Dilson Lages Monteiro Terça-feira, 30 de maio de 2017
ESTUDOS & LITERATURAS - ANTÔNIO CARLOS ROCHA
Antônio Carlos Rocha
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Homenagem ao Pavilhão Pátrio

Oi Bandeira Nacional !

 

Antonio Carlos Rocha

 

- Oi amigo, tudo bem?

 

- “Tudo caminhando como Deus quer e consente”, diria um antigo conhecido, já falecido. O Senhor o tenha !

 

- Pois é rapaz, às vezes, a gente pensa que está tudo fora do esquadro, mas na verdade, está tudo encaminhando-se para melhor, ainda que o engarrafamento esteja muito complicado. Mas como foi que você descobriu que eu sou um Ser conversável...

 

- Bandeira Nacional, é o seguinte: nos ensinamentos budistas aprendi que nós podemos conversar com tudo e com todos.

 

- Ainda que digam que eu sou “uma Ser inanimada”.

 

- E se eu te chamar de Pavilhão Nacional, será no masculino: “um Ser inanimado”, ainda que, animadíssimo e animadíssima !

 

- O pessoal ainda não entendeu que eu sou um Ser plural, coletivo, que represento todos os milhões de brasileiros e brasileiras que nasceram aqui ou que moram por aqui de coração, e os demais espalhados pelos mundos...

 

- Isso mesmo, nos mundos presentes, passados e futuros como diz o Buda.

 

- Exatamente, os milhões que já morreram desde 1500, os bilhões de seres sencientes que já viveram bem antes de 1500, desde que o Planeta Terra surgiu, eis eu... abrigando a todos e todas como um grande Pai e uma grande Mãe.

 

- E ainda tem os muitos milhares, bilhares, trilhares que nascerão em futuros inconcebíveis à mente humana.

 

- Mas aí, tendo em vista a Lei da Impermanência eu não sei se, geograficamente, territorialmente, ainda seremos e teremos o mesmo mapa.

- Tem razão Bandeira Nacional, você é sábia.

 

- Também aprendo com vocês, e muito, essa é a beleza da vida, aprendermos sempre !

 

- Lembrei quando eu era criança que, no antigo primário onde eu estudava na Escola Presidente Roosevelt, lá no meu querido Realengo, RJ, matinalmente, cantávamos o Hino Nacional e te hasteávamos, cada dia era um aluno, um dia lá fui eu, todo trêmulo de emoção e timidez, comecei a hastear, mas como não prendi direito o cordão, veio uma professora ou diretora fazer certo. E olha, nós gostávamos daquele momento, tinham os alunos mais velhos, cuja fanfarra, marcava o ritmo e a solenidade diárias.

 

- Nesse tempo, ainda era Distrito Federal, 1959, portanto muitos antes da tal ditadura civil-militar.

 

- É bom você ter falado isso, porque uma vez contei no meu trabalho e disseram, era coisa da ditadura. Não era, o então presidente era o Juscelino Kubistchek, a meu ver, o melhor presidente que já tivemos.

 

- Tem razão, fazer uma cidade como Brasília, em cinco anos, prova que é competente.

 

- É verdade, e note que, naquele tempo, não existia reeleição, aliás, eu sou contra a reeleição. Se a pessoa não deu o seu recado em 4 anos, pode tirar o cavalinho da chuva.

 

- Como o Mandela, na África do Sul, tinha direito à reeleição, mas preferiu ficar só nós quatro anos.

 

- Quem sabe, um dia, o pessoal daqui fica mais humilde, mais brasileiro, mais solidário e promulgam a volta dos 4 ou 5 anos...

 

- Bandeira Nacional foi uma grande satisfação conversar com você, até a próxima Amada !

 

- Até a próxima Amado !

 

 

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