Dilson Lages Monteiro Domingo, 23 de abril de 2017
ANEXOS DA REALIDADE - MIGUEL CARQUEIJA
Miguel Carqueija
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Não à ideologia de gênero

 NÃO À IDEOLOGIA DE GÊNERO
Miguel Carqueija



Um dano terrível surgiu nos últimos anos na civilização: a ideologia de gênero, que agride a moral, o bom senso, os valores cristãos, a família e a própria Ciência. É uma coisa ainda mais estúpida que a ideologia do politicamente correto e, naturalmente, está ligada á mesma corrente revolucionária que avassala o mundo moderno.
Precisava estar entre nós um Gustavo Corção, um Gladstone Chaves de Melo, ou um Nelson Rodrigues, para dizerem o que merecem ouvir os defensores de tal descalabro.
Por esta excrecência chamada de ideologia, troca-se a palavra “sexo” por “gênero’. E assim dói no coração ver tanta gente se rendendo a essa moda, referindo-se às questões de gênero como se gênero, no sentido proposto, realmente existisse. Ora bem: eu costumo dizer que não tenho gênero porque não sou um poste, sou um homem e portanto o que tenho é sexo, sou do sexo masculino, não do gênero masculino. Meus cromossomos sexuais são XY, enquanto os femininos são XX. E só existem esses dois tipos. Como não se pode mudar o cromossomo segue-se que mesmo as pessoas que fizeram a tal operação para mudar de sexo, cientificamente não o fizeram: o sexo continua o mesmíssimo apesar das aparências.
É verdade, usa-se o termo gênero — sempre se usou — para fins gramaticais e por analogia com os seres sexuados. Explicando melhor, em nossa língua, ao contrário do Latim, não existe gênero neutro e consequentemente os substantivos que se referem a objetos, instituições ou conceitos abstratos devem por analogia ser relacionados com algum artigo definido: “a” e “o”.
É por isso que o poste seja do gênero (gramatical) masculino. Ele não é um macho, apenas foi convencionado que é uma palavra do gênero (não do sexo) masculino. E da mesma forma a panela não é uma fêmea. Essas convenções atingem também instituições, como a escola, o colégio; e conceitos abstratos como o amor, a raiva, a saudade, o ódio.
Mas agora, com a ideologia de gênero que o PT tentou implantar por lei nas escolas, e que sem dúvida está penetrando por baixo do pano, chegamos a esta aberração: ensina-se às crianças que elas não são nem meninas nem meninos, apenas crianças, e depois, quando crescerem, é que escolherão o gênero (não mais o sexo) a que pertencem, como se isso fosse uma coisa apenas subjetiva! O Professor Felipe Aquino, indignado, já observou que esse pessoal, na ânsia de impor a sua ideologia, passa por cima até da Ciência! E que nos Estados Unidos já foram inventados (inventar é a palavra certa) 50 gêneros! Se levarmos em conta que a prática sexual do ser humano pode ser muito imaginativa e muito aberrante, veremos que não há um limite definido e caímos numa verdadeira anarquia e estímulo à promiscuidade sexual.
No fundo o que essa gente da esquerda quer é acabar com a Família como instituição e de quebra, ou por via das consequências, acabar com a Igreja Católica que assim é apresentada como um baluarte do obscurantismo e como tal deve ser destruída. Mesmo que, muitas vezes, a Revolução ataque com ódio as confissões protestantes, não se enganem: o alvo final é a Igreja Católica.
Segundo Felipe Aquino (a grande mídia evita falar nisso...) na Alemanha, onde a ideologia de gênero virou lei, já existem pais sendo presos por proibirem seus filhos de assistirem tais aulas. Pelo visto, silenciosamente, a Alemanha de Angela Merkel retornou ao nazismo! Alguém já disse que hoje em dia nós elegemos nossos próprios ditadores. Pelo mundo afora a democracia, onde existe, está sendo corrompida e transformada em ditadura disfarçada, arrastando a civilização para a pior forma de tirania, que barbariza o corpo e a alma, que se volta contra a própria liberdade de consciência, nos moldes dos romances “1984” de George Orwell, “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley e “Nós” de Evgeny Zamiatin.
Já deparamos nas fichas cadastrais que às vezes precisamos preencher a substituição de “sexo” por “gênero”, inclusive em fichas virtuais, que não podemos modificar, e isso é um desaforo. Por enquanto ainda são mantidos somente dois “gêneros” (masculino e feminino) como opções; não sabemos por quanto tempo. Talvez se trate apenas de uma dificuldade técnica: não seria fácil elencar 50 opções numa simples ficha. Mas essa gente tem criatividade: qualquer hora contornam essa dificuldade.
Note-se que não há fim à vista para tal descalabro. O simples comportamento sexual de um ser humano (existem até os que se dizem assexuados, ou seja sem libido e interesse, uma dessas pessoas deu entrevista tempos atrás no programa da Gabi) é tão variável que, se isto serve de pretexto para classificações discriminatórias (isto é, que vão separar a humanidade em muitos grupos sem necessidade, é como separar as pessoas por “raças” quando a raça humana é uma só) então, afora o que for habitualmente reconhecido, qualquer um poderá propor mais um gênero, e eles subirão a centenas ou milhares. Duvidam? Ora bem, se eu desse para isso, e pelo andar da carruagem, o que me impediria, pelo menos um pouco mais adiante, de me declarar membro do gênero dos ornitorrincófilos, ou seja, os adeptos de fazer sexo com ornitorrincos? Os ideólogos da ideologia de gênero não teriam moral para me impedir, pois foram eles que abriram as portas para essa loucura. No máximo haveria a dificuldade prática de encontrar no Brasil, ornitorrincos disponíveis.
Desculpem brincar um pouco com coisa séria. Mas tem vezes que a gente tem que rir pra não chorar.

