DELEITURA
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Desde que comecei a lecionar a disciplina Literatura no primeiro ano do ensino médio, o meu interesse pela literatura medieval foi ficando cada vez mais forte. A partir disso, os poemas-canções dos trovadores galego-portugueses, assim como o teatro vicetino e os poemas palacianos, passaram a fazer parte da minha leitura com uma frequência mais habitual do que na minha época de estudante universitário do curso de Letras.
esparso
gatinha... te-amei de amor
pré-antigo, moderno-pós,
pois (ai!) contracanto arteiro:
“teu não a mim não foi cor!”;
entre tantos, mais não digo,
posto, assim, cantarão
que, então, sendo não-amigos,
verso inverso o verso ubíquo:
que eu não sinta o ex-coração!
(Luiz Filho de Oliveira. BardoAmar, 2003.)
vilão ser-te por amar a esta velha forma antiga
meu amor – tanto te-amo
que meu desejo são ousa
desejar-te minha lousa
por que bem te-escrevinhasse
pela pele em poesia
o que nos-registra o enlace
entre a tua vida e a minha
palavras mil eu reclamo
e tal ideia repousa
no teu corpo – minha lousa
(Luiz Filho de Oliveira. Onde Humano, 2009.)
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