DELEITURA
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Caríssimo Cunha e Silva Filho, suas palavras são sempre um justo pagamento a esse "serviço prestado" à cultura piauiense. "Desenterrei" esse texto folclórico porque uma historiadora piauiense, em um livro da UBE-PI, afirma que essa quadrinha a que me referi no meu texto foi "produzida" em uma outra situação, que, claro, não é verdadeira. Você saberá mais detalhes sobre isso no meu próximo texto nesta coluna. Saudações, aqui, do calor do Piauí.
Luiz Filho de Oliveira: Bom dia! (daqui do calor do Rio) Há tempos não via texto seu no Entretextos (desculpe-me pelo eco fdos vocábulos próximos). Vejo que você voltou com muita disposição de trabalho intelectual, de pesquisa folclórica, filológica, poética. Você, que é poeta, leva jeito também para as investigações diacrônicas de textos envolvendo campos distintos da cultura literária, erudita ou popular, sem discrimnações.Isso é bom e me lembra um certo período de Mário de Andrade. O texto que recolheu para nós leitores já ilustra bem essa tendência múltipla de um intelectual jovem que não quer perder tempo e deseja se firmar no cipoal da vida cultural. Ao poeta inquieto por novas formas de expressão não deve faltar essa dimensão. O escritor é uma pessoa em processo constante de formação, processo inconcluso, diria melhor, pois o tempo breve da vida nos força a uma certa e saudável pressa em assenhorear-se de conhecimentos. Seus textos me inquietam, e é bem provável que causem discussões favoráveis ou não. O escritor, contudo, deve ser um indivído corajoso e sobretudo digno, íntegro, qualidades que o completam durante seu percurso de vida e obra. Parabéns pelo texto! Cunha e Silva Filho
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