A COMPANHIA DOS POETAS
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O louro chá no bule fumegando
De Mandarins e Brâmanes cercado;
Brilhante açúcar em torrões cortados,
O leite na caneca branquejando;
Vermelhas brasas alvo pão tostando;
Ruiva manteiga em prato mui lavado;
O gado feminino rebanhado,
E o pisco Ganimedes apalpando;
A ponto a mesa está de enxaropar - nos,
Só falta que tu queiras, meu Sarmento,
Com teus discretos ditos alegrar-nos.
Se vens, ou cala chuva, ou brame o vento,
Nãoi pode a longa noite enfastiar-nos,
Antes tudo será contentamento.
Correia Garção, poeta árcade - s.XVIII
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