Dilson Lages Monteiro Sexta-feira, 18 de maio de 2012
LETRA VIVA
Cunha e Silva Filho
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Um poema de Ben Jonson (1572-1637)

Um poema de Ben Jonson (1637-1774)


Advice to a reckless youth


What would I have you do? I’ll tell you, kinsman:
Learn to be wise, and practise how to thrive
That would I have you do: and not to spend
Your coin on every bubble that you fancy,
Or every foolish brain that humours you.
I would not have you to invade each place,
Nor thrust yourself on all societies,
Till men’s affections, or your own desert,
Should worthily invite you to your rank
He that is so respectless in his curses,
Oft sells his reputation at cheap market.
Nor would I you should melt away to yourself
In flashing bravery, lest, while you affect
To make a blaze of gen try to the world,
A little puff of scorn extinguish it,
And you be left like an unsavoury snuff,
Whose property is only to offend.
I’d ha’ you sober, and contain yourself;
Not that your sail be bigger than your boat;
But moderate your expenses now (at first)
As you may keep the same proportion still.
Nor stand so much on your gentility,
Which is an airy, an d mere borrow’d thing
From dead man’s dust and bones; and none of yours;
Except you make, or hold it.

Conselhos a um jovem imprudente


O que em orientação me pedes? Dir-te-ei:
Aprende a seres prudente pelo esforço feito
Isso te peço com segurança: O teu dinheiro
Não gastes com qualquer coisa o que à imaginação te venha
Ou ouvidos dês a qualquer idiota que te importunar apareça
A todos os lugares não te aconselharia entrar
Nem a ingressares em todas as sociedades
A não que dos homens as afeições ou a tua própria solidão
Digno de teu nível social te façam.
Quem por seus atos não merece o respeito
A reputação por bem pouco amiúde vende.
Igualmente a dissipares não te aconselharia
Em efêmeras bravuras, a fim de que, enquanto aparentas
De fidalguia menor ao mundo alarde fazer,
Um leve sopro de escárnio não a dissipe
E a um rapé insosso te reduzas,
Cuja propriedade apenas para a ofensa seja.
Antes sóbrio e contido te quero
Não indo além do que suportas.
Porém, primeiro, em teus gastos não te excedas
Porquanto manter intacta a mesma proporção bem podes.
Demorar-te tanto em gentilezas tampouco deves,
As quais são algo superficiais e meros empréstimos oriundos
Do pó e dos ossos mortais, e não do real ser,
Salvo se as construíres ou de berço vierem.

(Trad. de Cunha e Silva Filho)

 

 

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