Dilson Lages Monteiro Terça-feira, 27 de junho de 2017
RECONTANDO ESTÓRIAS DO DOMÍNIO PÚBLICO - F. B.
Flávio Bittencourt
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História de Rosa Branca e Rosa Vermelha

 

 

História de Rosa Branca e Rosa Vermelha

Conto de fadas.

 

 

 

 

arranjo-de-rosa-branca-e-vermelha 01

(http://www.cidadaocaxambuense.org.br/?p=4977)

 

 

 

28.03.2015 -      F.

 

"História de Rosa Branca e Rosa Vermelha

Era uma vez uma viúva que morava numa casa no meio da floresta. Na frente de sua casa, havia duas roseiras: Uma vermelha e outra branca.
A viúva tinha duas filhas muito lindas, doces e boas a qual deu os nomes de Rosa Branca e Rosa Vermelha.
Rosa Branca tinha os cabelos claros e longos enquanto Rosa Vermelha tinha cabelos castanhos. As duas eram encantadoras e muito boas com todos. Rosa Vermelha adorava correr pelos campos da floresta enquanto Rosa Branca preferia ajudar sua mãe nos afazeres de casa.
Sempre estavam juntas e de tão meigas e doces até as corças e veadinhos pastavam tranquilamente ao lado delas.
Durante o inverno, as meninas costumavam reunir-se em frente a lareira com sua mãe enquanto esta lia algumas histórias.
Certa noite, quando fazia muito frio e a floresta estava coberta por neve, escutaram uma batida na porta.
- Abra a porta Rosa Vermelha – disse a mãe.
A menina obedeceu achando ser algum viajante perdido no meio da nevasca. Mas para sua surpresa, deparou-se com um enorme e assustador urso.
- Não tenha medo – disse o urso. – Eu não vou machucar você ! Estou congelado de tanto frio ! Posso me esquentar um pouco ?
- Oh pobre urso ! – exclamou a mãe. – Entre e fique perto do fogo para se aquecer.
- Não precisam ter medo meninas ! O urso não fará mal a vocês. Nota-se que ele é uma criatura bondosa e sincera.
Então as meninas se aproximaram do urso e aos pouco foram esquecendo do medo que ele causava até que por fim acabaram brincando e rolando pelo chão.
Após muitas brincadeiras, a mãe pediu que as meninas fossem dormir. Foram para suas camas e o urso ficou deitado próximo à lareira também.
Logo pela manhã, o urso partiu.
E assim, todas as noites daquele inverno, na mesma hora, o urso voltava para a casa das meninas e brincava com elas se aquecendo ao calor da lareira. A mãe já nem mais trancava a porta da casa antes do urso chegar…
Finalmente, chegou a primavera, e mais uma vez o sol aqueceu a terra e derreteu a neve. As árvores começavam a brotar novamente e os pássaros iniciavam seus ninhos.
Preciso partir agora. – Disse o urso. – E não voltarei antes do final do verão.
- Oh querido urso ! Fique aqui conosco ! – pediu Rosa Branca que gostava muito dele – Para onde você vai?
- Tenho que ficar na floresta para guardar os meus tesouros pois alguns anões dessa floresta são muito maus e até mesmo ladrões.
- E eles não roubam no inverno? – Perguntou Rosa Vermelha.
- Não. Antes que o inverno chegue, eles vão para baixo da terra e ficam aguardando o sol da primavera. Aí então, nada está seguro pois o que os anões roubam nunca mais se encontra!
As meninas ficaram muito tristes ao ver seu amigo partindo, mas ele parecia ter muita pressa. Na correria de ir embora, acabou enroscando seu pelo no trinco da porta.  Quando viram o pelo duro e grosso no trinco da porta observaram que por debaixo daquele pelo escuro, havia um brilho dourado. Antes mesmo que as meninas falassem com ele, já havia desaparecido pela floresta.
Durante o longo inverno a família tinha gasto toda a lenha e por isso, Rosa Branca e Rosa Vermelha resolveram ir à floresta colher alguns gravetos.
Enquanto caminhavam, viram um enorme tronco de árvore caído no meio da floresta e alguma coisa que pulava de um lado para outro. Ao se aproximarem daquele tronco, viram que um anãozinho lutava para soltar sua barba que havia ficado presa debaixo daquela árvore.
- Não fiquem aí paradas ! Venham me ajudar ! – gritava o anão nervoso.
- Mas o que foi que aconteceu? – Perguntou Rosa Vermelha.
- Estava tentando cortar esta árvore para conseguir lenha, quando fiquei preso. – Rápido ! – Disse ele.
