OPIÁRIO
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Por vezes estou
E me descubro assim:
Lembrando a lua no céu destilando feitiços,
Lembrando o corte na pele sangrando perigos.
Por vezes sou
E me descubro assim:
Escavando abismos com dois pés descalços,
Uivando silêncios perdidos no espaço.
E é tudo tão irrelevante, menina,
É tudo tão irrelevante.
Se ao menos alguém soubesse,
Se ao menos alguém sonhasse
Que embaixo destas sobrancelhas peludas
Venho escondendo flores mortas
Belas como o sol...
(Lucas Villa)
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