Dilson Lages Monteiro Segunda-feira, 29 de maio de 2017
CRÔNICA DE SEMPRE - ROGEL SAMUEL
Rogel Samuel (atualização diária)
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O manto de diamantes das estrelas

 

 
O manto de diamantes das estrelas
 
Rogel Samuel
 
Os astrônomos encontraram no Universo um belo planeta azul, um belo planeta maior do que a Terra, um belo planeta feito todo de diamantes.
Os astrônomos descobrem muitas coisas.
Mas sempre distantes...
O que para mim significa um mundo cheio de diamantes é que, na cosmologia budista, me levou a pensar em Unisha Chakarvati, o Imperador do Universo.
Não seria aquele planeta uma joia que se soltara da sublime coroa de Unisha Chakarvarti?
Se os astrônomos podem especular lá do lado deles, por que eu, um pequeno cronista, não poderei sonhar do meu modo?
O planeta não pertence a nenhum de nós, nem a mim nem a eles.
Pertence ao Grande Universo, que é Eterno.
“Os diamantes são eternos”, canta Shirley Basey aquela canção de Jonny Barry, canção que apareceu no filme britânico de 1971, o sétimo da série 007, dirigido por Guy Hamilton e produzido por Harry Saltzman e Albert R. Broccoli.
Quando valerá um planeta feito de diamantes?
Quanto custará na bolsa de valores de diamantes?
Quem comprará um múltiplo diamante do tamanho do nosso mundo?
Em que joalharia poderia ele ser exposto?
No colo de que mulher caberia ele em colares?
Como supor que o Universo não tenha muitíssimos outros mundos inteiros feitos de outras pedras preciosas, de esmeraldas, turquesas, ametistas?
E outros mundos feitos ouro?
Como a riqueza dos seres humanos parece insignificante, diante da grandeza do Universo!
O vasto Universo é sem fim, sem limites, sem fronteiras.
Com que os astrônomos sonham? Quantos mais Universos iguais ao nosso existem cobertos de ouro?
Segundo a mesma cosmologia budista, existem três mil universos, que constituem o nosso Universo multiplicado por mil, e o resultado disso multiplicado por mil, e o resultado dessa segunda multiplicação multiplicado por outros mil.
Esse espaço significa os “Três mil Universos”, um número incalculável.
Assim, na imensidão do Universo, cabem muitas coroas universais de um único rei.
Como na cosmologia budista, onde tudo é muito extraordinário.
Mas a notícia me fez sonhar.
De sonhos me alimento eu.
Diz o texto:
 
“Astrônomos descobriram um planeta duas vezes maior do que a Terra, composto na maior parte de diamante, orbitando uma estrela que é visível a olho nu.
“O planeta rochoso, chamado "55 Cancri e", orbita uma estrela como o sol a 40 anos-luz de distância na constelação de Câncer, movimentando-se tão rápido que um ano lá dura apenas 18 horas.
“Descoberto por uma equipe de pesquisa franco-americana, o planeta tem raio duas vezes maior que o da Terra, mas é muito mais denso, com uma massa oito vezes maior. Também é incrivelmente quente, com temperaturas em sua superfície atingindo 1.648 graus Celsius”.
 
"A superfície deste planeta é provavelmente coberta de grafite e diamante em vez de água e granito", disse o pesquisador Nikku Madhusudhan, de Yale, cujas conclusões deverão ser publicadas no Letters Astrophysical Journal.
O estudo, feito com Olivier Mousis do Institut de Recherche en Astrophysique et Planetologie em Toulose, na França, estima que pelo menos um terço da massa do planeta, o equivalente a cerca de três massas terrestres, poderia ser de diamante.
Planetas-diamante já foram vistos antes, mas esta é a primeira vez que um foi localizado orbitando em torno de uma estrela parecida com o Sol e estudada em tantos detalhes.
"Este é o nosso primeiro vislumbre de um mundo rochoso, com uma química fundamentalmente diferente da Terra", disse Madhusudhan, acrescentando que a descoberta do planeta rico em carbono significa que não se pode mais acreditar que planetas rochosos mais distantes teriam componentes químicos, interiores, ambientes ou biologia semelhantes à Terra.
O astrônomo David Spergel, da Universidade de Princeton, disse que é relativamente fácil desenvolver a estrutura básica e histórica de uma estrela, uma vez que se descobre sua massa e idade.
"Os planetas são muito mais complexos. Esta 'super-Terra cheia de diamantes' é provavelmente apenas um exemplo dos ricos conjuntos de descobertas que nos esperam, à medida que começamos a explorar planetas em torno de estrelas próximas".

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