- Vou procurar ajuda ! – Disse Rosa Vermelha
- Não há tempo, sua tola ! Faça alguma coisa ! Gritava o anão muito irritado.
Então, Rosa Branca, vendo aquela agonia, tirou uma tesourinha do bolso de seu vestido e cortou a pontinha da barba do anão.
Muito irritado, ele pegou uma sacola cheia de ouro que estava alí perto e sem agradecer foi embora resmungando.
Alguns dias se passaram, quando Rosa Branca e Rosa Vermelha estavam indo ao riacho para pescar um peixe para seu jantar, quando viram que a água estava agitada e que algo estava acontecendo por lá.
Quando se aproximaram, viram mais uma vez o anãozinho preso com sua barba enroscada no anzol.
- O que estás fazendo? – perguntou Rosa Branca. – Vai pular na água? Cuidado que neste lugar o riacho é fundo !
- Será que você não percebe que estou preso, sua tola ! – disse ele muito irritado.
Não havia outra coisa a fazer senão cortar mais uma vez a barba dele. Com um atesourada rápida, Rosa Branca libertou o anão.
- Sua miserável ! – gritava ele. Você desfigurou meu rosto ! Primeiro corta a pontinha e agora corta quase metade de minha barba !
Livre daquele anzol, o anão curvou-se e apanhando um saco cheio de pérolas e pedras, foi embora sem nenhum agradecimento pela ajuda das meninas.
Algum tempo depois, a mãe de Rosa Branca e Rosa Vermelha mandou que elas fossem à cidade para comprar agulhas, linhas, rendas e fitas.
No caminho, viram um pássaro enorme que voava em círculos sobre um campo. De repente, escutaram gritos e coreram para próximo do pássaro para ver do que se tratava. Para horror das meninas, o pássaro estava agarrando o anão que tentanva com toda sua força se desprender das garras do pássaro. AS bondosas meninas correram e agarraram o anão lutando com o pássaro até que finalmente conseguiram espantá-lo e livrar o anão.
- Suas desajeitadas ! – berrou o anão. – Não podiam ter sido mais cuidadosas? Olhem o que fizeram com minhas roupas !
Pegando um saco cheio de pedras preciosas, sumiu entre as pedras de uma enorme caverna.
Na volta da cidade, as meninas passaram novamente pela caverna onde o anão havia entrado e qual não foi a surpresa delas quando viu que ele estava lá com todo o seu tesouro espalhado pelo chão.
- O que estão olhando? – perguntou o anão com uma voz esganiçada e o rosto transtornado pelo ódio. – Vamos ! Sumam daqui ! Berrou ele.
Neste intante, um rugido ecoou pelo campo e imediatamente apareceu um urso, vindo do meio da floresta. O anão de um salto de tanto pavor, mas antes mesmo que pudesse fugir o urso colocou sua enorme pata sobre a cabeça do anão que caiu morto.
Muito assustadas as irmãs sairam correndo, mas o urso as chamou:
Rosa Branca ! Rosa Vermelha ! Esperem ! Não tenham medo, não vou machucar vocês !
Elas se viraram e viram que era o mesmo urso que passara todo o inverno com elas.
Felizes pela volta do urso, davam gritinhos de alegria em volta dele quando de repente, a pele do urso caiu ao chão e diante delas estava um lindo e jovem rapaz, vestido com roupa de príncipe.
- Sou o filho do rei ! – Disse ele. E fui enfeitiçado por aquele anão malvado que roubou todo o meu tesouro obrigando-me a vagar pela floresa como um urso selvagem. Somente a morte do anão quebraria o feitiço. Agora estou livre ! – Comemorava ele.
Se não fossem vocês por terem me ajudado durante o rigoroso inverno, eu teria morrido. Sou muito grato a vocês !
Logo, os três foram até a casa das meninas e lá contaram para a mãe delas o que havia acontecido.
O príncipe precidava voltar para o castelo para ver seu pai. Mas prometeu que voltaria.
Quando voltou, trouxe consigo seu irmão. O príncipe acabou pedindo a mão de Rosa Branca em casamento e seu irmão pediu a mão de Rosa Vermelha. Os felizes casais foram morar no castelo e levaram junto a mãe das meninas, que plantou na entrada do castelo uma roseira branca e outra vermelha. Todos os anos, as rosas dão flores e alegram o jardim do castelo."

(http://www.dedice.com.br/?p=275)

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