| PANORAMA |
Cabine na parte da frente do navio, família a bordo, malhação e atalhos secretos pelo porão até o Cassino, onde aposta suas fichas. No cruzeiro embalado pelo show de Roberto Carlos, são muitas emoções, enquanto o Rei navega entre uma legião de fãs ardorosos.
"Quando saio do navio, às vezes choro. Aqui vivo momentos de total fantasia e felicidade. E aí chego lá fora e é preciso encarar a realidade", diz Roberto, que faz questão de estar cercado de amigos e parentes.
"É muito difícil o Roberto conseguir reunir todos. Esse projeto é um sonho para ele. Já virou tradição trazer familiares, o jardineiro, a cozinheira, o seu eletricista", conta Dodi Sirena, empresário do Rei.
Apesar de mais tranquilo em relação às suas manias, Roberto tem preferências em alto-mar. Pede uma cabine na proa, por exemplo. "Porque ele gosta de ver para onde o navio está indo", justifica Dodi.
As 17 cabines ao seu redor também são reservadas para os íntimos. Até a mãe de Maria Rita, dona Gelys, sempre prestigia o Cruzeiro, que já está em sua sexta edição.
Os lençóis e travesseiros do cantor também são cuidados por funcionários que há muito tempo o acompanham: "Tentamos deixar tudo o mais pessoal possível. Ele também traz objetos e carrega imagens para cá", revela o empresário.
Como o assédio é grande, é necessário recorrer a alguns truques. "Há algumas passagens secretas pelo porão, onde ele passa e ninguém vê. Roberto faz algumas aparições relâmpago, porque é complicado circular", explica o empresário.
O próprio cantor entrega: "Geralmente, vou ao Cassino, pois gosto de brincar, e também faço musculação".
Curioso, Roberto chegou a ir até a cabine do Costa Concordia para conduzir o navio. Mas ficou um pouco frustrado pois achava que era tudo manual, como nos filmes, e se deparou com o comando digital.
Entre os três mil privilegiados que têm a oportunidade de viajar no projeto Emoções em Alto Mar, o que não falta é gente querendo encontrar o Rei. Como a carioca Genoveva Tavares, 52 anos. "É minha primeira vez no Cruzeiro e estou vivendo um sonho. Vim sozinha e fiz amigas".
E tem passageiro até do exterior, como a peruana Gladys Matos. "Tive problemas e perdi o voo. Mas liguei para a equipe de produção e me deixaram embarcar em Santos. Amo o Roberto", confessa, ao lado do marido, Hugo Medina. "Ela gosta bem mais do Roberto do que eu", diz ele, garantindo que não tem ciúmes.
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