ENSAIO & CRÍTICA
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[Carlos Evandro Martins Eulálio]
Carlos Evandro: Há instantes lhe envei um comentário neste espaço, mas, por erro de falsa analogia, ao invés de , lá pelo final, dizer "reticências", usei "vírgula". Também não estou certo se , se ao enviar o comentário, houve problema técnico. Um abraço do Cunha e Silva Filho
Carlos Evandro: O assunto do conto não é novo, nova é a forma lliterária, o contexto social, as artim has que escondem as im plicitudes de costumes de ideologia, inckusive o dado irônico no epílogo. A composição do da trama, inimiga de gorduras de palavras, espécie de mini-conto, se aproximando, em algus lances, de um Daltro Trevisan, esse vampiro de Curitiba. a história de um pilatra se passando por bom mocinho, deflorador de ingênuas mocinhas pobres, que lembra de longe também o capadócio do Cassi, de Clara dos Anjos(1923-1924), de Lima Barreto. Lábia, estilo kitch de indumentária e que logo associamos a peraltas do universo da malandragem. o sedutor "rapaz" desta narrativa sabe o que quer em se tratando do golpe da conquista de virgens incautas. Sabe atacar a presa mas com manhas de malandro talhado para o embste e as vantagens do sexo. Assim, se aproxima das pessoas-chave, no caso, a mãe da mocinha. Promete mundos e fundos, tudo para negacear os seus atos, até consegue para a mãe da menina uma bolsa-família. Pronto o terreno, os doces preferidos, as promessas de casamento, que não se cumprem. O lado polítco-ideológico (comunista, pretenso candidato ao PT) combin a perfeitamente com os seus planos de envolvimento de corações femininos, sobretudo de meninas pobres. Os vocábulo "comunista e o sintagma "candidato do PT" exercem um sentido simbólico das traquinas do pícaro, ou seja, associam-se logo com a "defesa dos mais humildes com promessas de mudnaç de cndição de vida melhor. O malandro da história sabe quasi os pon tos fracos do popvão, da gente da periferia, das carêcias materiais e sociais das vítimas. Sabe agradar qual um demagogo. A esta altura deste mini-comentário, o mini-conto adquire níveis de leituras mais profundas, ate mesmo alegóricas se quisermos paprofndar a camada funda do subtexto. O uso da vírgula reforça o viés por que tomei a leitura da narrativa. Não posso precisar qaue ponto a alegria se torna a palavra final do intérprete desse texto enxuto, solto, mas cudadosamente arquitetado, inclusive por um outro plano ligado às significações simbólicas, que é ausência de dar nomes aos personagens. Mini-conto elaborado sob o signo sugerir sem nomear, como faziam os simbolistas. E o não nomear mais diz do que o explícito. A literatura vale mais, pois, pelas ausências do que pela entrega dos seus enigmas ao leitor. Um abraço do Cunha e Silva Filho
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