Dilson Lages Monteiro Segunda-feira, 29 de maio de 2017
JANELA PARA A CRÔNICA - ANTÔNIO F. SOUSA
Antônio Francisco Sousa
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O QUE É A MORTE?

O que vem a ser a morte? Não seria apenas a devolução da vida ao Senhor? Como fez o bom servo às moedas que dele recebeu antes de sua partida em viagem, diversas vezes multiplicada, quando da prestação de contas por seu regresso? Se o Pai dá a cada um de nós uma vida, espera que a façamos grande, vivendo-a intensa, corajosa e, verdadeiramente. Há os que conseguem isso com um mínimo de esforço físico e um máximo de dedicação, inteiro desprendimento e muita força de vontade. Por outro lado, alguns parecem demonstrar certo desinteresse e, via de consequência, são como aquele servo mau que enterrou a moeda recebida de seu amo, com medo de perdê-la, ou por desconfiar da própria capacidade: esses morrem mais cedo, pois que nada acrescentaram ao que lhes foi concedido. Os primeiros, porque aproveitam toda e qualquer ocasião, vivem mais felizes. Outros, egoístas, não veem ou não querem crer que o Criador lhes dá idênticas oportunidades, e de lamento em lamento deixam o tempo esvair-se. Pensar diferentemente é acreditar que temos um Pai injusto. Ele almeja para todos a vida eterna. E essa cabe a nós começarmos a construí-la por aqui. Quanto menos desgaste nos impusermos, mais aprazível nos parecerá o treino terreno. É de inteira responsabilidade de cada um a construção da própria existência, mas há princípios que precisam ser respeitados e regras que nos disciplinam. Porque tudo resulta mais proveitoso quando o caminho ou o meio utilizado pauta-se na humildade, justiça e honestidade. O sofrimento que alguns julgam sentir mais que outros é pura ilusão. Não raro, estamos perdendo maravilhosas oportunidades de tirarmos proveito de situações que se nos apresentam como difíceis de transpor e preferimos pensar nos bons momentos que o outro pode estar passando. Alguma vez imaginamos que ele apenas não se deixou levar por falsas sensações e preferiu continuar construindo o caminho que o levará a Plenitude Celestial? Quando nos privamos da presença de um ente adorado, isso não nos pode deixar tristes: deve bastar-nos a certeza de que ele se foi pois é agradável ao Pai, o Criador, tê-lo, a partir de então, permanentemente, a seu lado. Precisa confortar-nos sempre a alegria e a esperança de que a morte é apenas a travessia necessária para galgarmos a vida imortal, plena; enfim, eterna. Antônio Francisco Sousa – Auditor-Fiscal (afcsousa01@hotmail.com

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