PANORAMA
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Durante o vasto período de tempo que marcou a riqueza do império faraônico sobre as terras de Khemi (nome antigo do Egito), a religião politeísta atribuía um deus para cada necessidade da vida privada e do império, assim encontramos na mitologia egípcia algumas dezenas de seres meio homem, meio animal, responsáveis desde a segurança dos celeiros reais, passando pelo deus dos escultores, até o deus do equilíbrio harmônico.
Tal adoração a seres metafísicos era tamanha que cada família possuía seu deus doméstico, representado pela estatueta de um antepassado, cuja conduta de vida exemplar ou seus poderes paranormais trouxe alguma vantagem para o lar. Estas imagens que habitavam os nichos, nas paredes das casas, recebiam oferendas diárias em forma de alimentos, vinho, perfume e flores.
Mas o politeísmo fanático dos egípcios, em parte era mantido pelo poder dos sacerdotes dos templos, constituídos por uma casta dominante, tanto política, quanto militar e que além de oferecer serviços espirituais para a população, interferiam diretamente na condução do Estado Maior, chegando a desafiar o faraó em determinados momentos.
Os inimigos do Estado, internos ou externos pensavam duas vezes antes de ameaçar a classe sacerdotal, pois estes médiuns contavam com o uso de sortilégios e feitiços terríveis, pois que dominavam as ciências ocultas, coisa que os egípcios comuns também praticavam em escala menor.
As técnicas mais populares para minar o adversário consistiam em escrever o nome da pessoa indesejada em jarros de barro e depois despedaçá-los no chão enquanto proferiam pragas maledicentes, outra era fazer o desenho da vítima sobre a sola da sandália ou escrever o nome dela sob a pata de um animal defeituoso.
Nos templos centrais localizados nas grandes cidades como Tebas, Menfis e Heliópolis, os sacerdotes da alta hierarquia mesclavam astronomia, magia negra e uma espécie de farmacêutica hermética para prever o futuro, sendo que, para alcançar tal capacidade era necessário - além do dom natural - décadas de disciplina e estilo de vida ascético.
Foram obtidas grandes revelações no templo de Karnak, onde viviam os mais poderosos profetas do reino, que captaram os primeiros sinais da futura chegada de um filho do Deus único no futuro. No templo de Abydos existem hieróglifos representando aviões de combate modernos, junto com um helicóptero e submarino, frutos de uma clarividência avançada, que se perdeu nas areias do tempo.
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