COMEÇOS INESQUECÍVEIS
|
Por Sérgio Rodrigues
No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da manhã para esperar o navio em que chegava o bispo. Tinha sonhado que atravessava um bosque de grandes figueiras onde caía uma chuva branda, e por um instante foi feliz no sonho, mas ao acordar sentiu-se completamente salpicado de cagada de pássaros. “Sempre sonhava com árvores”, disse-me sua mãe 27 anos depois, evocando os pormenores daquela segunda-feira ingrata.
O começo de “Crônica de uma morte anunciada” (Record, tradução de Remy Gorga, filho) pode não ser tão sensacional quanto o de “Cem anos…”, mas chega perto. O truque de embaralhar os tempos narrativos para abanar na frente do leitor uma cenoura que ele dificilmente deixará de perseguir é o mesmo. Para quem não leu, fica a recomendação: lançado em 1981, este “Crônica…”, com sua prosa sóbria, pode surpreender os fãs do estilo barroco empregado pelo autor ao narrar a história de Macondo, mas também é um livraço.
Não há nada de interessante nesse começo de "Crônica..." É banal como milhares. O início de "Lolita", de Nabokov, esse, sim, é extraordinário. W Ramos
- Nogueira Tapety
- Élio Ferreira
- José de Arimathéa Tito Filho (A. Tito Fi...
- Domingos Olímpio
- Álvares de Azevedo
Ivan Teixeira analisa O alienista
A escrita paratática e pós-moderna de Esdras do Nascimento
..............................................................................................
Família lança livro inédito do desembargador e contista Magalhães da Costa
A história da Narrativa (cinema, literatura, etc.) é cheia de arquétipos e estereótipos
(1) O leão e o rato; (2) A raposa e a cegonha; e (3) O lobo e o cordeiro
LABORATÓRIO DE REDAÇÃO PROF. DÍLSON LAGES
Baloon Center, Av. Pedro Almeida nº 60, Loja 21 (primeiro piso) - São Cristóvão - Teresina - Piauí - Fone (86) 3233 9444
e-mail: dilsonlages[@]uol.com.br