRANDES ARGUMENTISTAS E

DESENHISTAS E TRANSFORMAVA EM PERSONAGENS

DE QUADRINHOS ARTISTAS AMADOS PELO POVO

BRASILEIRO, COMO OSCARITO E GRANDE OTELO

(http://www.portalentretextos.com.br/colunas/recontando-estorias-do-dominio-publico/1946-dutra-fecha-os-cassinos-e-53-200-pessoas-ficam-desempregadas,236,3465.html)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O JORNALISTA BORIS CASOY,

QUE FICA INDIGNADO CONTRA

CERTOS ABSURDOS QUE NOTICIA

E ENFATICAMENTE COMENTA

(Só a foto de Boris Casoy, sem a

legenda acima redigida:

http://e-paulopes.blogspot.com/2007/01/boris-casoy-volta-tv-em-maro.html)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"COMIC ART by NICO ROSSO"

(http://lambiek.net/artists/r/rosso_nico.htm)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(http://planetamongo.wordpress.com/category/comics-quadrinhos/desenhistas/nico-rosso/)

 

 

 

 

"(...) Sua [DE NICO ROSSO] obra continua sendo citada e homenageada em diversas mídias, sendo objeto de pesquisa em dissertações de mestrado e teses de doutorado e livros. (...)".

(OS RESPONSÁVEIS PELA SEÇÃO MEMÓRIA DA CARTILHA, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, http://www.ufrgs.br/faced/extensao/memoria/nico.html)

 

 

 

 

 

 

                                            Reverenciando as saudosas memórias de Nico Rosso,

                                            Oscarito, Grande Otelo e dos fundadores da lendária

                                            Editora La Selva, empreendedores-amigos-dos-artistas

                                            que começaram sua existência profissional vendendo jornais

                                            nas ruas de São Paulo, agradecendo a Ivan Cabral pela exposição de

                                            esboços de grandes criadores da arte da grafic novel do passado

                                            e do presente, a quem o presente suelto também é dedicado e aos

                                            estudiosos Muniz Sodré e Flávio René Kothe, desejando-lhes saúde e

                                            vida longa

 

 

 

8.7.2010 - Ele foi um dos maiores ilustradores de estórias em quadrinhos do século XX - Como muitos brasileiros não acreditavam na competência da arte produzida no Brasil, quando uma boa quantidade de leitores comprava, há 30, 40, 50 anos, nas bancas de jornais, revistas com estórias de Rosso - por exemplo, com contos de fadas vertidas para os quadrinhos, estórias maravilhosas (como a do Barão de Munchausen) no suporte-"gibi" ou contos de terror quadrinizados - pensavam que a estorinha havia sido importada, tão grande era sua qualidade. Mas importado havia sido seu criador. Da Itália, a quem o Brasil já devia a "importação" do pioneiro mundial Angelo Agostini. Como a maioria - mas nem todos eles, como bem se sabe - dos cultores da assim chamada "alta literatura" (ou seja, da literatura que não é "de mercado", nem "trivial" (*), vale dizer, a "literatura de elitizada erudição") têm preconceito contra a nona arte - a arte das HQ -, milhões de brasileiros não sabem quem foi Nico Rosso. Como diria o jornalista Boris Casoy, "Isto é uma vergonha"! F. A. L. Bittencourt (flabitten@bol.com.br)

 

 

(*) -  Como bem as descrevem, respectivamente, os teóricos brasileiros Muniz Sodré (LITERATURA DE MERCADO) e Flávio René Kothe (LITERATURA TRIVIAL), que construíram bem elaboradas teorias da literatura de massa.

 

 

 

MEMÓRIA DA CARTILHA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

 

Histórias cruzadas


Nico Rosso
(1910-1981)

A história de Nico Rosso chega até nós através de visita ao site do
Projeto “Memória da Cartilha” e de contato por e-mail de seu neto,
Cláudio Rosso. Este nos procura para obter dados sobre um livro de leitura intermediária ilustrada por seu avô – “Leitura 1” – Série Braga,
localizada no Catálogo Digital do nosso projeto pelo neto do ilustrador. 

História de Nico Rosso

Nicola Rosso nasceu em Turim, na Itália, no dia 19 de julho de 1910. Ainda pequeno, o desenho, sua verdadeira paixão, levou-o à Academia Albertina de Turim. Tempo depois, estudou retrato com os mestres Giácomo Grosso e Giovanni Reduzzi. Sua incansável busca pelo aperfeiçoamento das técnicas de desenho levou-o a viajar pela França por dois anos.

Trabalhando em todas as modalides das artes gráficas, foi considerado um destacado profissional em seu país. Lecionou Ilustração e História do Traje na Escola de Artes Gráficas Bernard Semeriz.

Conheceu Tina Billi quando tocava bateria num baile, com quem se casou aos vinte dias de setembro de 1937. Tiveram apenas dois filhos, Gianluigi Rosso e Valeria Rosso. Tendo a guerra devorado quase que totalmente seus bens, transferiu-se para o Brasil, chegando ao Porto de Santos no dia 03 de outubro de 1947, contratado para dirigir o Departamento de Artes da Editora Brasilgráfica. Sua família chegou logo após, no dia 09 de abril de 1948.

 Logo depois, iniciou sua carreira autônoma como ilustrador, capista e quadrinista, colaborando com inúmeras editoras e trabalhando em quase todos os gêneros de quadrinhos, como de histórias, infantil, humor, terror, entre outros. Trabalhou também na Escola Panamericana de Artes, sendo integrante do corpo docente fundador da instituição.

Como ilustrador infantil, destacamos seu trabalho em 1951, na Editora Melhoramentos, com a produção de “Leitura 1”, da Série Braga, totalmente ilustrada por Nico Rosso, obra esta que pode ser encontrada no acervo do Projeto “Memória da Cartillha”.

Nico Rosso teve uma importante contribuição como ilustrador de revistas de terror e humor. Ilustrou famosas revistas de terror, como a “Revista Terrir”, “Revista Estranho Mundo de Zé do Caixão”, Revista "Contos de Terror" e "Targo", bem como trabalhos de humor como a quadrinização de Chico Anísio na revista "Era Xixo um Astronauta?”.

Sofreu sérios problemas de saúde no ano de 1976, decorrentes do desabamento e da inundação de seu estúdio, causados por problemas de infiltração de águas pluviais em terreno anexo de propriedade de uma companhia energética. Este incidente acarretou a perda de quase todo seu acervo bibliográfico, consumindo também exemplares de sua obra.

Em decorrência deste episódio, sofreu derrame cerebral e, depois, infarto. Assim sendo, teve que abandonar o trabalho de quadrinista e de professor, aposentando-se logo em seguida. Canhoto de nascença, desenvolveu habilidades de ambidestrismo durante sua vida profissional, fato este que, mais tarde, permitiu-lhe retomar o desenho no pontilhismo. 

Após três infartos, deu suas últimas pinceladas na véspera do dia 01 de outubro de 1981.

Sua obra continua sendo citada e homenageada em diversas mídias, sendo objeto de pesquisa em dissertações de mestrado e teses de doutorado e livros.

Compilação de biografia existente no site http://www.nicorosso.kit.net/

 (http://www.ufrgs.br/faced/extensao/memoria/nico.html) 

 

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