Dilson Lages Monteiro Sexta-feira, 18 de maio de 2012
ESTUDOS & LITERATURAS
Antônio Carlos Rocha
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O poder não se divide

[Antônio Carlos dos Santos Rocha]

 Aprendi muito cedo esta lição. Ainda nos meus anos infantis. De um lado com Mao Tsé Tung, Ho Chih Minh e outros; por outro lado, com o Espiritismo, Budismo e semelhantes. E até hoje, mais de meio século depois, observo que o mundo continua assim.

No plano físico, visível, no âmbito do Planeta Terra, quem manda é o Exército e, por extensão, as Forças Armadas, Forças Policiais, Forças Auxiliares e afins. Às vezes, acontece que o Exército de um país é tão forte, tão poderoso que manda e domina em outros países e até em grande parte do Planeta. Tem sido assim ao longo dos milênios.

No plano espiritual, invisível, religioso quem manda é Deus, que tem vários nomes. Só estes dois poderes, só isso e mais nada.

Vejamos o caso brasileiro: houve a tal redemocratização, foi feita a abertura política, partidos políticos vários, mas a estrutura de poder não muda, nem vai mudar, permanece a mesma há 511 anos. As elites continuam no poder, pois o poder não se divide.

É uma ingenuidade política muito grande pensar que este ou aquele partido vai melhorar ou mudar alguma coisa em termos de estrutura social. Não vai.

Outra ingenuidade política é afirmar: “O povo unido jamais será vencido”. O povo é sempre vencido como um castelo de areia, quando ousa se colocar contra o Poder, em qualquer regime.

Vejam em qualquer país do Planeta Terra que tem sido assim, através dos séculos.

Quem deseja maiores detalhes é só ler o livro clássico de doutrina militar O Livro Vermelho – Citações do Comandante Mao Tse Tung, editora Martin Claret, 224 páginas, 2004. É uma leitura, um exercício de filosofia, literatura, arte e teoria militar que pode ser adequada a qualquer ideologia.

Se alguém pensar nas chamadas revoluções populares, o que temos é que, nesses casos, o Poder foi “tomado” por outro exército. Só isso e mais nada. Sabemos todos que é um processo doloroso, sofrido e desgastante. E no Brasil isso não tem mais chance.

Como dizia Buda, tudo tem o seu Darma, a sua essência, a sua característica. E o Darma do Exército é exercer o Poder, exer-Ser. Vejam nos dicionários o significado do verbo exercer.

O que passar disso é brincadeira de política e, como todo adulto tem o seu lado criança, nada como umas eleiçõeszinhas... que não mudam nada... só de brincaderinhas...

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