Rio de Janeiro, 8 de abril de 2017.

 

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Comentários (1)

Postado o meu comentário por incorreções: Caro Carqueija, agora, V. me traz à baila uma questão intrincada e que divide a sociedade, em pelo menos, duas visões de opinião: os que aderiram completamente aos desvios sexuais e o praticam abertamente e os que poderiam ser denominados conservadores, que não aceitam os desvios ou senão os aceitam desde que não atinjam as raias da deformidades no campo da sexualidade. O gênero gramatical se apresenta de duas formas: a) o que se refere ao homem e à mulher e aos animal; b) o que diz respeito aos objetos inanimados ou de outra natureza. Estes últimos se agrupariam linguisticamente por convenção, em masculinos e femininos. Neste último grupo, cada língua tem suas convenções Por exemplo, no francês, nem toda palavra masculina nossa corresponde a uma masculina no idioma de Lamartine, como, por exemplo, o rio Sena, em francês é feminino; em português, masculino. A grande questão surge é quanto ao universo do homossexualismo e às suas práticas, quando, por desejos de ser reconhecido como mulher, um homem submete-se a uma cirurgia de mudança biológica dos órgãos sexuais e do que o resto do corpo pode ser, pela medicina, modificado: ter seios, vagina, nádegas, bumbum mais acentuado, perda de pelos, ou o contrário, mulheres desejarem tais transformações e se transformarem fisicamente em homens com todas as características de que a cirurgia pode realizar: voz semelhante, tanto quanto possível, aos homens, barba, peitoral masculino (retiradas dos seios), pelos, realçados também pelas academias através de musculação para ter bíceps mais firmes etc., etc. Agora, caber à Escola, em certa idade da criança, instilar na sua consciência o que escolherá como gênero, é algo aterrador. Na minha visão, os homossexuais devem ter sua preferência sem restrição, porquanto é a tendência dele desde o nascimento e que se revela sobretudo na adolescência (mesmo, por vezes, na infância) Ocorre que, no universo da sexualidade, pessoas há que já nascem com uma tendência a só ter atração por uma de sexo oposto. O que, para mim, se torna aberrante é a exposição pública do homossexualismo exibicionista, que é uma conquista dos movimentos gays ou do lesbianismo. Da mesma forma, me repugna ver a imagem de um homossexual ser motivo de escárnio ou de violência pelos heterossexuais. Qualquer excesso envolvendo prós e contras na questão das minorias, é censurável e, mais censurável é o Estado interferir e estimular a permissividade, transformando, conforme V. notou muito bem, uma realidade do domínio da sexualidade numa ideologia distorcida e nefanda no seio da sociedade. Aceitar a onda dos desvios fraudulentos e antinaturais é um impostura e uma hipocrisia. Não me importo que seja tachado de retrógrado diante do modernismo acrítico que permite todas as loucura de um mundo em plena degenerescência de valores morais. Cunha e Silva Filho postado: 11-04-2017 12:59:58 Deixe o seu comentário

Cunha e Silva Filho
postado:
17-04-2017 13:29:47

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