| PANORAMA |
O Irã informou oficialmente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que nesta terça-feira começará a enriquecer urânio a 20% na planta de Natanz, e que este programa não se limitará às necessidades de combustível do reator civil de Teerã.
Em declarações divulgadas nesta segunda pela televisão estatal, o diretor do Organismo iraniano da Energia Atômica, Ali Akbar Salehi, disse, no entanto, que a produção de combustível será interrompida se o país chegar a um acordo para a troca de combustível com as potências ocidentais.
Segundo o responsável iraniano, seu país já enviou uma carta a este respeito à AIEA, na qual lhe assegura que o projeto se iniciará na terça-feira na central de Natanz, "na presença dos inspetores internacionais". Em Natanz, o Irã supostamente tem cerca de 7.000 centrífugas.
"O enriquecimento de urânio para produzir combustível nuclear é um projeto a longo prazo e não se limitará às necessidades do reator de Teerã", assinalou Salehi. "O Irã ainda está à espera do sucesso do diálogo, se for assim, interromperemos a produção de combustível", afirmou.
O anúncio foi feito poucas horas depois que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, alimentou a tensão e a confusão que envolve o conflito nuclear com o Irã, ao revelar que tinha ordenado aos especialistas de seu país iniciar o polêmico projeto. O líder afirmou, no entanto, que a decisão não significa que tenha sido desprezada a opção do diálogo. Na foto: Ahmadinejad usa óculos de proteção durante visita a um laboratório de ciência e tecnologia, em Teerã.
Foto: Reuters
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